quinta-feira, 10 de dezembro de 2020
sexta-feira, 13 de novembro de 2020
531 - Pentateuco: História, composição e aspectos teológicos. David Rubens de Souza.
Esta
obra visa desenvolver uma reflexão sobre os temas e aspectos mais acentuados de
cada livro do Pentateuco. A autor faz uma introdução detalhada da origem de
Israel e os principais temas de cada livro do Pentateuco. Para facilitar o
estudo, o livro está dividido em quatro unidades, todas apresentam cinco
capítulos.
Primeira
unidade: história de Israel, origem e formação do povo de Deus; geografia da
terra de Israel, os antepassados de Israel e as teorias sobre o processo de
conquista de Canaã; Método Histórico-Crítico e a formação do Pentateuco; as
unidades literárias dos cinco primeiros livros da Bíblia.
Segunda
unidade: origem do monoteísmo; relacionamento de Deus com a raça humana; a
responsabilidade humana pelo pecado; narrativas dos patriarcas.
Unidade três: estudo dos
livros de Êxodo e Levítico; Israel no Egito, a missão de Moisés e a libertação
do povo Hebreu; a teologia do Êxodo e a aliança de Deus com Israel.
Unidade quatro: introdução aos livros de Números e Deuteronômio; o Deus que renova e inspira seu povo; os mandamentos do Senhor e o monoteísmo como princípio da aliança de Deus com Israel; direito civil.
Páginas:
223
Formato:
16 X 23
ISBN:
978 85 60068 56 2
Ano: 2020
530 - História da Igreja: Origem e desenvolvimento da fé cristã. David Rubens.
Esta obra tem por
objetivo apresentar a história de dois mil anos da Igreja cristã. A caminhada começa com uma apresentação do
mundo cultural, político e religioso que antecedeu o nascimento de Jesus. O
leitor terá a oportunidade de conhecer a origem e o desenvolvimento do Império
Romano, verá a influência da cultura helenística, filosofia e religião, na
sociedade que precedeu o advento do cristianismo.
Alguns temas abordados na obra: cenário de Jerusalém no tempo de Jesus; atuação de grupos religiosos e revolucionários; Pais Apostólicos, surgimento de grupos heréticos as terríveis perseguições impetradas por imperadores romanos; cismas a Igreja na Idade Média; Reforma Protestante e o árduo processo de expansão do protestantismo na Europa; as missões católicas na América e no Oriente; estrutura da Igreja Ortodoxa Oriental; chegada e desenvolvimento do protestantismo no Brasil
Páginas:
230
Formato:
16 X 23
ISBN: 978 856006859 3
Ano: 2020
quinta-feira, 22 de outubro de 2020
529 - A Terra se defende. Leonardo Boff.
Nós, esquecendo que somos
uma porção da própria Terra, começamos a saquear suas riquezas no solo, no
subsolo, no ar, no mar e em todas as partes. Buscava-se realizar um projeto
ousado de acumular o mais possível bens materiais para o desfrute humano, na verdade,
para a subporção poderosa e já rica da humanidade. Em função desse propósito se
criou a ciência e a técnica.
Atacando a Terra,
atacamos a nós mesmos que somos Terra pensante. Levou-se tão longe a cobiça
deste grupo pequeno voraz, que ela atualmente se sente exaurida a ponto de
terem sido tocados seus limites intransponíveis. É o que chamamos tecnicamente
de “Sobrecarga da Terra” (the Earth overshoot). Tiramos mais do que ela
pode dar. Agora não consegue repor o que lhe subtraímos. Então dá sinais de que
adoeceu, perdeu seu equilíbrio dinâmico, aquecendo-se de forma crescente,
formando tufões e terremotos, nevascas nunca dantes vistas, estiagens
prolongadas e inundações devastadoras.
De repente, acordamos
assustados e perplexos: esta porção da Terra que somos nós, pode desaparecer.
Em outras palavras, a própria Terra se defende contra a parte rebelada e
doentia dela mesma. Pode sentir-se obrigada a fazer uma amputação como fazemos
de uma perna necrosada. Só que desta vez, é toda esta porção tida por
inteligente e amante, que a Terra não quer mais que lhe pertença e acabe
eliminando-a.
Será assim o fim desta
espécie de vida que, com sua singularidade de autoconsciência, é uma entre
milhões de outras existentes, também partes da Terra. Esta continuará girando
ao redor do sol, empobrecida, até que ela faça surgir outro ser que também é
expressão dela, capaz de sensibilidade, de inteligência e de amor.
Link. Link. Artigo completo.
quinta-feira, 8 de outubro de 2020
528 - Lançamento: O Apocalipse de São João. Pierre Prigent.
O Apocalipse faz
plenamente jus ao seu nome: ele traz uma “revelação” e, como suas primeiras
palavras o indicam, é a revelação de Jesus Cristo. No fim do século I de nossa
era, o autor visionário desse escrito do NT realiza uma obra profética: ele
revela para seus irmãos — e para nós — a verdadeira realidade, que não deve ser
confundida com as aparências. O Império Romano aparecia como soberano do mundo.
