sábado, 3 de outubro de 2015

266 - Israel Finkelstein. O reino esquecido: Arqueologia e história de Israel Norte

Apresentação
Nesse despertar de novos tempos da arqueologia tem um papel preponderante o arqueólogo Israel Finkelstein. Professor do Departamento de Arqueologia e Civilizações do Antigo Oriente Próximo da Universidade de Tel Aviv e diretor da expedição Meguido, Israel Finkelstein é um dos arqueólogos mais proeminentes da atualidade. Inicialmente se dedicou às escavações e estudos dos sítios arqueológicos do Planalto Central de Israel, como Gibeon, Silo, Siquém e Tersa. Um dos frutos desse estudo, além de diversos artigos, é o seu livro The Archaeology of the Israelite Settlement, publicado em 1988. A esse, seguiram-se dezenas de artigos e outros livros, entre eles o State Formation in Israel and Judah, publicado em 1999, onde Finkelstein avança na pesquisa dos sítios arqueológicos de Meguido, Samaria e Jezreel, para provar sua teoria de que, anteriormente a Judá, houve um maior desenvolvimento em Israel Norte, onde o clima é mais propício à agricultura e a planície é mais fértil que as montanhas e o deserto de Judá. Fatores esses que foram determinantes para o povoamento primeiro e maior no Norte.
José Ademar Kaefer



O reino esquecido: Arqueologia e história de Israel Norte
Israel Finkelstein

Embora Israel tenha sido dominante na maior parte do tempo em que os reinos de Israel e Judá coexistiram, ele permaneceu nas sombras de Judá, na Bíblia Hebraica e, por consequência, na atenção dos estudiosos modernos. Este livro apresenta a primeira história abrangente do Reino do Norte e a descrição da arqueologia do Norte de Israel desde a Idade do Bronze Tardio (em torno de 1350 a.C.) até a queda do reino em 720 a.C., e além. Ele conta a história do Reino do Norte, principalmente nas suas fases formativas. A narrativa é baseada na arqueologia e faz uso da pesquisa de campo mais atualizada, com a adição do que é conhecido dos textos do Antigo Oriente Próximo e bíblicos. Os trinta anos de trabalho de campo de Finkelstein em sítios relacionados ao Reino do Norte abriram caminho para uma nova compreensão da história e da arqueologia do antigo Israel.


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Pg. 232
 2015


Introdução
Por que um livro sobre o Reino do Norte? Na primeira metade do século VIII a.C., Israel governou sobre a maior parte do território dos dois reinos hebreus (fig. 1) e sua população representava três quartos dos povos de Israel e Judá combinados (Broshi e Finkelstein, 1992). Israel foi mais forte do que Judá tanto militar quanto economicamente e, na primeira metade do século IX e primeira metade do século VIII – quase metade do tempo em que os dois reinos coexistiram – Israel dominou o Reino do Sul. Ainda assim, Israel ocultou-se sob as sombras de Judá, tanto na histórica contada na Bíblia Hebraica, quanto na atenção prestada pela academia moderna.


Perspectiva pessoal
Meu envolvimento no estudo do Reino do Norte deriva de diversos estágios de minha carreira como arqueólogo de campo. A intensa pesquisa que conduzi na região montanhosa do norte de Jerusalém nos anos 1980 trouxe à minha atenção a natureza especial das terras altas de uma perspectiva social e econômica (para um pano de fundo, veja Alt, 1925b; Marfoe, 1979). Isso também chamou minha atenção à intensidade da atividade de assentamentos nas áreas norte de Jerusalém na Idade do Ferro relativas ao território sul e à natureza cíclica e de longa-duração dos processos de assentamento nas terras altas (Finkelstein, 1995). Não é necessário dizer que o entendimento da história de assentamentos das terras altas nos termos da história cíclica permanece contrastando com um conceito principal de autores bíblicos (seguidos por muitos estudiosos modernos), nomeadamente, que o Antigo Israel foi um fenômeno único e que a história israelita foi naturalmente linear, da conquista à sedentarização, a um período de líderes carismáticos (juízes), à monarquia e à ascensão de reinos territoriais. Perceber isso também chamou minha atenção aos historiadores franceses dos Annales (p. ex., Bloch, 1952; Braudel, 1958), de acordo com quem processos de longa duração e desenvolvimentos interioranos não são menos influenciadores que acontecimentos importantes como campanhas militares ou assuntos nos corredores de poder no palácio e templo. Em suma, as pesquisas nas terras altas iluminaram processos históricos importantes, assim como a escassez de assentamentos na Idade do Bronze Posterior, a natureza da onda de assentamentos do Ferro I, a estabilidade da atividade de assentamentos na maior parte das áreas durante a Idade do Ferro opostamente a processos de abandono em uma área (no platô de Gabaon) no início do Ferro IIA e o declínio de assentamentos no sul da Samaria, depois da queda do Reino do Norte em 720 a.C.

