Bíblico-Teológico no Instagram
Confira aqui
Nesta
história notável e aclamada do desenvolvimento do monoteísmo, Mark S. Smith
explica como a religião de Israel evoluiu de um culto a Yahweh como uma
divindade primária entre muitos a uma fé monoteísta totalmente definida com
Yahweh como único deus. Repudiando a visão tradicional de que Israel era
fundamentalmente diferente em cultura e religião de seus vizinhos cananeus,
este livro provocador argumenta que a religião israelita se desenvolveu, pelo
menos em parte, a partir da religião de Canaã. Com base em fontes epigráficas e
arqueológicas, Smith demonstra convincentemente que a religião israelita não
era uma rejeição total dos deuses pagãos estrangeiros, mas, antes, era o
resultado do estabelecimento progressivo de uma identidade israelita distinta.
SUMÁRIO
Preâmbulo
à segunda edição, 11
Preâmbulo
à segunda edição, 14
1
Pesquisas recentes sobre divindades, 14
2
Tendências importantes desde 1990, 19
3
Desafios teóricos, 25
4
Asherah/asherah: nova discussão, 35
5
Retrospectiva, 42
Agradecimentos
(primeira edição), 45
Abreviaturas
e siglas, 49
Introdução,
55
1
A questão da compreensão da religião israelita, 55
2
Pressupostos para este estudo, 70
1
Deidades em Israel no período dos Juízes, 77
1
Herança “cananeia” de Israel, 77
2
Yahweh e El, 91
3
Yahweh e Baal, 103
4
Yahweh e Asherah, 109
5
Convergência das imagens divinas, 117
6
Convergência na religião israelita, 120
7
Israel e seus vizinhos, 123
2
Yahweh e Baal, 129
1
Adoração a Baal em Israel, 129
2
Imagens de Baal e Yahweh, 146
3
O papel da monarquia, 159
4
Excurso: Yahweh e Anat, 170
3
Yahweh e Asherah, 178
1
Distribuição no registro bíblico, 178
2
O símbolo da Asherah, 182
3
As evidências epigráficas, 189
4
Asherah – uma deusa israelita?, 197
5
A assimilação das imagens de Asherah, 206
6
Excurso: linguagem de gênero para Yahweh, 211
4
Yahweh e o Sol, 224
1
O registro bíblico, 224
2
O papel da monarquia, 230
3
A assimilação das imagens solares, 236
5
Práticas cultuais javistas, 237
1
Lugares e símbolos cultuais javistas, 237
2
Práticas associadas aos mortos, 239
3
O sacrifício mlk, 250
6
As origens e o desenvolvimento do monoteísmo israelita, 263
1
O período dos Juízes, 265
2
A primeira metade da monarquia, 266
3
A segunda metade da monarquia, 272
4
O exílio, 274
5
O monoteísmo israelita em perspectiva histórica, 278
7
Post-scriptum – Retratos de Yahweh, 284
1
Processos que levaram a retratos divinos em Israel, 284
2
A ausência de alguns papéis canaanitas divinos no registro bíblico, 287
Índice
de textos, 293
Citações
bíblicas, 293
P.
326.
Editora.
Vozes.
Lançamento.
2023.
Smith
é especialista em religião israelita e na Bíblia Hebraica, bem como na
literatura e religião de Ugarit da Idade do Bronze Final. É autor de 15
livros e mais de 100 artigos. Sua pesquisa atual inclui um comentário
sobre o livro dos Juízes, de coautoria com Elizabeth M. Bloch-Smith.
