Bruno
Bauer (1809-1882). Acreditava que João era uma obra de arte, e não um relato
histórico, e que o Evangelho havia sido fortemente influenciado por Filo. Os
Evangelhos Sinóticos também não eram históricos, embora fossem obviamente
diferentes de João. Marcos era o primeiro e a única fonte literária dos outros.
As narrativas de nascimento de Jesus eram fictícias, e a ideia messiânica era
uma invenção da igreja primitiva. Apresentou a ideia de um segredo messiânico.
Ele acreditava que milagres representavam uma falsa vitória sobre a natureza; a
verdadeira vitória está somente na morte. O cristianismo, ele afirmou, era um judaísmo
com influências estoicas, produto da agonia cultural moribunda da Grécia e de
Roma. Em relação a Jesus, Bauer acabou concluindo que ele nunca havia existido.
Sua obra sobre João foi publicada em 1840 e o livro sobre os Sinóticos, pouco
depois (1841-1842), os quais seguidos por uma obra sobre os Evangelhos como um
todo (1850-1851).

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