Datas usadas no livro
Bronze Tardio III: século XII até cerca de 1130 a.C.
Ferro Antigo I: final do século XII e primeira metade do século XI a.C.
Ferro Tardio I: segunda metade do século XI e primeira metade do século X a.C.
Ferro Antigo II: últimas décadas do século X e início do século IX a.C.
Ferro Tardio IIA: restante do século IX e início do século VIII a.C.
Ferro IIB: restante do século VIII e início do século VII a.C.


Livro em Inglês
Archaeology and History of Northern Israel

Baixe grátis o livro completo em inglês:e-book-pdf










Outro Livro de Israel Finkelstein publicado no Brasil.

BÍBLIA NÃO TINHA RAZÃO

Em A Bíblia não tinha razão Israel Finkelstein e Neil Ascher Silberman recolocam o debate na perspectiva correta, construindo o que os outros cientistas já definiram como a mais profunda e elaborada síntese entre as Sagradas Escrituras e a arqueologia realizada no último meio século. Para chegar a esse resultado, os autores avaliam objetivamente as escavações e, de forma isenta, os documentos históricos das descobertas mais recentes, comparando-os apuradamente ao texto da Bíblia.
Editora: GIRAFA
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Pg. 496







Seite oficial de Israel Finkelstein 


David Rubens




sexta-feira, 2 de outubro de 2015

265 - Livros de Luiz Alexandre Solano Rossi


CRÔNICAS URBANAS
As crônicas de Luiz Alexandre retomam valores profundos da experiência humana. Elas mostram como nossa realidade e nossas aflições contemporâneas possuem bases muito mais profundas do que costumamos pensar.  
O fardo da opressão da escravidão e da servidão continua entre nós, assim como tantos crimes continuam a serem praticados sem punição. O mundo também tem testemunhado a opressão de invasões e ocupações, com o imperialismo a brutalizar inteiros povos. A essas realidades opressoras, opõem-se o companheirismo e a solidariedade dos humildes, a resistência à iniquidade e a luta pela justiça.
Editora Descoberta
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Pg. 160



DEUS SE REVELA EM GESTOS DE SOLIDARIEDADE
O livro compõe-se de quatro unidades. Na primeira, o autor discorre sobre os fatos da história do povo no Antigo Testamento: Deus na história.   Na segunda, com o título Deus na vocação, o livro reflete sobre a vocação de Abraão como exemplo de fé, que acreditou mesmo contra toda esperança.   A terceira traz o exemplo de solidariedade de Rute: Deus se revela nos gestos de solidariedade. Quando tudo parece perdido, Deus é revelado e se torna perceptível nos projetos humanos de reconstrução da vida.   A quarta tem como tema: Deus na espiritualidade.   O autor aborda a espiritualidade do povo, que se revela não só na experiência de Deus em momentos de alegria, gratidão, mas também nas situações de sofrimento, ameaça e perseguição. Com certeza, o leitor encontrará neste livro os temas centrais da mensagem do Antigo Testamento e um precioso auxílio para meditar sobre sua caminhada e seguir o caminho do bem e da justiça.
Paulus
Pg. 112
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NOS PASSOS DE PEDRO
Esta leitura foi pensada para ser utilizada de forma diária.Nela você encontrará 30 meditações para trilhar durante um mês, antes de iniciar seu dia repleto de atividades, ou ainda para finalizá-lo, como preferir. Todas elas iniciam-se com uma inspiração retirada da Bíblia, posteriormente esmiuçada pela bela interpretação feita pelo autor, Luiz Alexandre Solano Rossi, que se inspira na trajetória de Pedro para tocar o leitor.Depois dessa mensagem há ainda a “Oração do Dia”, com dizeres breves elaborados a fim de trazer luzes às nossas reflexões diárias.Todo o percurso do livro tem o apóstolo Pedro como fio condutor, homem que viveu plenamente sua espiritualidade e construiu o verdadeiro caminho rumo ao discipulado.
Pg. 88



