Ferdinand
Christian Baur (1792-1860). Possivelmente o maior estudioso do Novo Testamento
do século 19, foi certamente um dos mais influentes. A partir de 1826, lecionou
história da igreja e dogmática em Tübingen, onde formou uma geração inteira de
estudiosos. Seguidor da filosofia de G. W. F. Hegel, acreditava que o
cristianismo primitivo era uma síntese criada a partir do conflito de forças
opostas. Desenvolveu esse tema no livro “Investigações a respeito das chamadas
Epístolas Pastorais de Paulo”, publicado em 1835. Mais tarde, escreveu mais um
livro sobre Paulo, “Paulo, apóstolo de Jesus Cristo”, publicado em 1845 e
traduzido para o inglês só em 1873-1875. Nessa obra, ele negou a autoria
paulina de todas as epístolas com exceção de Gálatas, 1 e 2Coríntios e Romanos.
Também negou a origem apostólica (e, portanto, a essência da historicidade) de Atos.
Em 1847, publicou sua última obra de crítica do Novo Testamento, “Investigações
críticas a respeito dos Evangelhos canônicos”. Acreditava que Mateus era o primeiro
dos Evangelhos a ter sido escrito, pois era o que melhor refletia o contexto
judaico do cristianismo. Em contrapartida, acreditava que o Evangelho de João
refletia as controvérsias gnósticas e montanistas do final do segundo século e
não tinha nenhum valor histórico.


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