A Introdução ao Acadiano de Richard
Caplice, padre jesuíta e assiriologista que se especializou no estudo de
línguas próximo-orientais antigas no Instituto Oriental da Universidade de
Chicago, foi publicada pela primeira vez em 1980, e, durante algum tempo, foi
um dos poucos métodos de estudo de acadiano disponíveis aos especialistas em
língua inglesa. No Brasil, o estudo do acadiano e das civilizações
próximo-orientais carece de um manual padrão de estudo de acadiano em
português, o que dificulta a formação de quadros especializados. Espera-se que
o presente volume possa contribuir para ampliar, no Brasil, o conhecimento
sobre os antigos mesopotâmicos, permitindo a aplicação de cursos de acadiano
nas universidades ou, ainda, seu estudo de forma independente, de maneira a
fomentar um contato direto com as fontes cuneiformes que inauguraram a técnica
da escrita na história da humanidade. A Introdução ao Acadiano familiariza o
estudante com símbolos cuneiformes desde a primeira lição, e conta com
exercícios em todas as lições.
Paulus, 2023
P. 184.
No texto bíblico, o nome Lilith aparece apenas uma vez, em Isaías 34:14.
וּפָגְשׁ֤וּ צִיִּים֙ אֶת־אִיִּ֔ים וְשָׂעִ֖יר עַל־רֵעֵ֣הוּ
יִקְרָ֑א אַךְ־שָׁם֙ הִרְגִּ֣יעָה לִּילִ֔ית וּמָצְאָ֥ה לָ֖הּ מָנֹֽוחַ׃
“Encontrarão (verb) fera (subs) do deserto (subs)
com um chacal (subs) peludo (adj) sobre companheiro (subs) chamará (verb) porém
ali, perturbar (movimentar) (verb) Lilith (subs) alcançar (verb) para ela descanso
(subs)”. Minha tradução.
“Aí vão se encontrar o gato do mato e a hiena, o
cabrito selvagem chamará seus companheiros. Aí Lilit vai descansar”. Bíblia
Palavra Viva. São Paulo: Paulus, 2022.
“Os gatos selvagens encontrarão ali as hienas, os
sátiros ali gritarão um para o outro. E ali também se instalará Lilit: lá ela
encontrará o repouso”. Bíblia Tradução Ecumênica. São Paulo: Loyola, 1994.
“Lá se encontrarão a hiena e o gato do mato, o
cabrito selvagem chamando os companheiros, lá descansará Lilit, ali encontrará
repouso”. Bíblia Sagrada Tradução CNBB. Brasília: CNBB, 2008.
“Aí vão se encontrar o gato do mato e a hiena, o
cabrito selvagem chamará seus companheiros; aí Lilit vai descansar, encontrando
um lugar de repouso”. Bíblia Pastoral. São Paulo: Paulus, 1990.
“Demônios encontrar-se-ão com burros-centauros. E chamarão
uns pelos outros; lá os burros-centauros descansarão, pois encontraram para si
mesmos um lugar para descansar”. LOURENÇO, Frederico. Bíblia Antigo Testamento:
Os Livros Proféticos. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
“Nela se apertarão os espíritos, e o espírito
maligno gritará a seu companheiro; ali repousará o espírito maligno com forma
de mulher, e achará descanso”. Peshitta. Niterói/RJ: BV Filmes Editora, 2018.
“Ali se darão encontro as hienas e os chacais, e os
sátiros chamarão seus companheiros, para que ali venha a descansar Lilite, e
ache para si o lugar de seu repouso”. Bíblia Textual. Niterói/RJ: BV Filmes Editora,
2019.
“E animais do deserto se encontrarão com hienas;
bodes selvagens clamarão um ao outro; e Lilite, criaturas noturnas, pousarão
ali e encontrarão descanso e refúgio”. Bíblia King James. Rio de Janeiro: Casa
da Palavra, 2012.
Palavra
original: לִילִית
Parte do discurso: Substantivo Feminino
Transliteração: liyliyth
Ortografia fonética: (lee-leeth')
Apesar das poucas menções, para os judeus, a Torá é
a fonte para a interpretação das principais leis e da ética, já que é
considerada uma forma de revelação divina para a humanidade. Ho primeiro livro
do Pentateuco há um versículo que suscita muitas dúvidas e várias
interpretações: “E Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou;
homem e mulher os criou. E Deus os abençoou, e disse: frutificai e
multiplicai-vos” (Gênesis 1.27).
