segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

596 - Karl Lachmann (1793-1851). Teólogo Alemão.

 


Karl Lachmann (1793-1851). Lecionou filologia clássica em Königsberg (1825) e depois em Berlim (1827). As técnicas de crítica textual de Lachmann introduziram uma nova era nos estudos bíblicos. Sua classificação de manuscritos ainda é geralmente aceita, e suas edições do Novo Testamento grego (1831 e 1847-1850) foram as primeiras a se basear inteiramente nas mais antigas tradições de manuscritos. Nesse aspecto, sua obra foi precursora da obra de Westcott e Hort. Também defendeu, com base em um estudo preciso das evidências textuais, que Marcos foi o primeiro Evangelho a ter sido escrito.

595 - Heinrich Eberhard Gottlob Paulus (1761-1851). Teólogo Alemão.

 


Heinrich Eberhard Gottlob Paulus (1761-1851). Ensinou em Jena (1789), em Würzburg (1803) e em Heidelberg (1811). Foi uma importante ligação entre os neologistas e racionalistas do século 18 e a geração de críticos seguinte. Escreveu diversos comentários, incluindo três comentários dos Evangelhos Sinóticos (1830-1833), mas é lembrado hoje mais pela “A vida de Jesus” (1828), em que rejeitou os milagres como eventos naturais. Manteve-se um racionalista clássico da antiga escola até o fim da vida.

594 - Karl Heinrich Venturini (1768-1849). Teólogo Alemão.

 

Karl Heinrich Venturini (1768-1849). Adotou a tese de que Jesus poderia ser entendido somente se revestisse de carne sua mensagem espiritual. Seus “milagres” eram somente curas normais e a ressurreição de Lázaro foi de um coma, não da morte. No Domingo de Ramos, Jesus proclamou a si mesmo como Messias a fim de tentar destruir a superstição popular, mas seu conluio fracassou e, em vez disso, ele foi crucificado. Sua obra principal foi

“A história natural do grande Profeta de Nazaré” (1800-1802).

593 - Karl Gottlieb Bretschneider (1776-1848). Teólogo Alemão.

 


Karl Gottlieb Bretschneider (1776-1848). Escrevendo em latim a fim de evitar ofender o público geral, Bretschneider sugeriu (1820) que João era um Evangelho com origens helenistas, muito distante da atmosfera do judaísmo palestino. Essa visão se tornaria comum no século XIX.

592 - Johann Leonhard Hug (1765-1846). Teólogo Alemão.

 


Johann Leonhard Hug (1765-1846). Foi o mais importante estudioso católico da Bíblia do século 19 e lecionou no seminário católico em Freiburg (1792). Sua grande obra foi a magistral “Introdução ao Novo Testamento” (1808; TI 1827). Ela faz pleno uso dos métodos histórico-críticos, mas chega a conclusões previsivelmente conservadoras em todos os casos. Mesmo assim, é necessário creditar a Hug o fato de ter aberto a Igreja Católica Romana à crítica bíblica protestante da época.




591 - Hermann Olshausen (1796-1839). Teólogo Alemão.

 


Hermann Olshausen (1796-1839). Ele ensinou em Königsberg (1821) e Erlangen (1834) e escreveu prolificamente sobre temas do Novo Testamento, principalmente de uma perspectiva doutrinária. Suas obras incluem “A genuinidade dos quatro Evangelhos canônicos” (1823),

“Uma palavra sobre o significado mais profundo das Escrituras” (1824), “Exposição das Escrituras bíblicas” (1825) e seu grande “Comentário bíblico do Novo Testamento” (1830-1840; 1847-1860). Olshausen foi um forte defensor da crítica bíblica, mas a usou para alcançar conclusões muito conservadoras. Por exemplo, ele acreditava que Pedro ditou suas duas epístolas em hebraico; a diferença entre elas podia ser atribuída a diferentes tradutores gregos, o segundo dos quais fez uso de Judas no decorrer da sua obra.





590 - Hermann Heimart Cludius (1754-1835). Teólogo Alemão.

 

Hermann Heimart Cludius (1754-1835). Afirmou (1808) que o Evangelho de João representa um cristianismo muito diferente do cristianismo dos Sinóticos e, portanto, não pode ser obra de uma testemunha ocular. De acordo com ele, as contradições internas no texto deixam claro que o Evangelho foi elaborado por uma série de redatores diferentes.


589 - Baur Friedrich Daniel Ernst Schleiermacher (1768-1834). Teólogo Alemão.

 


Baur Friedrich Daniel Ernst Schleiermacher (1768-1834). Professor em Halle (1894) e Berlim (1810), ficou conhecido como o pai da teologia liberal alemã no século XIX. Schleiermacher combinou uma abordagem crítica de questões textuais e históricas com uma sensibilidade religiosa herdada do pietismo. Em seus discursos sobre a religião (1799), defendeu que a religião era o estudo do lado não racional dos seres humanos, que era simplesmente tão importante quanto o lado racional, e que o cristianismo era a forma mais elevada de religião que havia se desenvolvido até então. Foi o primeiro a fazer preleções sobre a vida do Jesus histórico, mas seus pensamentos sobre o tema foram publicados somente em 1864, quando foram seriamente criticados.





Tradução: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. parte do artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.