domingo, 11 de janeiro de 2015
195 - Adolf Harnack (1851-1930)
Historiador e teólogo
da chamada “escola liberal” alemã. Depois de ter passado por várias universidades,
exerceu o magistério na Universidade de Berlim de 1889 a 1921. Considerado o melhor
especialista de sua época em temas patrísticos do período anterior a Nicéia
(325), provocou a oposição de grande parte das Igrejas cristãs por sua
interpretação dos evangelhos, da figura de Jesus, assim como do dogma e da
moral cristã.
A obra mais volumosa de
Harnack é a História do dogma (1886-1889). Seus três volumes originais cobrem a
história do cristianismo desde as origens até depois da Reforma. Nela expõe
suas teorias sobre a história do cristianismo:
a) O evangelho foi
corrompido pela influência da filosofia grega, e mais concretamente pela
“helenização” subsequente.
b) A religião simples
de Cristo foi trocada por Paulo em “religião sobre Cristo”.
c) Essa religião sobre
Cristo sofreu uma transformação ulterior no dogma da Encarnação do Filho de
Deus.
Harnack resumiu seu
pensamento sobre o cristianismo numa série de conferências populares que se
publicaram depois com o título de A essência do cristianismo (1898-1900).
Do ponto de vista
histórico, Harnack estuda a figura de Cristo e sua mensagem. Distingue o
medular do evangelho e o acrescido ao longo do tempo. Resume a essência do
evangelho nestes pontos:
a) Cristo anunciou o
Reino de Deus e sua vinda.
b) Deus é Pai.
c) O mandamento do amor
constitui a suprema lei e santidade.
Tudo o mais não é
essencial à mensagem do Evangelho é “um adendo da história”. Tal é, por exemplo,
a poluição do evangelho pela filosofia grega, a asfixia da liberdade evangélica
pelo legalismo eclesiástico e a fossilização da mensagem viva num dogma
imutável. Porém, apesar de tudo, a doutrina do evangelho continua viva e chega
até nós.
Foi enorme a influência
de Harnack na “escola liberal” e em geral no mundo científico leigo. Popularizou
a imagem do Jesus histórico desprovido de todo halo sobrenatural e fez da
teologia uma simples narração histórica.
Estilo de Normalizar Citação De Acordo com as Normas da ABNT para Trabalhos Acadêmicos.
RUBENS, David. Adolf Harnack (1851-1930) http://biblicoteologico.blogspot.com.br/2015/01/adolf-harnack-1851-1930.html. Acesso em: _____________.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
194 - Karl Barth: teólogo mais importante do século XX
Karl Barth nasceu em
Basel, na Alemanha, em 10 de maio de 1886. Seu pai era teólogo Fritz Barth. Na
idade de dezesseis anos, Barth decidiu tornar-se teólogo, e em 1904 (aos
dezoito anos) começou seus estudos na Universidade de Berna, inicialmente,
recebeu instruções de seu pai. Barth estudou em algumas das melhores
instituições da Alemanha, Berlim, Tübingen e Marburgo, além de Berna. Barth
tornou-se um aprendiz de pastor em Genebra em 1909 e em seguida, pastor da vila
suíça Safenwil em 1911. Dedicou muito dos seus anos de vida a pregação. Durante
a década de 1920, Barth ensinou teologia na Universidade de Göttingen e,
posteriormente, na Universidade de Münster.
Embora suíço-alemão,
Karl Barth recusou ser intimidado pela tentativa nazista de dominar a vida
religiosa na Europa Central. Barth foi influência importante por trás da formação
da Igreja Confessional Alemã, que permaneceu fiel ao cristianismo ortodoxo e oposta
a Hitler. Depois da guerra, Barth continuou ensinando teologia, muitas vezes
nas ruínas das universidades alemãs bombardeadas. Suas pregações, escritos e
ensinamentos causaram enorme impacto na Europa e nos Estados Unidos. Suas
conferências e caráter inspiraram esperança em uma sociedade despedaçada e
desanimada. Para Barth, os horrores da guerra só podiam ser entendidos em
termos de pecado e em necessidade de redenção, e não da ignorância e cm
necessidade de conhecimento, como ensinava o liberalismo clássico. A humanidade
podia ter esperança, mas só com base na obra de Cristo na cruz.
A contribuição mais importante
de Karl Barth para o pensamento cristão foi uma restauração de uma teologia
centrada em Deus baseada na revelação divina da Palavra de Deus em Cristo,
Escritura e pregação. Na opinião de muitos historiadores da Igreja, Karl Barth
é o teólogo protestante mais importante do século XX. A obra mais famosa de
Barth foi “Comentário aos Romanos” e, “Dogmática da Igreja”, um trabalho de
quatorze volumes que ele continuou a desenvolver ao longo de sua vida e que
permaneceu incompleto na sua morte.