NOS PASSOS DE ABRAÃO
Abraão é um dos mais queridos personagens do Antigo Testamento.Para que tenhamos razoável noção de sua importância para a tradição bíblica, basta levar em conta o fato de o Novo Testamento mencioná-lo explicitamente 75 vezes; só é menos citado que Moisés.Conhecido e reconhecido como o pai da fé, Abraão pode nos ajudar a pensar e repensar a nossa própria fé.A obra foi elaborada para ser utilizada de forma diária. Nela você encontrará trinta meditações para trilhar durante um mês e poderá usá-la como livro devocional para ler, meditar e rezar antes de iniciar seu dia de atividades ou, ainda, para finalizá-lo. Que as bênçãos de viver a vida cristã com cada vez mais profundidade possam ser sempre mais desfrutadas. 
Pg. 72


NOS PASSOS DE MOISÉS
O ministério de Moisés representará uma ruptura radical com a realidade social do Egito. A uma política de exploração e violência, ele opõe uma política de justiça e de compaixão.Nesses ambientes é que devemos decidir quem somos e para onde vamos. Moisés se decide a partir da vida e da liberdade plena para todas as pessoas.Pela primeira vez na história, a força das águas do rio Nilo é superada pela fragilidade de uma cesta de vime.
Pg. 88





NOS PASSOS DE MARIA
Nos passos de Maria traz uma pergunta inevitável para todos nós: em seus passos, o que faria Maria? Imagino que essa pergunta poderia modificar completamente o comportamento de cada um de nós porque, de certa forma, antecipa, a partir de Maria, o que deveríamos fazer, pensar e sentir. Você já parou para pensar na quantidade de coisas que fazemos, durante um dia, sem relação alguma com a vida de Maria?O livro foi pensado para ser utilizado de forma diária e constante. Você pode utilizá-lo como um livro devocional para ler, meditar e rezar antes de iniciar seu dia repleto de atividades e, dessa forma, sentir-se revigorado para mais um dia de vida. Além disso, também é um livro para atividades de retiro, seja individual ou coletivo, a fim de vivenciar a espiritualidade mariana. Entre os muitos sons e vozes que escutamos no decorrer do dia, necessitamos, urgentemente, separar tempo para ouvir a voz de Maria. Acredito que muitos se acostumaram com ruídos em suas vidas e, por causa disso, perderam a sensibilidade e não conseguem mais ouvir “as coisas do alto e do coração”.
Pg. 72


ABDIAS
O Comentário Bíblico Latino-Americano (CBLA) nasceu da experiência da leitura bíblica na óptica das comunidades dos pobres na América Latina. Porque Deus quer o bem de todos, seu projeto prioriza os que sempre são passados para trás. A opção pelos pobres é o cerne da manifestação do Deus da Bíblia, culminando na vida, morte e ressurreição de Jesus de Nazaré.
Um grupo de biblistas, católicos e protestantes, decidiu pôr no papel a interpretação que surge no trabalho com o povo. Procuram exprimir, para o enriquecimento de todos, o que o povo experimenta ao ler os textos dos primeiros irmãos e irmãs na fé.
É um comentário prático, pastoral, que procura reforçar a caminhada dos pobres. Destina-se principalmente aos agentes de pastoral, líderes comunitários, coordenadores de círculos bíblicos, estudantes de Teologia e a todos os que, sem deixar de lado a ciência, querem ler a Bíblia à luz da vida dos pobres que Deus ama.
O livro de Abdias é o menor dos escritos proféticos. Apesar de sua brevidade, o livro contém um surpreendente número de importantes temas teológicos. Boa parte dele é um oráculo contra Edom, um povo que traiu seu irmão de sangue, Israel, e se aproveitou da queda de Jerusalém para anexar territórios que antes pertenciam a Judá. 
Abdias relembra aos edomitas que Iahweh é justo juiz e que, por causa dessa justiça, Judá será restaurado e Edom aniquilado. O dia de Iahweh, o julgamento divino e o reinado de Iahweh são apenas alguns dos vários temas teológicos presentes em Abdias, um livro pequeno mas denso.
Pg. 57