Como sua cabeça, o imperador exercia um poder absoluto, que inclusive pretendia
a divindade. Mas subjacente a esta aparência há a realidade que Deus criou: o
verdadeiro poder pertence a Cristo e aos que o seguem. Já aqui na Terra são
testemunhas de um mundo novo, que nada nem ninguém consegue aniquilar. Então
tudo é transformado, tanto na história dos indivíduos como na história do
mundo: o céu visitou a Terra dos seres humanos, e a eternidade habita o tempo.
Exegeta do Novo Testamento, Pierre Prigent propõe uma versão completamente
revisada de seu comentário ao livro do Apocalipse, em que a primeira edição data
de quase 40 anos. De lá para cá as pesquisas exegéticas, históricas e
sociológicas ampliaram o conhecimento do Apocalipse. O autor leva isso em
consideração e propõe aqui um comentário aprofundado — sem equivalente na
língua francesa — de um livro do Novo Testamento que não deixa de fascinar.
Sobre o Autor: Pierre
Prigent, nascido em 1928, foi professor de Novo Testamento na faculdade de
teologia protestante da Universidade de Ciências Humanas de Strasbourg.
Publicou, entre outros, L’image dans le judaïsme (1991) e Jésus au cinéma
(1997).
Características:
Dimensões: 16.00cm x
23.00cm x 3.50cm
Data de Publicação: 01/10/2020
ISBN: 9786555040388
Páginas: 664
sexta-feira, 18 de setembro de 2020
527 - Escrita Cuneiforme persa antigo
Introdução
O rei Dario I (550-486 a.C.)
reivindica o crédito pela invenção do antigo cuneiforme persa em uma inscrição
em um penhasco em Behistun, no sudoeste do Irã. A inscrição data de 520 a.C.,
e está em três idiomas - elamita, babilônico e persa antigo. Alguns
estudiosos são céticos sobre as afirmações de Dario, outros as levam a sério,
embora pensem que Dario provavelmente encarregou seus escribas de criar o
alfabeto, em vez de inventá-lo ele mesmo.
Características notáveis
Tipo de sistema de
escrita: misto (parcialmente alfabético, parcialmente silábico e parcialmente
logográfico). O sentido da escrita é variável. Existem cinco logogramas que
representam palavras comumente usadas.
A língua e a escrita
Persa antigo, a língua
usada nas inscrições cuneiformes da dinastia quemênida e o vernáculo da elite quemênida. O
persa antigo era falado no sudoeste da Pérsia, uma área conhecida como Persis,
e pertence ao ramo iraniano ou à família de línguas indo-arianas.
Alfabeto
Numerais
Texto de amostra
Transliteração e tradução
526 - Deuteronômio: Apelo à conversão ao Deus oficial do Estado
Introdução
A palavra grega Deuteronômio
significa “Segunda Lei”, frase retirada do próprio livro em 17.18. O título em
hebraico significa “Palavra”. O livro não tem um autor único, ele foi atribuído
a Moisés com o único objetivo de dar credibilidade ao texto. A parte mais antiga,
do capítulo 12 ao 16, têm sua origem no período tribal de Israel de 1200 a 1000
a.C. O livro se formou aos poucos, o processo de produção, feito por várias mãos,
durou quase quatro século, de 750 a 400 a.C. A tradição ganhou um novo formato durante
a monarquia no Reino Norte, século VIII a.C., pelo movimento profético em denúncia
a dominação e exploração do Estado.
Com a queda de Samaria em
722 a.C., alguns israelitas se refugiaram em Judá, levando consigo suas tradições.
O material acabou servindo de base para a reforma do rei Ezequias, 2Rs 18. A tradição
foi revista e ampliada pelos escribas do rei, para legitimar a política nacionalista
e expansionista do rei Josias, 2Rs 23.2.
Posteriormente, no período
do exílio e do pós-exílio, o texto foi mais uma vez editado, recebendo uma
introdução, capítulos 1-4; e uma conclusão, capítulos 29-34, com a finalidade
de incluir o texto no conjunto de Leis, Pentateuco. O livro ocupou papel preponderante
no Reino do Sul, chegando a construir um movimento chamado “Escola Deuteronomista”,
que continuou produzindo até o final do exílio Babilônico, sendo os responsáveis
por importantes obras: Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel, 1 e 2 Reis.
Israel tribal e o culto a
várias divindades
O núcleo mais antigo do
Deuteronômio, período pré-estatal, 1200 a.C., transparece uma organização comunitária:
“Abre mão em favor do seu irmão, do seu pobre e do seu necessitado, na terra
onde você está”, Dt 15.11.
Com o passar do tempo, uma
lei foi estabelecida e partilhada entre os clãs, Dt 22.6-7. Essas leis eram recitadas
nos cultos na família e no santuário, onde se manifestava a fé em divindades
protetoras. Os primeiros israelitas prestavam culto a várias divindades,
cultuadas na sociedade de Canaã:
El:
o Deus supremo;
Elohim:
o Deus dos pais,
Baal:
o deus da chuva;
Aserá:
a deusa da fertilidade;
Yahweh:
Deus da guerra.