Isso ocorre no sexto dia da Criação. No sétimo,
Deus descansou.
Mais adiante, conta que ele colocou “o homem que
havia se formado” no Éden, e só depois: “E disse Jeová Deus: Não é bom que o
homem esteja sozinho; darei uma ajuda idônea a ele” (2:18). Continuando, 2.21: “E
Jeová Deus fez um sono profundo cair sobre Adão, e ele adormeceu. Então ele
pegou uma de suas costelas e fechou a carne em seu lugar; 2:22: e da costela
que Deus tomou do homem, fez uma mulher e a levou ao homem”. Fica a pergunta, o
que aconteceu com aquela fêmea criada no sexto dia?
Uma interpretação é que esse primeiro ser criado
era andrógino, uma criatura que era simultaneamente homem e mulher e foi
separada depois (interessante que Platão desenvolve essa ideia em sua obra O
Banquete).
Outra leitura é de que houve duas Evas: Adão não
gostou da primeira e Deus a substituiu por outra.
Embora esta última versão tenha surgido cedo, a
associação com Lilith demorou a aparecer, apesar de ela já estar viva no
imaginário da região pelo menos um milênio e meio antes de a Bíblia começar a
ser escrita (séculos XI e V a.C).
A menção mais antiga ao seu nome aparece na Epopeia
de Gilgamesh – a mais antiga obra épica escrita – e em A Árvore
Huluppu, um poema épico sumério encontrado em uma tabuleta em Ur que remonta a
aproximadamente 2 mil a.C.
Talvez seja possível imaginar que o mito tenha feito
parte da demonologia babilônica, inclusive existe relatos de que amuletos e
encantamentos eram usados para neutralizar os poderes sinistros deste espírito que
atacava mulheres grávidas e bebês. Logo Lilith migrou para o mundo dos antigos
hititas, egípcios, israelitas e gregos.
Isso provavelmente explica por que no Livro de
Isaías ela aparece sem nenhuma apresentação, uma indicação de que o escritor
confiava que os leitores a conheciam.
Também foi mencionada no Talmude da Babilônia
(escrito por volta o ano 500), uma coletânea de discussões, relatos de grandes
rabinos e meditações sobre passagens da Bíblia. Essa Lilith talmúdica tinha cabelos longos e asas, e
encarnava práticas sexuais consideradas insalubres.
Outros
textos posteriores que incorporam Lilith na história da criação, como o Zohar,
escrito por volta de 1300 na Espanha, um dos dois livros fundamentais do
pensamento místico judaico conhecido como a Cabala. O texto afirma que essa
criatura andrógina inicial foi dividida, criando seres humanos distintos: o
homem, Adão, e a mulher, “a Lilith original, que estava com ele e concebeu dele”.’
No Alfabeto
de Ben Sirá, Lilith é a protagonista de um episódio que conta que quando Ben
Sirá foi atender o filho doente do rei Nabucodonosor da Babilônia, inscreveu em
um amuleto os nomes dos três Anjos da Saúde: Senoy, Sansenoy e Semangelof.
Quando Nabucodonosor perguntou quem eram os anjos
mencionados no amuleto, Ben Sirá contou que pouco depois de Deus criar o homem,
Adão, e a mulher, Lilith, eles começaram a discutir.
- Lilith: “Não me deitarei por baixo”.
- Adão: “Não me deitarei debaixo de ti, mas acima
de ti, porque és apenas digna de estar na posição inferior enquanto eu, na
superior”.
- Lilith: “Somos iguais, pois ambos fomos criados da
terra”.
Quando Lilith se deu conta de que não chegariam a um
acordo, ela pronunciou o Tetragrama – as sílabas sagradas do nome inefável de
Deus – e voou para longe.
Adão orou ao seu Criador e disse: “Senhor do
Universo, a mulher que me deste fugiu de mim!”
Deus então enviou os três anjos para dizer a ela
que, se não voltasse, cem de seus filhos morreriam diariamente.