COMO LER O LIVRO DAS LAMENTAÇÕES
Lamentações é o livro que fala de dor e oração de tragédia e de gestação da esperança. Ele tem por objetivo descobrir o significado dos acontecimentos e descobrir a face de Deus em meio à dor.
Lamentações talvez possua a maior densidade de catástrofe e de dor em toda a Bíblia. É como se estivesse presente uma atmosfera de morte e decomposição.
É dor que provoca gemidos. Mas não qualquer gemido. São gritos lancinantes de dor. Gritos, clamores que estão por todos os lados. Todavia, são gritos de libertação. Afinal, quem sente dor também clama. De certa forma, poderíamos dizer que Lamentações contém um clamor que liberta. E, por isso, é também texto pedagógico, ou seja, ensina que quem não sabe gritar a sua dor perde a capacidade de lutar com Deus e de exercitar a própria fé.


COMO LER O LIVRO DE ABDIAS
Os edomitas estão exultantes com a queda de Jerusalém e se aproveitam disso para ocupar o sul de Judá, estendendo seu território até Hebron.  Abdias diz que eles não têm motivos para tripudiar, pois, afinal, Deus é justo. E, por causa da justiça de Deus, Judá será restaurado, cabendo um destino contrário a Edom: o aniquilamento. A expectativa de justa retribuição está presente em todos os oráculos de Abdias. Essa expectativa vem associada à ideia do Dia de Javé como dia de julgamento para as nações. Nesse julgamento, Edom terá a sorte que merece. Mas também percebe-se uma promessa acrescentada no final, segundo a qual o povo irmão Judá-Israel, vencido com a colaboração de Edom, ressurgirá.



COMO LER O LIVRO DE EZEQUIEL - O PROFETA DA ESPERANÇA
Ezequiel pertence a uma tradição sacerdotal. Possivelmente, antes do desterro para a Babilônia, ele tenha atuado no templo de Jerusalém. Dessa forma, Ezequiel pode ser colocado como pertencente à elite da cidade de Jerusalém - a mesma elite levada ao exílio pelos babilônios. É o primeiro profeta entre os deportados.  Afinal, não o conhecemos pelas credencial de profeta? Sua importância não pode ser diminuída. São muitas as suas particularidades: foi o primeiro a profetizar fora da terra de Israel. Uma mudança e tanto, se relembrarmos que Ezequiel tinha como berço o sacerdócio, ou seja, um grupo que identificava a ação de Javé com a terra da promessa. Ao profetizar fora da terra da promessa, Ezequiel tem como alvo de sua profecia exclusivamente os exilados.  O agir salvífico e consolador de Javé atinge somente os deportados. Essa mudança a que já nos referimos - de sacerdote a profeta - representa, possivelmente, a grande novidade da profecia de Ezequiel: ele consegue identificar a presença de Javé entre os exilados. Impressionante! Um verdadeiro milagre! Um integrante de elite de Jerusalém experimentou e entendeu que Javé é solidário com os pobres. Conversão!


