quarta-feira, 8 de junho de 2022

548 - Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito. Movimento cristão, com o objetivo de promover a justiça social e a defesa de direitos.

 


Organizados em 17 estados, cerca de 140 mil cristãos formam a corrente que combate o sectarismo.

A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito é um movimento nascido no meio cristão evangélico em 2016 com objetivo de promover a justiça social, a defesa de todos os direitos garantidos na Constituição brasileira e pela legislação internacional de direitos humanos, enfrentando quaisquer violações desses direitos e lutando pela garantia do Estado Democrático de Direito.


terça-feira, 24 de maio de 2022

547 - Morre Johan Konings.

 



Faleceu neste sábado, 21 de maio, às 16h, em Belo Horizonte (MG), em decorrência de um aneurisma cerebral, o padre jesuíta Johan Konings, filósofo, filólogo e doutor em Teologia pela Universidade Católica de Lovaina (Bélgica). Ele era professor titular da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia – FAJE e autor de vários livros. 

Natural da Bélgica e radicado no Brasil desde 1972, padre Johan Konings foi membro da equipe, composta pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que se dedicou à coordenação de Tradução e Revisão oficial da Bíblia que é referência para a Igreja no Brasil.

O trabalho de tradução, que levou 11 anos, foi oficialmente lançado no dia 21 de novembro de 2018, durante a reunião do Conselho Permanente da CNBB, em Brasília (DF).

Ele também participou como perito na XII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, em Roma, em 2008, com o tema “A Palavra de Deus na Vida e na Missão da Igreja”.

O assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, padre Jânison de Sá afirmou que a Igreja do Brasil perde um grande biblista no dia de hoje. De acordo com o assessor da CNBB, padre Johan Konings era um apaixonado pela Palavra de Deus e se dedicou ao estudo da Bíblia procurando contagiar seus alunos no estudo e aprofundamento da Palavra e também nas assessorias e formações que realizava.

“Padre Johan Konings era um apaixonado pela Palavra de Deus e se dedicou ao estudo da Bíblia procurando contagiar seus alunos no estudo e aprofundamento da Palavra”, padre Jânison.

Padre Jânison destaca ainda que o professor trabalhou incansavelmente na tradução da Bíblia para a CNBB, buscando uma linguagem litúrgico-catequética acessível aos catequistas, catequizandos e a todo o povo de Deus. “Esta missão ele assumiu ainda no final dos anos noventa. Somos gratos ao padre Konings por uma vida doada a serviço da Palavra na ação evangelizadora de nossa Igreja”, expressou o assessor da CNBB.

 

Uma vida dedicada à Palavra

Nascido na Bélgica em 1941, possui licenciatura em Filosofia (1961) e Filologia Bíblica (1967). Doutorou-se em Teologia (1977), pela Katholieke Universiteit Leuven. Depois de sua chegada ao Brasil, em 1972, lecionou, no campo da Teologia e da Exegese Bíblica, em Porto Alegre (PUCRS) e no Rio de Janeiro (PUCRJ), até tornar-se, desde 1986, professor de Novo Testamento na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE) em Belo Horizonte-MG, que em 2011 lhe conferiu o título de Professor Emérito.

Dedicou-se principalmente à exegese dos Evangelhos, especialmente ao de João, e à hermenêutica e tradução da Bíblia. Foi organizador da Tradução Ecumênica da Bíblia (1994) e da tradução do Compêndio dos símbolos, definições e declarações de fé e moral (Denzinger-Hünermann), primeira edição (2007) e segunda edição atualizada em 2013. Era membro da Society of New Testament Studies (SNTS) e da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica (ABIB).


segunda-feira, 11 de abril de 2022

546 - Morreu Norman K. Gottwald.



 Norman K. Gottwald morreu no dia 11 de março de 2022 aos 95 anos.

Norman Karol Gottwald (1926-2022) foi teólogo marxista americano, ativista político e estudioso do Antigo Testamento foi pioneiro no uso da teoria e método social nos estudos bíblicos. Gottwald doutorou-se em teologia no Seminário Teológico Batista Oriental (1949), e doutorou-se também em literatura bíblica pela Columbia University (1953). Gottwald lecionou em várias instituições renomadas ao longo de sua carreira, incluindo a Columbia University (1953-1955), a Andover Newton Theological School (1955-1965) e a Berkeley Baptist Divinity Schoolde 1965 a 1973. De 1966 a 1982, lecionou na União Teológica de Pós-Graduação. De 1980 a 1994, lecionou no Seminário Teológico de Nova York.