Lilith, no entanto, se recusou e disse que havia
sido criada para “fazer adoecer as crianças: se são meninos, do nascimento até
o oitavo dia de vida terei poder sobre eles; se são meninas, desde o nascimento
até o vigésimo dia”.
Mas ela jurou que cada vez que visse nos bebês os
nomes ou imagens dos anjos em um amuleto, não lhes faria mal.
Essa é a versão mais conhecida da passagem de Lilith pelo Paraíso. E a mais polêmica.
Isso porque muitos estudiosos não reconhecem O Alfabeto
de Ben Sirá como uma representação do pensamento rabínico.
Alguns até o consideram uma peça deliberadamente
satírica que zomba da Bíblia, do Talmude e de outras exegeses rabínicas, pois
sua linguagem é muitas vezes vulgar e seu tom, irreverente.
O relato de Lilith em si leva a debates sobre
mitologia versus história, textos sagrados e adições não sagradas, assim como a
discussões polêmicas entre aqueles que veem a Bíblia como a palavra de Deus e
os que a veem como parte do rico acervo cultural universal que admite não só
uma história de origem, mas muitas outras.
É somente na religião cristã que a frase “Deus morreu” pode ser dita com toda a sua gravidade até o fim. É só nela que o homem matou seu Deus na pessoa do Filho, diante do silêncio do Pai, que o permitiu. O mistério da Redenção oculta a razão disso: era necessário que o homem matasse Deus, o seu Deus, invertendo assim a ação mais sagrada de todas, o sacrifício?!
Berço dos três monoteísmos, terra de conflitos confessionais e obsessões identitárias, o Oriente Médio tende a desencadear paixões, quando não suscita resignação diante de repetidos infortúnios. Para desarmar essa carga simbólica, Jean-Pierre Filiu adota uma abordagem decididamente secular, lançando uma nova luz sobre um milênio e meio de história da região, desde a fundação, em 395, do Império Romano do Oriente.
Sumário
Uma história secular, 13
1 Bizantinos, Sassânidas e Árabes (395-661), 23
1.1 Uma construção política, 23
1.2 O imperador e sua Igreja, 26
1.3 As controvérsias cristológicas, 29
1.4 Os persas na Mesopotâmia, 32
1.5 Justiniano e Cosroes, 35
1.6 A onda persa e seu refluxo, 39
1.7 Os reinos árabes pré-islâmicos, 41
1.8 A Meca pagã, 44
1.9 Muhammad, o Mensageiro, 47
1.10 Os dois primeiros califas, 51
1.11 A grande discórdia, 54
1.12 Uma “era de ouro” bem obscura, 56
Para saber mais, 59
2 Dos Omíadas aos Abássidas (661-945), 60
2.1 Um império diverso e contestado, 61
2.2 Abdal Malique e seus sucessores, 64
2.3 A revolução abássida, 67
2.4 O califado de Bagdá, 70
2.5 O surgimento tardio do sunismo, 75
2.6 Jihad Maior e Jihad Menor, 78
2.7 Política e religião no Islã, 80
2.8 O nascimento do messianismo xiita, 84
2.9 Minoritários e rebeldes, 86
2.10 Os bizantinos na Ásia Menor, 89
2.11 Um califado sob tutela, 92
2.12 Um Oriente Médio califal, 94
Cronologia, 96
Para saber mais, 97
3 A era dos dois califados (945-1193), 98
3.1 A ambição fatímida, 99
3.2 A batalha pela Síria, 101
3.3 O imã de todos os excessos, 103
3.4 Dissidentes e endógamos, 106
3.5 Abássidas sob tutela, 109
3.6 A restauração seljúcida, 111
3.7 Bizantinos e cruzados, 113
3.8 Meio século de coexistência, 116
3.9 A luz da religião, 120