COMO LER O LIVRO DE JEREMIAS
Jeremias nasceu ao redor de 645 a.C., em Anatot, pequeno povoado próximo a Jerusalém. Era de família sacerdotal. Um de seus maiores problemas é o conflito com o clero do Templo e com as autoridades políticas. Esse clero era dirigido por membros da casa de Sadoc. Tinha cerca de dezoito anos quando, em 627 a.C., recebeu sua vocação. Prega a submissão ao imperialismo babilônico como única saída para o momento. Preso, acusado e torturado, dramaticamente vê o cumprimento de todas as catástrofes que Javé lhe mandara anunciar. O rei da Babilônia o trata com mais atenção do que seus compatriotas, mas o profeta recusa as regalias e decide morar com o povo, radicalmente comprometido com ele.  A leitura de Jeremias nos tira da passividade. Leva-nos a olhar com outros olhos para dentro de nós mesmos, para o povo, para a sociedade e para o nosso relacionamento com Deus. Na leitura de Jeremias podemos nos atrever a pensar que em cada um de nós arde a alma de um profeta.  


COMO LER O LIVRO DE JOEL
O tempo de Joel é tempo de pós-exílio. É tempo de domínio imperialista persa. É tempo de precariedade. É tempo de crise. Em meio à crise e ao desespero o profeta se posiciona bem no centro crítico como representante da esperança de Deus para todos. O peculiar de Joel é que o seu pequeno livro origina-se de uma experiência do cotidiano, ou seja, a contemplação de uma praga de gafanhotos. Seu mundo é agrícola e, exatamente por isso, a ameaça dos gafanhotos tem contornos e imagens de extrema violência e destruição.  No imaginário dos camponeses a nuvem de gafanhotos traz imagens impregnadas de pobreza e calamidades. O cotidiano está ameaçado e gera crise no povo. O presente se encontra em via de destruição. Sem campo não há sobrevivência. A vida se encontra sob forte ameaça.Contudo, Joel tem algo a falar...


COMO LER O LIVRO DE NAUM
Naum é forma abreviada de Nehumya, que significa ¨consolado por Javé¨. As informações a seu respeito são muitas. O tempo dele é marcado por dificuldades. Tempo difícil de viver e sobreviver. Podemos situá-lo entre 668 e 612 a C. - ano da queda de Nínive (capital da Assíria).  É provável que Naum tenha vivido parte de sua vida em Judá, mais especificamente sob o reinado de Manassés (698-643 a.C.). Período sombrio! E deve ter percebido a perversa política pró-assíria que tanta corrupção e decadência produziu no povo de Deus. A voz do profeta Naum levanta-se para proclamar a queda de Nínive. Ele deseja contar a história a partir da visão dos vencidos. A partir de baixo. Por isso Naumpode ser considerado profeta que vê e ensina o povo a enxergar.


COMO LER O LIVRO DE ZACARIAS
A dominação persa marca o contexto da profecia de Zacarias. Provavelmente seu pano de fundo sejam os distúrbios que principiaram depois da morte de Cambises, em 522 a. C., motivados pela sucessão do trono persa.   A política desse império previa a restauração dos cultos dos povos dominados. Ao patrocinar o culto local, esperava conseguir algum consenso, pelo menos dos sacerdotes, para sua administração.   É claro que esse conceito de tolerância não pode ser levado ao pé da letra. Não se tratava de consideração legítima pelos outros, mas sim da percepção que o império mundial poderia ser mais bem dominado de maneira duradoura.




HISTÓRIAS PARA O CORAÇÃO
Aprendi que devemos povoar nosso coração com histórias que nos mostram caminhos de esperança, conquista, felicidade, realização, sucesso, perseverança e amor. As histórias servem como uma bússola para os nossos pés, iluminam os passos que ainda devem ser dados e motivam o caminhante a caminhar.








REENCANTAR A VIDA
Um dos maiores males que afetam a vida de cada um de nós é a famosa insuspeita ?mesmice?. Ela tem o poder de nos dominar e conseqüentemente, de nos desconstruir.  Quando ele se aloja em nosso interior, o desejo de viver e a motivação por buscar sentido e finalidade para a vida são imediante exilados. É possível mudar essa situação? Seria possível reencantar a vida e voltar a sentir o sabor de viver? A resposta exige um sonoro SIM. Faça das páginas deste livro um mapa que o leve a recuperar o encanto perdido.  Rencantar significa descobrir qua anteriormente a nossa vida era encantada e, por alguma razão - e razões não faltam para isso - as multicores do encanto foram se desbotando até que nós mesmos vimos e sentimos o pulsar de nossa alma diminuir quase à sua plena extinção. Lembre-se de algo essencial: reencantamos a vida com atitudes concretas e práticas. Atitude é algo que está além do mero discurso.   Por isso, para você que deseja ser mais, viver mais, amar mais, tolerar mais e aumentar seu nível de felicidade e o daqueles que vivem ao seu redor, apresento uma série de cappítulos, mostrando atitudes práticas para reencantar e transformar sua vida. 


