segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

593 - Karl Gottlieb Bretschneider (1776-1848). Teólogo Alemão.

 


Karl Gottlieb Bretschneider (1776-1848). Escrevendo em latim a fim de evitar ofender o público geral, Bretschneider sugeriu (1820) que João era um Evangelho com origens helenistas, muito distante da atmosfera do judaísmo palestino. Essa visão se tornaria comum no século XIX.

592 - Johann Leonhard Hug (1765-1846). Teólogo Alemão.

 


Johann Leonhard Hug (1765-1846). Foi o mais importante estudioso católico da Bíblia do século 19 e lecionou no seminário católico em Freiburg (1792). Sua grande obra foi a magistral “Introdução ao Novo Testamento” (1808; TI 1827). Ela faz pleno uso dos métodos histórico-críticos, mas chega a conclusões previsivelmente conservadoras em todos os casos. Mesmo assim, é necessário creditar a Hug o fato de ter aberto a Igreja Católica Romana à crítica bíblica protestante da época.




591 - Hermann Olshausen (1796-1839). Teólogo Alemão.

 


Hermann Olshausen (1796-1839). Ele ensinou em Königsberg (1821) e Erlangen (1834) e escreveu prolificamente sobre temas do Novo Testamento, principalmente de uma perspectiva doutrinária. Suas obras incluem “A genuinidade dos quatro Evangelhos canônicos” (1823),

“Uma palavra sobre o significado mais profundo das Escrituras” (1824), “Exposição das Escrituras bíblicas” (1825) e seu grande “Comentário bíblico do Novo Testamento” (1830-1840; 1847-1860). Olshausen foi um forte defensor da crítica bíblica, mas a usou para alcançar conclusões muito conservadoras. Por exemplo, ele acreditava que Pedro ditou suas duas epístolas em hebraico; a diferença entre elas podia ser atribuída a diferentes tradutores gregos, o segundo dos quais fez uso de Judas no decorrer da sua obra.





590 - Hermann Heimart Cludius (1754-1835). Teólogo Alemão.

 

Hermann Heimart Cludius (1754-1835). Afirmou (1808) que o Evangelho de João representa um cristianismo muito diferente do cristianismo dos Sinóticos e, portanto, não pode ser obra de uma testemunha ocular. De acordo com ele, as contradições internas no texto deixam claro que o Evangelho foi elaborado por uma série de redatores diferentes.


589 - Baur Friedrich Daniel Ernst Schleiermacher (1768-1834). Teólogo Alemão.

 


Baur Friedrich Daniel Ernst Schleiermacher (1768-1834). Professor em Halle (1894) e Berlim (1810), ficou conhecido como o pai da teologia liberal alemã no século XIX. Schleiermacher combinou uma abordagem crítica de questões textuais e históricas com uma sensibilidade religiosa herdada do pietismo. Em seus discursos sobre a religião (1799), defendeu que a religião era o estudo do lado não racional dos seres humanos, que era simplesmente tão importante quanto o lado racional, e que o cristianismo era a forma mais elevada de religião que havia se desenvolvido até então. Foi o primeiro a fazer preleções sobre a vida do Jesus histórico, mas seus pensamentos sobre o tema foram publicados somente em 1864, quando foram seriamente criticados.




sábado, 30 de agosto de 2025

588 - Rudolf Bultmann sobre o conceito de esperança.



Sobre o conceito de esperança, Bultmann menciona Platão, que afirmava que a existência humana não é determinada apenas pela aceitação do presente e pela memória do passado, mas também pela expectativa do futuro, seja ele bom ou ruim. Assim, as esperanças podem ser compreendidas como projeções subjetivas em direção ao que virá.

Para os gregos, a esperança era um consolo diante das tribulações. Em Platão, o centro da esperança encontra-se no impulso em direção ao Belo e ao Bom. Essa esperança vai além da vida terrena, de modo que não se deve temer a morte. Os mistérios religiosos também influenciam essa concepção, pois trazem consigo a promessa de uma vida abençoada após a morte.

Dessa forma, a esperança pode estar fundamentada na fé, na verdade e no eros, sendo este último considerado um dos elementos essenciais de uma vida autêntica. 


sexta-feira, 4 de julho de 2025

587 - Bíblia: Novo Testamento. Frederico Lourenço.


 

Com apresentação, tradução e notas de Frederico Lourenço, tradutor premiado que já verteu para o português obras clássicas como Ilíada e Odisseia, esta edição, que será composta por seis volumes, toma por base o texto original do Novo Testamento, com seus 27 livros, e a versão grega do Antigo Testamento, também conhecida como "Bíblia dos Setenta", composta por 53 livros originalmente escritos em hebraico e traduzidos para o grego no século III a.C.
Trata-se, portanto, da versão mais completa que há da Bíblia, na qual figuram inclusive partes que viriam a ser excluídas do cânone definitivo. Além disso, a versão grega traz sutis diferenças em relação à hebraica, de modo que ler o livro de Gênesis ou o Cântico dos Cânticos numa tradução que toma como base a variante grega é ler um novo texto.