Reino Norte e o Santuário
do rei: opressão e exploração
Já no período estatal, em
783, Israel passou por um tempo de prosperidade, e para manter o
desenvolvimento, a corte estabeleceu uma política de centralização. Um dos
meios foi a centralização do culto, das festas e do sacrífico no santuário de
Betel, “santuário do rei”, Am 7.13.
Com a centralização do
culto no santuário do rei, a religião sofreu mudanças; Yahweh tornou-se o Deus oficial
do Estado. As outras divindades, El e Baal, foram condenadas. Nesse período, a
maioria da população camponesa sofria com injustiça, violência e exploração
pela elite de Samaria.
Com a queda de Samaria em
735, sob o Império Assírio, grande número de pessoas fugiram para Judá, levando
consigo as diversas tradições de Israel Norte, por exemplo, Yahweh como o Deus
oficial do Estado.
Judá e a centralização do
poder e da riqueza
Com a destruição do Reino
Norte, Judá começou a florescer como Estado, sendo incluído no comércio
internacional assírio.
Para aumentar a riqueza e
controle, o rei Ezequias fortaleceu o culto a Yahweh, Deus nacional de Judá,
destruiu os santuários do interior e centralizou o culto em Jerusalém, Dt 12.5;
e perseguiu as outras divindades, Dt 13.6; 2Rs 18.4.
Os escribas do rei,
editaram as leis sociais e religiosas para legitimar a reforma de Ezequias. A reforma
foi interrompida pela invasão Assíria. Em 620 a.C., a Assíria entrou em crise
por causa da guerra contra a Babilônia. O rei Josias, de Judá, aproveitou o
momento e retomou as reformas de Ezequias.
Josias fortaleceu o culto
oficial do Estado, e perseguiu brutalmente a religiosidade popular dos
camponeses, 2Rs 23.24. Destruiu os santuários do interior, os sacerdotes do
interior foram mortos ou reduzidos a uma categoria inferior. Tanto a reforma de
Josias como a de Ezequias tinham o objetivo político de centralizar o poder e a
riqueza em benefício da elite de Jerusalém.
O desastre de Judá ocorreu
com Joaquim, 609-597 a.C., e Sedecias, 597-587 a.C., atingidos pela Babilônia,
2Rs 23.36; 25.21. Jerusalém foi destruída, os sobreviventes perguntavam: quem
foi o culpado? Yahweh, o Deus nacional abandonou seu povo? Os escribas
começaram a organizar as atividades religiosas nas ruínas de Jerusalém, Jr
41.5; convocando o povo ao arrependimento e da obediência à Lei para
restabelecer a aliança com Yahweh, Dt 30.15-16.
O surgimento do Império
Persa, 538-400 a.C., a elite judaíta retornou do exílio babilônico, os escribas
e sacerdotes reassumiram suas funções no templo e Jerusalém tornou-se o centro
religioso e administrativo, explorando e oprimindo a população rural que
permanecera na Palestina durante o exílio, Is 56.10; 58.1-7.
Templo e manutenção da
elite de Jerusalém
A única forma de
participar da sociedade e do templo era fazer sacrifícios, que incluía a
entrega de ofertas. Dessa forma, o templo e a Lei tornaram-se os principais
mecanismos de arrecadação de tributos e manutenção da teocracia de Jerusalém,
que repassava uma parte da arrecadação ao Império Persa.
Conclusão
O conjunto da obra deuteronomista
quer ser um apelo à conversão ao Deus oficial do Estado. A versão final do Deuteronômio,
a serviço do templo, exalta a Lei, o sacrifício e a segregação através da
política de puro e impuro.
Referência
NAKANOSE,
Shigeyuki; MARQUES, Maria Antônia. A Lei a favor da vida? Entendo o livro do
Deuteronômio. São Paulo: Vida Pastoral, ano 61 – Número 335, 2020.
Link para o texto completo em pdf de Nakanose e Maria Antônia: https://405ebfd9-4e56-42ff-8afc-6d275aee974c.filesusr.com/ugd/a34265_2c6fd3f18bdd472ca2262703b42365f4.pdf
RÖMER,
Thomas. A chamada história deuteronomista: introdução sociológica,
histórica e literária. Petrópolis: Vozes, 2008.
BORTOLINO,
José. Pentateuco e História Deuteronomista. Aparecida: Santuário, 2018.
ILDO,
Bohn Gass. Uma introdução à Bíblia: Formação do Povo de Israel. São
Paulo: Paulus; Cebi, 2002.
quarta-feira, 8 de julho de 2020
525 - "Abre a tua boa e come"! Literatura e antropofagia: Rubem Alves.
segunda-feira, 6 de julho de 2020
524 - Literatura: outros olhares sobre o texto bíblico.
David Rubens de Souza
quarta-feira, 1 de julho de 2020
523 - Morreu o teólogo alemão Klaus Berger.
Obras de Klaus Berger traduzidas para o português:



domingo, 28 de junho de 2020
522 - Morreu o teólogo James D. G. Dunn.

Tradução: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. parte do artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.