3.10 A ascensão aiúbida, 123
3.11 Rumo à terceira cruzada, 125
3.12 A interrogação egípcia, 127
3.13 Pensar o único no plural, 129
Cronologia, 132
Para saber mais, 133
4 Sultões e invasores (1193-1501), 134
4.1 A cruzada contra Bizâncio, 135
4.2 Recomposições aiúbidas, 137
4.3 De um sultanato egípcio ao outro, 139
4.4 O fim do califado de Bagdá, 143
4.5 O laboratório mameluco, 146
4.6 O último capítulo das cruzadas, 148
4.7 “Verdadeiro” e “falso” Islã, 150
4.8 A ceifadora, 152
4.9 A devastação do Coxo, 154
4.10 A queda de Bizâncio, 158
4.11 Os otomanos em face dos mamelucos, 161
4.12 Um Oriente Médio militarizado, 164
Cronologia, 167
Para saber mais, 168
5 Otomanos e Safávidas (1501-1798), 169
5.1 O guardião dos dois lugares sagrados, 170
5.2 Duas religiões de Estado, 173
5.3 A aliança franco-otomana, 175
5.4 Vizires, janízaros e xeiques, 177
5.5 Um império de mares e de terras, 179
5.6 Uma fronteira de impérios, 181
5.7 A corte safávida, 182
5.8 A Síria vista de Alepo, 184
5.9 O grande jogo das minorias, 186
5.10 Crises otomanas, 188
5.11 A era das tulipas, 190
5.12 Os insubmissos da Arábia, 192
5.13 Os mamelucos vassalizados, 194
5.14 Dos safávidas aos cajares, 196
5.15 O desafio iraquiano, 199
Cronologia, 202
Para saber mais, 203
6 A expansão colonial (1798-1912), 204
6.1 A primeira guerra dos Estados Unidos, 206
6.2 A aposta egípcia da França, 208
6.3 Grandes manobras imperiais, 210
6.4 A Guerra da Crimeia, 211
6.5 Cristãos bastante mal “protegidos”, 213
6.6 O Canal de Suez, 216
6.7 O Grande Jogo anglo-russo, 218
6.8 A invenção do Middle East, 220
6.9 O nascimento do sionismo, 222
6.10 O rega-bofe, 225
6.11 A questão do Ocidente, 228
Cronologia, 230
Para saber mais, 231
7 Reformas, renascimento e revoluções (1798-1914), 232
7.1 A influência do Egito, 234
7.2 A era do Tanzimat, 236
7.3 A Pérsia de Naceradim Xá, 241
7.4 A diversidade da Nahda, 243
7.5 O absolutismo hamidiano, 245
7.6 A crise armênia, 247
7.7 O constitucionalismo persa, 250
7.8 A Revolução dos Jovens Turcos, 252
7.9 Uma convivência médio-oriental, 255
Cronologia, 260
Para saber mais, 261
8 O tempo dos mandatos (1914-1949), 262
8.1 A “Revolta Árabe”, 263
8.2 O genocídio armênio, 266
8.3 A paz de todas as guerras, 268
8.4 De Sèvres a Lausanne, 272
8.5 A saudização da Arábia, 274
8.6 Da Pérsia ao Irã, 277
8.7 O confessionalismo à francesa, 279
8.8 A impossibilidade palestina, 282
8.9 Mobilizações curdas, 285
8.10 A Segunda Guerra Mundial, 287
8.11 A fundação de Israel, 290
8.12 A falência das elites árabes, 293
Cronologia, 297
Para saber mais, 299
9 Guerra fria e conflito árabe-israelense (1949-1990), 300
9.1 Nacionalismo e anticomunismo, 303
9.2 A República Árabe Unida, 306
9.3 A Guerra Fria Árabe, 307
9.4 O sétimo dia, 310
9.5 A crise do petróleo, 314
9.6 A Pax americana, 317
9.7 A Revolução Islâmica, 321
9.8 A Guerra do Golfo, 324
9.9 A invasão do Líbano, 326
9.10 A reviravolta iraniana, 328
9.11 Os gases de Saddam, 330
9.12 A primeira intifada, 333
9.13 O afegão desconhecido, 334
9.14 Os fronts derrubados, 337
Cronologia, 340
Para saber mais, 342
10 Vida e morte do Oriente Médio americano (1990-2020), 343
10.1 Tempestade no Deserto, 344