Marco fundamental da história do judaísmo, uma vez que simboliza o momento em que a cultura judaica se internacionaliza ao ser vertida para a língua franca de então, a Bíblia dos Setenta é também de inestimável importância para o estudo da história do cristianismo, uma vez que era a Bíblia das primitivas comunidades cristãs. É a partir dessa versão do Antigo Testamento que Jesus Cristo, pela mão dos evangelistas, cita a Escritura.
Por meio de uma atitude ponderada e desprovida de preconceitos face aos problemas linguísticos suscitados, Lourenço oferece notas que esclarecem e contextualizam, respeitando com isso a sensibilidade dos leitores religiosos que desejam aprofundar seu conhecimento das Escrituras sem deixar de cumprir as expectativas daqueles interessados num olhar mais objetivo.

Neste primeiro volume, o leitor encontrará os quatro evangelhos do Novo Testamento, e poderá desfrutar das particularidades da voz de cada Evangelista. A tradução rigorosa, marcada pela busca do sentido mais profundo das palavras originais, ressalta a dimensão literária deste que é o maior livro de todos os tempos.

 

Páginas: 424

Formato: 16.00 X 23.00 cm

Acabamento: Livro capa dura

Lançamento: 2017

Companhia das Letras



Frederico Lourenço nasceu em Lisboa, em 1963. Doutor em línguas e literaturas clássicas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, é professor na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Traduziu do grego a Odisseia, a Ilíada (publicadas no Brasil pela Penguin-Companhia) e as tragédias de Eurípides, Hipólito e Íon. Sua tradução da Odisseia recebeu o grande prêmio de tradução do PEN Clube Português e da Associação Portuguesa de Tradutores. Em 2016 foi laureado com o prêmio Pessoa.


586 - Os Evangelhos: Uma Tradução. Marcelo Musa Cavallari.

 

Os Evangelhos: uma tradução, de Marcelo Musa Cavallari, evidencia as características literárias de um texto mundialmente reconhecido por seu caráter religioso. Ao longo de mais de quatro anos, Cavallari dedicou-se a estudar especialmente os aspectos literários, históricos e linguísticos de uma das obras mais lidas da humanidade. Esse olhar resultou em um texto que parece novo, mesmo para quem já o leu anteriormente. É uma tradução que provoca o leitor a abordar novamente uma narrativa que ele parece conhecer “desde sempre”, por meio de um trabalho primoroso de exegese e comentários. Esta obra tem a coedição da Ateliê Editorial.

Esta nova tradução dos Evangelhos procura trazer ao frescor de um português literário contemporâneo a “surpresa e o encantamento” da leitura do original grego, como diz o próprio tradutor na Apresentação. Algo obliterado por dois mil anos de uso como Escritura Sagrada dos cristãos, os quatro textos “conturbados, perigosos, áridos e difíceis” aparecem aqui no vigor de suas diferentes estratégias literárias. Textos que fundaram no seio da cultura clássica do Mediterrâneo, conjuntamente habitado por gregos, romanos, judeus, um gênero que só eles mesmos ocupam e que está na origem do cristianismo e, portanto, do Ocidente. Sem as divisões em capítulos e versículos, mais de mil anos posteriores aos textos, as versões de Mateus, Marcos, Lucas e João podem ser lidas como aquilo que foram escritas para ser: uma narrativa contínua da vida e dos ditos de Jesus de Nazaré. A proposta de uma tradução dos Evangelhos com esmero literário em edição bilíngue é uma iniciativa da Ateliê Editorial e da Editora Mnēma. A amplitude da introdução, a profundidade das notas e comentários buscam esclarecer as escolhas da tradução, que, como todas, nunca será definitiva e infalível, e, por isso mesmo, sempre justifica uma nova edição dos Evangelhos em português.

 

Ano: 2020

ISBN: 9786599195105

Dimensões: 15,5 × 25,5 × 5 cm

Edição: 1ª Edição

Encadernação: Capa dura

Páginas: 512



Marcelo Musa Cavallari, nascido em São Paulo em 1960, é jornalista com longas passagens pelo jornal Folha de S. Paulo e pela revista Época. Estudou grego e latim na Universidade de São Paulo para poder ler, no original, o Novo Testamento e as obras dos escritores do cristianismo antigo e medieval. Em 2010 traduziu O Livro da Vida de Santa Teresa D'Avila. É autor de Catolicismo (Editora Bella).

 



Tradução: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. parte do artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.