A ARTE DE VIVER E SER FELIZ
Somos vocacionados para viver a felicidade.
Mas somente poderemos ser felizes se fizermos os outros e o nosso mundo mais feliz.









A FALSA RELIGIÃO E A AMIZADE ENGANADORA - O LIVRO DE JÓ
O livro de Jó é muito atual, mas não é muito fácil de ser entendido à primeira vista. Sua compreensão exige cuidados preliminares definidos, pois lê-lo e aplicá-lo diretamente à experiência de cada um de nós e das nossas comunidades pode nos conduzir a alguns enganos e erros. 
É bastante comum ouvirmos dizer que o livro de Jó trata apenas do sofrimento humano. Não é verdade! Também temos ouvido que Jó é o símbolo da paciência, o que também não é verdade! Formou-se uma tradição de que Jó era o símbolo da paciência. De fato, Jó era constante e não cedia diante das tentações, dos sofrimentos e das insinuações perigosas dos seus amigos, da sua mulher e de seus parentes. Jó era constante, mas não era passivo. Discutia com tudo e com todos, até com Deus, a quem fez vários desafios.


MESSIANISMO E MODERNIDADE
A partir da experiência dos discípulos de Jesus e do movimento de Canudos, o autor propõe uma visão do messianismo a partir das vítimas. Esta proposta considera que o estudo atual do messianismo depara com um verdadeiro e emblemático problema: de acordo com o grupo social é possível desenvolver caminhos messiânicos distintos.
Embora tenha sempre predominado entre os estudiosos a idéia de uma messianismo a partir da realidade de pobreza e da busca de superação dos males sociais, existe também a forma de messianismo da classe dominante. 
Ambas as concepções trabalham com a mesma lógica: o Messias que muda a realidade histórica porque é vitorioso e eficaz. No entanto, tal ideal messiânico nunca se concretiza, ou realiza-se apenas parcialmente. A partir dessa frustração surge o caminho da abstração, do desencadeamento e do adiamento da vitória para um futuro distante.
Nisso está a base da crise que se instala nos movimentos populares atualmente. Considerando essa situação, esse livro propõe uma nova leitura do messianismo a partir da experiência da messianidade de um derrotado.
Trata-se de uma alternativa à idéia dominante: ao invés de um messias vitorioso e vencedor, um messias justo e solidário, mesmo que derrotado.


MESSIANISMO E MODERNIDADE: REPENSANDO O MESSIANISMO A PARTIR DAS VÍTIMAS
Se Deus é realmente justo e nos ama, por que permite tanto sofrimento de inocentes? Por que os pobres sofrem tanto? Por que ele não envia o seu Messias para fazer cumprir sua vontade na terra? A partir da experiência dos discípulos de Jesus, o autor propõe uma visão do messianismo a partir das vítimas. Trata-se de uma alternativa à visão dominante que segue a lógica de que o Messias é o responsável por mudar a realidade histórica porque ele é vitorioso e suas ações, todas elas, altamente eficazes. No entanto, a partir do momento em que a realidade de pobreza não se altera, se faz necessário refletir não a partir de um messias vitorioso e vencedor, mas sim um messias justo, solidário e fiel à luta pela vida das vítimas, mesmo que derrotado. Temos, portanto, diante de nós o desafio de lutar pela vida das vítimas, pelo direito delas viverem uma vida digna e prazerosa, mesmo que não haja garantia de vitória. Um sentido que mostre que essa luta vale a pena por ela mesma e nos faz bem!