A grande contribuição de Gottwald para os estudos bíblicos é o uso que fez da antropologia e da sociologia nos estudos bíblicos.

Gottwald foi um ministro ordenado da American Baptist Churches USA e, como tal, foi grande defensor do estudo bíblico popular comprometido com a mudança social.

A convite do prof. Milton Schwantes, Gottwald participou do II Congresso da ABIB que aconteceu entre os dias 04 e 06 de setembro de 2006. O evento reuniu mais de 250 pesquisadores de diversas partes do país e teve como tema Libertação e liberdade: novos olhares.




Neste congresso começou-se a tradição de incluir na programação uma conferência especial com biblista destacado pelo conjunto de sua obra a fim de celebrar sua vida. Nesta edição de celebração foi homenageado o Dr. Milton Schwantes, que foi um dos idealizadores da ABIB. Norman K. Gottwald ministrou a palestra sob o título “Revisitando as tribos de Yahweh”.



Certo dia eu estava de carro com o Milton na região do Ipiranga, e me lembro de tê-lo ouvido falar sobre a palestra de Gottwald, que segundo ele, “escrevia bem, mas era horroroso em palestras, muito confuso” disse Milton Schwantes.

A obra de Gottwald representa um marco na pesquisa do Antigo Testamento no Brasil.    

- As Tribos de Iahweh.


- Introdução Socioliterária à Bíblia Hebraica.


545 - O Israel Bíblico: História - Arqueologia – Geografia. Melanie Peetz




O livro discorre sobre a história do Israel bíblico, desde as suas origens entre os patriarcas no segundo milênio antes de Cristo, até as primeiras décadas do segundo século depois de Cristo. A partir de uma perspectiva histórico-crítica, cada um dos períodos desses dois mil anos é reconstruído na base dos testemunhos presentes nos textos bíblicos e extrabíblicos, contemplando-se, também, os resultados das pesquisas arqueológicas. Breves introduções, quadros cronológicos, mapas, ilustrações e exercícios ajudam no uso do livro nos cursos universitários. Portanto, o livro é apropriado para estudantes de Teologia, Ciências da Religião e História, bem como para quem deseja viajar à Terra Santa, e se propõe a obter um conhecimento sólido da história e geografia do Israel bíblico.

Edições Paulinas

15X23. P. 328

Lançamento 2022.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

544 - LULA, VOLUME 1: Biografia. Fernando Morais.

 


Para além de juízos ou paixões, Lula está entre as maiores figuras políticas da história brasileira. Único presidente do país com origens operárias, e campo magnético de um partido profundamente original em suas raízes, exerceu o poder carismático e a influência de modo mais duradouro que qualquer outro homem público no período republicano, salvo talvez Getúlio Vargas - com quem também compartilha a virulência dos adversários.

Desde 2011, Fernando Morais ganhou acesso direto, franco e frequente a Lula. A essas dezenas de horas de depoimentos, somou o faro de repórter e a prosa cativante para compor projeto biográfico que traz um painel do personagem em toda sua grandeza e complexidade.

Em narrativa que faz uso de recuos e avanços cronológicos para manter um ritmo eletrizante, neste primeiro volume Morais vai da infância de Lula até o anulamento de suas condenações, em 2021 – passando pelo novo sindicalismo, as greves do ABC, a fundação do PT e a primeira campanha eleitoral.

 

Ficha Técnica

Capa: Hélio de Almeida

Páginas: 416

Formato: 16.00 X 23.00 cm

Peso: 0.632 kg

Acabamento: Livro brochura

Lançamento: 16/11/2021

ISBN: 9786559212927

Selo: Companhia das Letras

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

543 - Os evangélicos da libertação: aquelas que não se dobraram aos pés dos fundamentalismos, necropolíticas e capitalismo.

 


Conheça homens e mulheres de fé que se apegaram a um cristianismo de libertação e que se envolveram em movimentos populares de resistência.

