Christian
Hermann Weisse (1801-1866). Ensinou em Leipzig a partir de 1828, com exceção de
uma breve interrupção (1837-1841), e foi um filósofo idealista em uma época em
que o idealismo estava saindo de moda na Alemanha. Em sua “História do
evangelho” (1838), defendeu a hipótese das duas fontes em relação às origens
dos Evangelhos em que tanto Mateus como Lucas usaram Marcos e mais uma fonte.
Essa foi a primeira vez que alguém havia proposto a existência do documento que
agora chamamos de “Q” Quelle, palavra alemã traduzida por “fonte”. Ele
considerava João não histórico, mas afirmou que seu tom era principalmente
hebraico, e não helenista. Ele também acreditava que Jesus havia rejeitado a
literatura apocalíptica judaica espiritualizando-a. De acordo com Weisse, Jesus
ficou consciente de que era o Messias quando foi batizado. A ressurreição, no
entanto, era uma convicção psicológica da comunidade cristã primitiva, e não um
fato histórico.


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