Luiz Alexandre Solano Rossi  é pós-doutor em história antiga pela Unicamp/NEE e em teologia pelo Fuller Theological Seminary, Califórnia; doutor em ciências da religião pela Universidade metodista de São Paulo (Umesp); mestre em teologia pela Faculdade do Instituto Superior Evangélico de Estudos Teológicos (Isedet), Buenos Aires.








quinta-feira, 1 de outubro de 2015

264 - Livros de Osvaldo Luiz Ribeiro

Esboços de Teologia Crítica - Reflexões no Caminho da Superação da Teologia Clássica 
Com os textos deste livro, o leitor ou leitora terá acesso a um autor que é honesto, competente, crítico e impaciente. São reflexões a caminho, mas reflexões que gostariam de ver apressado o caminho para uma nova terra, ou um novo horizonte e espaço de práxis para a Teologia. O autor escreve na impaciência de ver chegar a Teologia, com suas marcas platônicas e medievais, no plano e nos desafios do século 21, de forma (totalmente) reconfigurada. Para mim são leituras desafiantes que questionam a zona de conforto do discurso religioso ou crente tradicional. Aliás, os textos de Osvaldo costumam indicar que procedem da pena de um autor competente, que está interessado primeiramente em dar satisfação à sua consciência e ao rigor do procedimento acadêmico.
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Fonte Editorial


Provocações Facebookianas - Religião, Teologia e Coisas do Gênero
O leitor perceberá a seriedade e compromisso (e paixão) do Osvaldo - nas suas vidas familiares, acadêmicas, na produção de seus textos. Nessa proposta, nesse livro, ele conecta ao leitor uma proposta de voar - um termo associado ao tema fundamental da liberdade. Ao ler o 'Provocações Facebookianas', senti que ele me propôs a apresentar seu escrito como se ele emergisse ao final do dia, iluminando a noite, fazendo noite e dia, espaços(e tempo) de leitura-aprendizagem-um discurso que afeta, nos afeta. A palavra aprendizagem é a mais emergente, penso eu, após o leitor debruçar-se sobre o rico e provocativo texto. É muito difícil sair-se intacto dessas provocações advindas da Teologia!
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Pg. 172



O que é Fé ? - Col. Teologia ao Alcance de Todos
Fé é uma palavra muito pequena, e, apesar disso, cabem nela muitos sentidos. Neste livro, tentei resumir todos eles em quatro fundamentais: fé enquanto ensino, fé enquanto encontro, fé enquanto encanto, fé enquanto entrega. Cada um desses sentidos comporta um universo diferente. Cada sentido relaciona-se com aspectos distintos da vida humana. Se confundidos - e o são - podem causar muita confusão. E, como na vida religiosa, confusão é muitas vezes sinônimo de sofrimento, vê-se desde logo como é importante distinguir os diversos tipos de fé, seus modos e jeitos, seus momentos, suas pertinências.
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Mk Editora


Homo Faber - o Contexto daEm Gênesis 1:1-3
Ciente de que a recepção dos textos sagrados confere-lhes sentidos distanciados de seus contextos histórico-sociais, o autor compreende a função instrumental de Gênesis 1,1-3 em seu próprio tempo e lugar: o que é que os responsáveis pela sua redação e instrumentalização social estavam dizendo de fato quando compunham o mito? O que significava falar de 'criação'? O que, de fato, era a 'criação'? O que, de fato, se estava a criar? A resposta que o livro nos apresenta constitui uma ousada assertiva, se considerado o povo de Judá: a 'criação' é Jerusalém e seu conjunto geopolítico.
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Pg. 192
Mauad




Osvaldo Luiz Ribeiro: Coordenador do Programa de Mestrado Profissional em Ciências das Religiões da Faculdade Unida de Vitória (2014). Professor do Programa de Mestrado Profissional em Ciências das Religiões da Faculdade Unida de Vitória (2011). Pós-doutorando em Ciência da Religião pela Universidade Federal de Juiz de Fora (2014). Doutorado em Teologia (Bíblica - Antigo Testamento) pela PUC-Rio (2008). Bacharelado em Teologia pela Faculdade Teológica Batista do Paraná (2008).






David Rubensd Rubens

Tradução: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. parte do artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.