 

Os evangélicos são plurais e múltiplos, e existem aqueles e aquelas que não se dobraram aos pés dos fundamentalismos, necropolíticas e capitalismo. Muito do que se fala da Teologia da Libertação foca nas experiências católicas de resistência, entretanto, os protestantes evangélicos também fizeram parte dessa trajetória de luta na América Latina. Relembrar, brevemente, alguns nomes e pontos de um protestantismo da libertação se faz uma tarefa necessária para quem ainda se espanta com evangélicos nas lutas populares, como diz Rubem Alves, a memória traz sempre algo de subversão. Recomendo a leitura do livro Teologia Protestante Latino-Americana: um debate ecumênico (2018, Ed. Terceira Via), organizado por Claudio Ribeiro de Oliveira, por trazer diversas vozes acerca desse desenvolvimento do protestantismo latino-americano que não conseguiremos aqui abordar.

Precisamos começar por Richard Shaull (1919-2002), um teólogo presbiteriano norte-americano que viveu muitas décadas no Brasil. Shaull foi professor no Seminário Teológico de Campinas (Estado de São Paulo), onde articulou UCEB, a União (Protestante) Cristã de Estudantes Brasileiros e é considerado um dos precursores da TdL. O teólogo dedicou seus estudos no diálogo entre o cristianismo e categorias marxistas, relacionando temas sociais com a fé evangélica. Articulou diversos espaços que se tornaram movimentos ecumênicos de libertação, um exemplo foi, em 1962, em Recife, a plenária do Departamento para a Responsabilidade Social da Confederação Evangélica Brasileira sobre Cristo e o processo revolucionário brasileiro. Apelidado de “teólogo da revolução”, sofreu perseguição política e religiosa, após publicações como cristianismo e revolução social (1960), que incentivava seus estudantes a se engajarem na luta por uma sociedade igualitária.

Um desses estudantes foi Rubem Alves, presbiteriano, que veio a se tornar teólogo, pedagogo, contador de histórias e que em sua tese de doutorado traz pela primeira vez o termo “Teologia da Libertação”. A tese, intitulada pelo autor Towards a Theology of Liberation (Por uma Teologia da Libertação), publicada em 1968, nos EUA, foi publicada com o outro títuloA Theology of Human Hope (Uma Teologia da Esperança Humana), para garantir uma maior circulação para os leitores e leitoras da época, pois as obras de Jürgen Moltmann, que traziam o tema da esperança, estavam com certa visibilidade.

A contribuição de Rubem Alves é ainda importantíssima para o contexto de um protestantismo da libertação, pois traz a dimensão do corpo e da subjetividade no contexto da luta de classes. Ainda na reflexão teológica, pessoas como a teóloga e biblista mexicana Elsa Tamez (1951 – ); a teóloga e pastora brasileira e ativista da Comissão Pastoral da Terra, Nancy Cardoso (1959 – ) aprofundaram a dimensão do corpo e da sexualidade a partir da teologia feminista, trazendo críticas a Teologia da Libertação que por inúmeras vezes excluiu mulheres e dissidentes de gêneros e sexualidades das abordagens e práxis teológicas.

Além desses nomes, importantes organizações protestantes surgiram criando um ecumenismo evangélico de resistência, como ISAL, Iglesia y Sociedade en América Latina (Igreja e sociedade na América Latina), em um desdobramento da assembleia em Huampani, perto de Lima, Peru. Que foi em resultado das Conferências Evangélicas Latino-americanas (CELAS). Em seu livro “O que é Cristianismo da Libertação: religião e política na América Latina” (2000), Michael Löwy aponta: “talvez, da iniciativa mais importante na criação de um movimento de libertação entre os protestantes latino-americanos”. Outras organizações foram se formando, como o Conselho Latino-americano de Igrejas (CLAI), que surgiu em 1978 a partir da Conferência Evangélica de Oaxtepec, no México, Departamento Ecumênico de Informação (DEI) em Costa Rica, o Centro Ecumênico para a Evangelização e Educação Popular (CESEP), em São Paulo, ou o Centro Ecumênico para Documentação e Informação (CEDI) no Rio de Janeiro, hoje KOINONIA Presença Ecumênica, e ações dessas instituições no Conselho Mundial de Igrejas.