Embora Barth tivesse
sido atraído pelo liberalismo protestante clássico no início da carreira, suas experiências
como pastor jovem de 1911 a l 921 levou-o a inverter sua posição teológica. A
rejeição de Barth do liberalismo e seu otimismo alegre sobre a natureza humana
foi somente aprofundada pelo imenso sofrimento da Primeira Guerra Mundial
(1914-1918). Significativamente influenciado pelos escritos de Martinho Lutero,
Barth voltou-se à revelação divina da Escritura em busca da verdade. Diferente
do liberalismo protestante, que via a Escritura nada mais que sabedoria humana
e literatura bonita, Barth enfatizou que a Escritura continha a revelação de um
Deus todo poderoso e transcendente.
Barth suspeitava das
habilidades da razão humana, e enfatizava a necessidade de o Espírito Santo tornar
as palavras da Escritura em valor espiritual. Junto com outros teólogos,
especificamente Emil Brunner e os americanos Reinhold e Richard Niebuhr, Karl
Barth enunciou habilmente as doutrinas cristãs tradicionais. Através do
trabalho deles, doutrinas cristãs essenciais, como a realidade do pecado e a
separação de Deus, a importância da redenção em Cristo e a convicção em um Deus
transcendente, recuperaram credibilidade acadêmica. Karl Barth morreu em 10 de
dezembro de 1968.
Livros de Karl Barth em Português:
Coleção
Karl Barth
Batismo
em diferentes visões Karl Barth Oscar Cullmann
Introdução
a Teologia Evangélica
A
Proclamação do Evangelho
Carta
aos Romanos
Chamado
ao Discipulado
Credo,
Comentário ao Credo Apostólico
Dádiva
e Louvo
Esboço
de uma Dogmática
Fé
em busca de compreensão
O
Pai nosso, a oração que Jesus ensinou aos seus discípulos
Palavra
de Deus, Palavra do Homem
Revelação
de Deus como sublimação da religião
Senhor ouve nossa oração
Estilo de Normalizar Citação De Acordo com as Normas da ABNT para Trabalhos Acadêmicos.
RUBENS, David. Karl Barth: teólogo mais importante do século XX. http://biblicoteologico.blogspot.com.br/2015/01/karl-barth-teologo-mais-importante-do.html. Acesso em: _____________.
193 - Hans Küng: ser cristão hoje
Hans Küng (Sursee, 19
de março de 1928) teólogo suíço, filósofo e professor de teologia.
Küng estudou teologia e
filosofia na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Foi ordenado sacerdote
em 1954. Continuou a sua educação em várias cidades européias, incluindo Sorbonne em Paris.
Sua tese doutoral foi "Justificação: A doutrina de Karl Barth e uma
reflexão católica".
Em 1960, Küng foi
nomeado professor de teologia na Universidade Eberhard Karls em Tübingen, Alemanha.
Juntamente com o seu colega Joseph Ratzinger (futuro Papa Bento XVI), foi
apontado como perito pelo Papa João XXIII como consultor teológico
para o Concílio Vaticano II.
No final da década de
1960, Küng iniciou uma reflexão rejeitando o dogma da Infalibilidade
Papal, publicada no livro "Infalibilidade? Um inquérito" em 18
de janeiro de 1970.
Em consequência disso,
em 18 de dezembro de 1979, foi revogada a sua licença pela Igreja
Católica Apostólica Romana de oficialmente ensinar teologia em nome dela,
mas permaneceu como sacerdote e professor em Tübingen até a sua aposentadoria
em 1996.
Em 26 de setembro de 2005,
ele e o Papa Bento XVI surpreenderam ao encontrar-se para jantar e
discutir teologia.
Küng defende o fim da
obrigatoriedade do celibato clerical, maior participação laica e
feminina na Igreja Católica, que, segundo sua interpretação, seria um
retorno da teologia baseada na mensagem da Bíblia.
A
Igreja tem salvação
Hans Küng analisa o
passado, o presente e o futuro da Igreja ao abordar assuntos que estão
intimamente relacionados com ela, como o Concílio Vaticano II, a Reforma
Protestante, e demais temas.
“Na atual conjuntura já
não é possível calar de maneira responsável: há décadas tenho feito observar a
grande crise que a Igreja Católica atravessa – na verdade, uma crise de
direção, com seus desdobramentos –, a produzir resultados diversos em
diferentes esferas, além de consequências razoáveis para a hierarquia
católica”, explica o autor.
Küng acrescenta que ele
se vale de uma metáfora da medicina neste trabalho, pois a relação entre saúde
e doença permite estabelecer um paralelo entre a condição de organização da
Igreja e o organismo humano. Dessa forma, ele confirma a sua posição de
“terapeuta e não de juiz”.
