sábado, 11 de julho de 2026

611 - Karl August von Hase (1800-1890).

 


Karl August von Hase (1800-1890). Ensinou em Jena a partir de 1830. Seu campo principal era história da igreja, mas também escreveu sobre temas do Novo Testamento. Foi o primeiro a escrever uma biografia de Jesus com uma base puramente histórica. Aceitou somente os milagres relatados em João, e talvez também tenha admitido o nascimento virginal. Dividiu a trajetória de Jesus em duas partes distintas. No primeiro período de seu ministério, Jesus supostamente aceitou o messianismo popular e se adequou às suas exigências apocalípticas de uma restauração de Israel, porém, na segunda parte, diversificou sua perspectiva por conta própria e desenvolveu outras visões. De acordo com Hase, os apóstolos permaneceram ligados à primeira dessas fases, exceto João, que compreendeu o desenvolvimento psicológico de Jesus e respondeu a ele. Hase publicou “A vida de Jesus” em 1829 e “A história de Jesus” em 1876. Sua interpretação da vida de Jesus se tornou comum na década de 1830 e permaneceu assim durante meio século.

 




610 - Albrecht Benjamin Ritschl (1822-1889).


 Albrecht Benjamin Ritschl (1822-1889). Um dos maiores estudiosos liberais do Novo Testamento do período, estabeleceu ideias que determinaram o formato do protestantismo liberal até mesmo após 1918. Lecionou teologia sistemática em Bonn a partir de 1852 e depois em Göttingen a partir de 1864. Seu livro sobre a origem da igreja católica primitiva (1850) rompeu com a tese de Baur e representou a primeira revolta na escola de Tübingen. Também escreveu uma grande obra teológica sobre a justificação, publicada em dois volumes (1870,1874).

 


609 - Bruno Bauer (1809-1882).

 

 

Bruno Bauer (1809-1882). Acreditava que João era uma obra de arte, e não um relato histórico, e que o Evangelho havia sido fortemente influenciado por Filo. Os Evangelhos Sinóticos também não eram históricos, embora fossem obviamente diferentes de João. Marcos era o primeiro e a única fonte literária dos outros. As narrativas de nascimento de Jesus eram fictícias, e a ideia messiânica era uma invenção da igreja primitiva. Apresentou a ideia de um segredo messiânico. Ele acreditava que milagres representavam uma falsa vitória sobre a natureza; a verdadeira vitória está somente na morte. O cristianismo, ele afirmou, era um judaísmo com influências estoicas, produto da agonia cultural moribunda da Grécia e de Roma. Em relação a Jesus, Bauer acabou concluindo que ele nunca havia existido. Sua obra sobre João foi publicada em 1840 e o livro sobre os Sinóticos, pouco depois (1841-1842), os quais seguidos por uma obra sobre os Evangelhos como um todo (1850-1851).

 


608 - KarI Theodor Keim (1825-1878).


 

KarI Theodor Keim (1825-1878). Publicou uma história de Jesus (1867), em que afirmou que havia existido uma fase galileia no ministério de Jesus antes de ele se mudar para a Judeia. No primeiro período, sua mensagem ainda tinha tom idílico e moral; somente mais tarde ela se tornou política e escatológica. Essa visão se tornou mais tarde o retrato liberal comum da vida de Jesus.

 


607 - Friedrich Wilhelm Ghillany (1807-1876).

 

Friedrich Wilhelm Ghillany (1807-1876). Acreditava que Jesus veio a ser adorado por causa de uma fusão sincretista de judaísmo e influências gnósticas. Afirmou que Jesus acreditava ser um Messias escatológico e que incitou os romanos a matá-lo a fim de inaugurar o reino escatológico de amor fraternal. Sobre essa convicção, tentou fundar sua própria igreja, baseada em princípios deístas, mas fracassou.

  

606 - August Friedrich Christian Vilmar (1800-1868).

 


August Friedrich Christian Vilmar (1800-1868). Autor de um comentário de seis volumes da Bíblia, Vilmar ocupa um importante lugar na história da interpretação. Muito antes de Albert Schweitzer, ele fez objeção à ideia comum de que a crítica histórica podia fornecer uma compreensão melhor das Escrituras do que a apresentada por gerações anteriores. Ele traçou uma clara distinção entre teologia, como o estudo de Deus e suas obras, e exegese, que ele considerava fundamentalmente uma técnica literária. Essa distinção não foi amplamente valorizada em sua própria época, e Vilmar foi severamente criticado por fazê-la, mas ela se tornou mais amplamente aceita em épocas recentes.




terça-feira, 12 de maio de 2026

605 - Livro História da Igreja. David Rubens de Souza.

História da Igreja: Origem e Desenvolvimento da Fé Cristã.



SOUZA, David Rubens. História da Igreja. 1. ed. Pinda/SP: IBAD, 2020. ISBN - 978-85-60068-59-3.

604 - Livro Pentateuco. David Rubens.

Pentateuco: História, composição e aspectos teológicos.  


SOUZA, David Rubens. Pentateuco: História, composição e aspectos teológicos. Pinda/SP: IBAD, 2020. ISBN - 978-85-60068-56-2.


Tradução: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. parte do artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.