Relembrar os/as evangélicos e evangélicas que lutaram e se organizaram contra a ditadura militar, como Anivaldo Padilha, metodista que participou da resistência contra a ditadura e foi denunciado pelo próprio pastor, sendo sequestrado e torturado; Zwinglio Mota Dias, presbiteriano, também membro do Centro Ecumênico de Documentação e Informação (Cedi), preso e torturado psicologicamente, teve o irmão Ivan Mota sequestrado, se tornando um desaparecido político; Eliana Rolemberg, luterana e ativista de movimentos de juventudes ecumênicas, foi presa e torturada pela ditadura militar; entre tantos outros nomes, de homens e mulheres de fé que se apegaram a um cristianismo de libertação e que se envolveram em movimentos populares de resistência a morte e opressão! Resistimos e continuamos a resistir! Hoje em dia há inúmeros movimentos religiosos evangélicos engajados em pautas sociais e de luta, como os grupos Frente Evangélica Pelo Estado Democrático de Direito, Evangélicas pela Igualdade de Gênero, Feministas Cristãs, Movimento Negro Evangélico, Frente Evangélica Pela Legalização do Aborto, Rede Fale, Evangélicxs, Coalizão de Evangélicos pelo Clima, Rede de Negras Evangélicas, Cristãos Contra o Fascismo, Coletivo Vozes Marias, Movimento Social de Mulheres Evangélicas do Brasil, Coalizão de Evangélicos Contra o Bolsonaro. Além de evangélicos e evangélicas que estão e são lideranças nos movimentos populares, como MST, MTD, Levante Popular da Juventude, movimentos urbanos de moradia, que trazem as vivências e identidades, entre elas evangélica, para o trabalho de base e resistência!

Fazer esse resgate histórico é crucial em um ano de eleições como 2022, em que o voto evangélico está em disputa e que ainda se comete o erro de setores progressistas de generalizar os evangélicos no Brasil. O reconhecimento dessas resistências de fé é o passo número um para o avanço de uma frente ampla contra os fundamentalismos e os neofascismos que temos enfrentado nesses últimos anos. Seguimos resistindo com a Bíblia em uma mão e com o punho fechado na outra, usando nossa voz, nossa vida para a construção de um projeto popular para o país!

 

Por

Angelica Tostes

Teóloga, mestra em Ciências da Religião, professora e pesquisadora do Instituto Tricontinental de Pesquisa Social... Leia mais em https://www.cartacapital.com.br/blogs/dialogos-da-fe/os-evangelicos-da-libertacao-um-breve-resgate/.

 


542 - La figura histórica de Jesús. E. P. Sanders.

 


La figura histórica de Jesús proporciona una convincente visión de conjunto de la vida del Jesús real y es una demostración práctica de cómo distinguir en los evangelios entre información histórica y elaboración teológica. Sanders nos conduce paso a paso a lo largo de la actividad pública de Jesús y examina con detalle los problemas más notables para su comprensión, como los milagros, los seguidores de Jesús y sus adversarios, su última semana en Jerusalén, su juicio y ejecución, la resurrección... Una obra de referencia en la búsqueda del Jesús histórico.

 

P. 332; 15X24

Coleção Ágora

Editora Verbo Divino


quarta-feira, 29 de setembro de 2021

541 - Jürgen Moltmann fala sobre a crise de Corona.


 

Jürgen Moltmann, professor de teologia de Tübingen tem 95 anos. Sua “Teologia da Esperança” é considerada um trabalho pioneiro na história da teologia. Moltmann está com 95 anos hoje. Na entrevista, ele fala sobre a pandemia e o estado do ecumenismo.

 

Entrevista concedida a Michael Jacquemain (KNA), Tübingen - 8 de abril de 2021.

 

Jürgen Moltmann, um dos mais renomados teólogos protestantes, tem hoje 95 anos. Suas obras centrais são a “Teologia da Esperança” e a “Ética da Esperança”. Na entrevista, o cientista de Tübingen também fala sobre a pandemia de Covid19.

 

Pergunta: Professor Moltmann, estamos vivendo atualmente em tempos turbulentos. Como você está lidando com a pandemia?

