Karl
August von Hase (1800-1890). Ensinou em Jena a partir de 1830. Seu campo principal
era história da igreja, mas também escreveu sobre temas do Novo Testamento. Foi
o primeiro a escrever uma biografia de Jesus com uma base puramente histórica.
Aceitou somente os milagres relatados em João, e talvez também tenha admitido o
nascimento virginal. Dividiu a trajetória de Jesus em duas partes distintas. No
primeiro período de seu ministério, Jesus supostamente aceitou o messianismo
popular e se adequou às suas exigências apocalípticas de uma restauração de
Israel, porém, na segunda parte, diversificou sua perspectiva por conta própria
e desenvolveu outras visões. De acordo com Hase, os apóstolos permaneceram
ligados à primeira dessas fases, exceto João, que compreendeu o desenvolvimento
psicológico de Jesus e respondeu a ele. Hase publicou “A vida de Jesus” em 1829
e “A história de Jesus” em 1876. Sua interpretação da vida de Jesus se tornou
comum na década de 1830 e permaneceu assim durante meio século.
sábado, 11 de julho de 2026
611 - Karl August von Hase (1800-1890).
610 - Albrecht Benjamin Ritschl (1822-1889).
Albrecht Benjamin Ritschl (1822-1889). Um dos maiores estudiosos liberais do Novo Testamento do período, estabeleceu ideias que determinaram o formato do protestantismo liberal até mesmo após 1918. Lecionou teologia sistemática em Bonn a partir de 1852 e depois em Göttingen a partir de 1864. Seu livro sobre a origem da igreja católica primitiva (1850) rompeu com a tese de Baur e representou a primeira revolta na escola de Tübingen. Também escreveu uma grande obra teológica sobre a justificação, publicada em dois volumes (1870,1874).
609 - Bruno Bauer (1809-1882).
Bruno
Bauer (1809-1882). Acreditava que João era uma obra de arte, e não um relato
histórico, e que o Evangelho havia sido fortemente influenciado por Filo. Os
Evangelhos Sinóticos também não eram históricos, embora fossem obviamente
diferentes de João. Marcos era o primeiro e a única fonte literária dos outros.
As narrativas de nascimento de Jesus eram fictícias, e a ideia messiânica era
uma invenção da igreja primitiva. Apresentou a ideia de um segredo messiânico.
Ele acreditava que milagres representavam uma falsa vitória sobre a natureza; a
verdadeira vitória está somente na morte. O cristianismo, ele afirmou, era um judaísmo
com influências estoicas, produto da agonia cultural moribunda da Grécia e de
Roma. Em relação a Jesus, Bauer acabou concluindo que ele nunca havia existido.
Sua obra sobre João foi publicada em 1840 e o livro sobre os Sinóticos, pouco
depois (1841-1842), os quais seguidos por uma obra sobre os Evangelhos como um
todo (1850-1851).
608 - KarI Theodor Keim (1825-1878).
KarI Theodor
Keim (1825-1878). Publicou uma história de Jesus (1867), em que afirmou que
havia existido uma fase galileia no ministério de Jesus antes de ele se mudar
para a Judeia. No primeiro período, sua mensagem ainda tinha tom idílico e
moral; somente mais tarde ela se tornou política e escatológica. Essa visão se
tornou mais tarde o retrato liberal comum da vida de Jesus.
607 - Friedrich Wilhelm Ghillany (1807-1876).
Friedrich
Wilhelm Ghillany (1807-1876). Acreditava que Jesus veio a ser adorado por causa de uma
fusão sincretista de judaísmo e influências gnósticas. Afirmou que Jesus
acreditava ser um Messias escatológico e que incitou os romanos a matá-lo a fim
de inaugurar o reino escatológico de amor fraternal. Sobre essa convicção,
tentou fundar sua própria igreja, baseada em princípios deístas, mas fracassou.
606 - August Friedrich Christian Vilmar (1800-1868).
August
Friedrich Christian Vilmar (1800-1868). Autor de um comentário de seis volumes
da Bíblia, Vilmar ocupa um importante lugar na história da interpretação. Muito
antes de Albert Schweitzer, ele fez objeção à ideia comum de que a crítica
histórica podia fornecer uma compreensão melhor das Escrituras do que a
apresentada por gerações anteriores. Ele traçou uma clara distinção entre
teologia, como o estudo de Deus e suas obras, e exegese, que ele considerava
fundamentalmente uma técnica literária. Essa distinção não foi amplamente
valorizada em sua própria época, e Vilmar foi severamente criticado por
fazê-la, mas ela se tornou mais amplamente aceita em épocas recentes.
Tradução: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. parte do artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.


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