10.2 A nova ordem, 347
10.3 O processo de paz, 349
10.4 O colapso do processo, 351
10.5 Guerras globais, 354
10.6 A ocupação do Iraque, 356
10.7 O eixo de resistência, 359
10.8 O discurso do Cairo, 363
10.9 O retorno da Nahda, 366
10.10 A Revolução Síria, 369
10.11 A falha de Obama, 371
10.12 O momento Putin, 374
10.13 Trump, o liquidatário, 376
10.14 O fim da hegemonia, 379
Cronologia, 383
Para saber mais, 385
A França médio-oriental, 387
O berço das crises, 399
Índice onomástico, 409
Índice de lugares
P. 448
Vozes
Ano: 2023
Uma história concisa do Oriente Médio fornece
uma introdução abrangente à história dessa turbulenta região. Estendendo-se
desde o pré-islã até os dias atuais, explora a evolução das instituições e
cultura islâmicas, a influência do Ocidente, os esforços de modernização no
Oriente Médio, a luta de vários povos por independência política, o conflito
árabe-israelense, a reafirmação dos valores e poder islâmicos, os temas em
torno da Questão Palestina e o Oriente Médio pós 11/9 e as rebeliões
pós-árabes. Esta edição foi completamente revisada para refletir os eventos
mais recentes e preocupações da região, incluindo a presença do Eiis e de
outros atores não estatais, as guerras civis na Síria e no Iêmen e a crise de
refugiados. Novas partes e cronologias parciais ajudarão estudantes a
compreenderem e contextualizarem a longa e complicada história da região. Com
registros biográficos e glossário atualizados, e com um novo capítulo de
conclusão, este livro permanece o texto quintessencial para estudantes da história
do Oriente Médio. (Trecho da obra)
Sumário
Lista de ilustrações, 7
Prefácio, 9
1 Introdução, 11
Parte I – O surgimento do islã até o zênite do poder abássida, 23
2 O Oriente Médio antes de Muhammad, 25
3 Muhammad e o surgimento do islã, 39
4 O início das conquistas árabes, 62
5 O alto califado, 80
Parte II – Os impérios turcos dos seljúcidas aos otomanos, 97
6 O surgimento do xiismo e o influxo dos turcos, 99
7 As invasões dos cruzados e dos mongóis, 100
8 A civilização islâmica, 120
9 Armas de fogo, escravos e impérios, 142
Parte III – As incursões europeias e a reação nacionalista, 167
10 Interesses europeus e imperialismo, 169
11 Reformas ocidentalizadoras no século XIX, 181
12 O surgimento do nacionalismo, 198Parte IV – Primeira Guerra Mundial e suas
repercussões, 217
13 As raízes do ressentimento árabe, 219
14 Governantes modernizadores e os estados independentes, 238
15 O Egito e o Crescente Fértil durante o domínio europeu, 264
Parte V – O Conflito árabe-israelense, 291
16 A disputa pela Palestina, 293
17 O renascimento de Israel e o surgimento do nacionalismo árabe, 314
18 A guerra e a busca pela paz, 349
Parte VI – A ressurgência islâmica, 389
19 A reafirmação do poder islâmico, 391
20 A Guerra do Golfo de 1991 e o processo de paz, 425
21 A década Pós-11/9 no Oriente Médio, 447
Parte VII – A Primavera Árabe e suas consequências, 483
22 Na estação do descontentamento árabe, 485
23 A guerra fria regional no século XXI, 517
Apêndice I, 533
Apêndice II, 535
Glossário, 537
Ensaio bibliográfico, 585
Ensaio web-bibliográfico, 637
Índice
P. 664
Vozes
Ano: 2021