Moltmann: Como funcionário de escritório, não notei muitas diferenças. Só fiquei desapontado porque muitas turnês de palestras foram canceladas. Quando você está sozinho consigo mesmo, às vezes fica entediado.

 

Pergunta: Uma “teologia da esperança” é importante para você. No momento, o aborrecimento, o desânimo e a frustração parecem ser os fatores determinantes na sociedade como um todo. Como a esperança pode ser revitalizada?

 

Moltmann: O aborrecimento e o desânimo surgem quando nos tornamos impacientes. Paciência é o longo suspiro de esperança - não significa resignação. Em minha juventude, aprendi a ter paciência de esperança em um cativeiro de prisioneiro de guerra de três anos.

 

Pergunta: A oração como um clamor a Deus pode ajudar?

Moltmann: Os salmos clamam a Deus: Quanto tempo, Senhor, quanto tempo? Orações como intercessões ajudam os moribundos solitários. Então você não está sozinho. Eles se sentem levados a Deus por uma comunidade de oração.

 

Pergunta: As igrejas falharam na crise de Corona?

Moltmann: As paróquias não falharam. Elas desenvolvem muita imaginação para o reino de Deus e uma pastoral individual que não teriam desenvolvido em tempos normais. Em junho, fiz a proposta a Heinrich Bedford-Strohm, presidente do Conselho da Igreja Evangélica na Alemanha, de proclamar um “dia de luto nacional” junto com a Igreja Católica. Agora o presidente federal está fazendo isso em abril.

 

Pergunta: O ecumenismo católico-protestante está atualmente passando por tempos turbulentos teologicamente. Por um lado, algo está acontecendo, por outro, forças de persistência criam espaço na Igreja Católica. Que perspectiva você vê?

Moltmann: Já temos o reconhecimento mútuo do batismo. A pregação comum do Evangelho também é um problema, só com a Eucaristia, porque só uma pessoa consagrada pode celebrá-la. Para os evangélicos, isso é uma degradação do batismo. Homens e mulheres são batizados. Durante este tempo, uma congregação ecumênica no rádio emerge na manhã de domingo das 10 às 11, e chega aos milhões.

 

Pergunta: Assim como Johann Baptist Metz do lado católico, do lado protestante você defende uma teologia política que localiza a fé no aqui e agora e não se preocupa tanto com verdades supostamente eternas e imutáveis. É a impressão de que esta posição está ganhando cada vez mais aceitação cientificamente?

Moltmann: De 1970 a 1990 foram os anos da teologia política: a teologia da libertação, teologia negra, teologia feminista, teologia ecológica. Desde então, as faculdades de teologia têm se empenhado em manter seu caráter científico e dialogar com o direito, os estudos alemães e as ciências naturais. Heidelberg é um excelente exemplo. Estou trabalhando pessoalmente em uma “Teologia Política do Mundo Moderno”.

 

Pergunta: Outra percepção é que a teologia dificilmente aparece nos discursos atuais. Por que?

Moltmann: Não tenho a impressão. O Conselho de Ética é uma voz importante, e a decisão do Tribunal Constitucional Federal de 2020 é debatida teologicamente vigorosamente.

 

Pergunta: Você supervisiona candidatos a doutorado na velhice. Por que você ainda espera fazer isso?

Moltmann: Eu amo a mente científica adulta. Um teólogo chinês - Hong Liang - juntou-se a mim em 2008 quando eu estava em Pequim e recebi seu doutorado summa cum laude em Tübingen em 2018. Agora tenho um aluno americano de doutorado.

 

Pergunta: Como você deseja comemorar seu 95º aniversário?

Moltmann: Obrigado! Sozinho porque minha esposa morreu há cinco anos, mas não só porque nossas quatro filhas estão chegando e eu sou quatro vezes bisavô. O grupo mundial de alunos também entrará em contato.

 

Por Michael Jacquemain (KNA)

Fonte: https://www.katholisch.de/artikel/29368-juergen-moltmann-kirchengemeinden-haben-in-corona-krise-nicht-versagt

 

 


Jürgen Moltmann foi Professor de Teologia Sistemática na Universidade de Tübingen de 1967 a 1994. O teólogo sempre manteve contato com o cardeal Joseph Ratzinger.



Tradução: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. parte do artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.