segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

603 - David Friedrich Strauss (1808-1874). Teólogo Alemão.

 


David Friedrich Strauss (1808-1874). Estudante em Tübingen, foi chamado para lecionar em Zurique em 1839, contudo, por causa da oposição de conservadores, foi aposentado antes de poder ensinar. Passou o restante de sua vida como autor independente. Seu mais famoso livro, e o que originou oposição a ele, foi seu “A vida de Jesus” (1835). Nessa obra, ele demonstrou uma marcante preferência por interpretações sobrenaturalistas de Jesus às interpretações racionalistas e afirmou que era impossível escrever uma história normal sobre sua vida. De todo modo, argumentou Strauss, a história não é importante. O que importa é o mito envolvendo o homem, pois é isso que mudou o mundo. Ele afirmou que Marcos era um epítome de Mateus, que tentou transformar a narrativa do evangelho em história, mas fracassou. Atacou os racionalistas pela sua opinião elevada sobre João, que ele considerava como incoerente com seus princípios, visto que João era o Evangelho menos histórico de todos. Por causa de sua preferência por mitologia não histórica, Strauss não tinha interesse algum em escatologia. Strauss tinha pouco senso crítico e ignorava completamente o problema da origem da igreja. No entanto, seu livro levantou novas questões e obrigou os estudiosos a reexaminarem suas pressuposições nas pesquisas dos Evangelhos. Ele representou um ponto de inflexão nos estudos do Novo Testamento.



602 - Christian Hermann Weisse (1801-1866). Teólogo Alemão.

 


Christian Hermann Weisse (1801-1866). Ensinou em Leipzig a partir de 1828, com exceção de uma breve interrupção (1837-1841), e foi um filósofo idealista em uma época em que o idealismo estava saindo de moda na Alemanha. Em sua “História do evangelho” (1838), defendeu a hipótese das duas fontes em relação às origens dos Evangelhos em que tanto Mateus como Lucas usaram Marcos e mais uma fonte. Essa foi a primeira vez que alguém havia proposto a existência do documento que agora chamamos de “Q” Quelle, palavra alemã traduzida por “fonte”. Ele considerava João não histórico, mas afirmou que seu tom era principalmente hebraico, e não helenista. Ele também acreditava que Jesus havia rejeitado a literatura apocalíptica judaica espiritualizando-a. De acordo com Weisse, Jesus ficou consciente de que era o Messias quando foi batizado. A ressurreição, no entanto, era uma convicção psicológica da comunidade cristã primitiva, e não um fato histórico.



601 - Ferdinand Christian Baur (1792-1860). Teólogo Alemão.

 


Ferdinand Christian Baur (1792-1860). Possivelmente o maior estudioso do Novo Testamento do século 19, foi certamente um dos mais influentes. A partir de 1826, lecionou história da igreja e dogmática em Tübingen, onde formou uma geração inteira de estudiosos. Seguidor da filosofia de G. W. F. Hegel, acreditava que o cristianismo primitivo era uma síntese criada a partir do conflito de forças opostas. Desenvolveu esse tema no livro “Investigações a respeito das chamadas Epístolas Pastorais de Paulo”, publicado em 1835. Mais tarde, escreveu mais um livro sobre Paulo, “Paulo, apóstolo de Jesus Cristo”, publicado em 1845 e traduzido para o inglês só em 1873-1875. Nessa obra, ele negou a autoria paulina de todas as epístolas com exceção de Gálatas, 1 e 2Coríntios e Romanos. Também negou a origem apostólica (e, portanto, a essência da historicidade) de Atos. Em 1847, publicou sua última obra de crítica do Novo Testamento, “Investigações críticas a respeito dos Evangelhos canônicos”. Acreditava que Mateus era o primeiro dos Evangelhos a ter sido escrito, pois era o que melhor refletia o contexto judaico do cristianismo. Em contrapartida, acreditava que o Evangelho de João refletia as controvérsias gnósticas e montanistas do final do segundo século e não tinha nenhum valor histórico.



600 - Gottfried Christian Friedrich Lücke (1791-1855). Teólogo Alemão.

 


Gottfried Christian Friedrich Lücke (1791-1855). Lecionou em Bonn a partir de 1818 e em Göttingen a partir de 1827. Publicou comentários do Evangelho de João, das epístolas joaninas e de Apocalipse, mas sua obra mais importante foi “Esboço de hermenêutica do Novo Testamento”, publicada em 1817, um fiel reflexo das ideias de Schleiermacher. Lücke defendeu que a exegese histórico-gramatical não era suficiente para a compreensão do Novo Testamento; também era necessário explicar o elemento religioso. Rejeitou, portanto, a ideia de que a Bíblia podia ou devia ser lida “como qualquer outro livro”.

599 - Johann Karl Ludwig Gieseler (1792-1854). Teólogo Alemão.

 


Johann Karl Ludwig Gieseler (1792-1854). Lecionou em Bonn (1819) e Gõttingen (1831). Defendeu a ideia de que havia um “evangelho primitivo” oral que havia sobrevivido em aramaico, mas ao desenvolver essa hipótese acabou revelando suas graves dificuldades, notavelmente o fato de que ela não podia explicar as semelhanças verbais entre os Evangelhos Sinóticos em grego. Sua obra principal sobre o tema foi publicada em 1818.



598 - Christian Gottlob Wilke (1786-1854). Teólogo Alemão.


 Christian Gottlob Wilke (1786-1854). Pastor até sua demissão em 1837, escreveu um livro “O primeiro evangelista” em 1838, em que defendeu a prioridade de Marcos, seguido por Lucas e Mateus. Em 1846, tornou-se católico romano.




597 - Johannes Martin Augustinus Scholz (1794-1852). Teólogo Alemão.

 


Johannes Martin Augustinus Scholz (1794-1852). Reitor da faculdade católica em Bonn. Foi pioneiro na pesquisa sobre o texto grego do Novo Testamento, embora se inclinasse à aceitação do Textus receptus, um fato que fez estudiosos posteriores desconsiderarem grande parte de sua obra. No entanto, Scholz não estava completamente ligado à tradição eclesiástica e, perto do fim de sua vida, repudiou muitas de suas concepções anteriores a favor da opinião científica contemporânea.

596 - Karl Lachmann (1793-1851). Teólogo Alemão.

 


Karl Lachmann (1793-1851). Lecionou filologia clássica em Königsberg (1825) e depois em Berlim (1827). As técnicas de crítica textual de Lachmann introduziram uma nova era nos estudos bíblicos. Sua classificação de manuscritos ainda é geralmente aceita, e suas edições do Novo Testamento grego (1831 e 1847-1850) foram as primeiras a se basear inteiramente nas mais antigas tradições de manuscritos. Nesse aspecto, sua obra foi precursora da obra de Westcott e Hort. Também defendeu, com base em um estudo preciso das evidências textuais, que Marcos foi o primeiro Evangelho a ter sido escrito.


Tradução: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. parte do artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.