“O crucial de minha
crítica incide sobre o sistema romano, e é claro que devo fundamentá-la ponto
por ponto. Neste livro eu empenhei um esforço contínuo para emitir um
diagnóstico sério, como numa proposta terapêutica eficaz. Sem dúvida, a Igreja
não raro precisará de um remédio amargo, indispensável se ela quiser
convalescer”, alerta.
Dividido em seis
partes, apresentação e conclusão, o livro é uma ferramenta valiosa para a
Igreja nos dias de hoje, pois traz temas importantes e dignos de reflexão. O
intuito é oferecer uma crítica séria, capaz de incentivar eventuais mudanças
positivas.
Religiões
do mundo; em busca dos pontos comuns
"Não haverá paz
entre as nações, se não houver paz entre as religiões." Esta é tese básica
deste livro. E nada mais oportuno e atual do que esse tema, tratado por um
teólogo de renome, conhecedor profundo não só da própria religião – a católica
romana –, mas também das outras, sobre as quais faz exposições precisas,
analisando-as com imparcialidade e, sobretudo, com enorme respeito. Assim,
começando pelas religiões tribais, Hans Küng vai delineando o panorama das
religiões todas, passando pelo hinduísmo, pelas religiões chinesas, pelo
budismo, pelo judaísmo, pelo cristianismo e pelo islamismo, destacando suas
características, seu desenvolvimento de acordo com as circunstâncias políticas
e sociais, apontando suas idiossincrasias, mas, principalmente, realçando seus
pontos comuns e o padrão ético subjacente a todas elas. É obra de um mestre. E,
embora densa, consistente, profunda, é ao mesmo tempo simples, leve,
interessante e bem ao alcance de qualquer pessoa que traga dentro de si o
desejo de buscar uma vida interior mais rica, engajada num mundo de diferenças,
mas também de semelhanças. Sem dúvida alguma, é uma obra que alcança o objetivo
a que se propõe: ver no mundo a possibilidade de plantar a paz entre as
pessoas, entre as religiões, entre as nações, em busca de uma ética mundial, de
um etos universal.
Por
que ainda ser cristão hoje?
Com uma edição única e
especialmente revisada pelo autor para o Brasil, esta obra do teólogo Hans Küng
apresenta de forma clara e apaixonante o depoimento de um padre católico, que
desde a década de 60 questiona as doutrinas tradicionais da Igreja. Apesar das
críticas e preocupações o teólogo acredita na história e na tradição, que ele
aceita e abraça, sem confundir a grande causa cristã com as atuais e
anacrônicas estruturas da Igreja. "Por que ainda ser cristão hoje?" É
um relato esperançoso de um homem que, aos 76 anos, ainda acredita no
cristianismo e em seu significado. O livro apresenta Jesus de Nazaré, o Cristo,
como a essência do cristianismo. E ser cristão é orientar-se por esse Jesus
Cristo em sua caminhada individual. Embora fiel às teses que sempre defendeu em
seu ministério - a pregação do ecumenismo, a eucaristia partilhada, o
acolhimento a homossexuais, uma maior participação das mulheres na Igreja -
Hans Küng permanece na Igreja Católica Apostólica Romana, convicto de que pode
contribuir para que ela se modernize e vá ao encontro das necessidades dos
fiéis.
Freud
e a questão da religião
Muito tem sido escrito
e discutido sobre o ateísmo de Freud e sobre as conseqüências de suas teorias a
respeito da religião na atual prática psicanalítica. Afinal, Freud sempre foi
ateu? O que é religião para ele? Como outros psicanalistas reagiram a suas
teorias? Hoje elas ainda possuem fundamento ou já ficaram ultrapassadas? Neste
livro, Hans Küng, analisa o ateísmo do pai da psicanálise e procura explicações
para ele, passando pela infância de Freud e seu convívio com a família e com os
ritos judaicos, até seus estudos de fisiologia e sua teoria psicanalítica. Além
de Freud, Küng também analisa a questão da religião em outros autores que
viriam a discordar das idéias freudianas. Como cristão, Küng reage contra a
repressão à religião realizada pela psicologia e procura reconciliar essas duas
áreas. Conclui que teólogos têm muito a aprender com psicólogos e vice-versa -
e ambos podem colaborar para que o homem moderno encontre um novo sentido
espiritual para a vida. O teólogo trata de todos esses assuntos com o
brilhantismo que lhe rendeu um importante prêmio da Associação Americana de
Psiquiatria.
Estilo de Normalizar Citação De Acordo com as Normas da ABNT para Trabalhos Acadêmicos.
RUBENS, David. Hans Küng: ser cristão hoje. http://biblicoteologico.blogspot.com.br/2015/01/klaus-berger-especialista-em-novo.html. Acesso em: _____________.
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Tradução: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. parte do artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.