David
Friedrich Strauss (1808-1874). Estudante em Tübingen, foi chamado para lecionar
em Zurique em 1839, contudo, por causa da oposição de conservadores, foi
aposentado antes de poder ensinar. Passou o restante de sua vida como autor
independente. Seu mais famoso livro, e o que originou oposição a ele, foi seu “A
vida de Jesus” (1835). Nessa obra, ele demonstrou uma marcante preferência por
interpretações sobrenaturalistas de Jesus às interpretações racionalistas e
afirmou que era impossível escrever uma história normal sobre sua vida. De todo
modo, argumentou Strauss, a história não é importante. O que importa é o mito
envolvendo o homem, pois é isso que mudou o mundo. Ele afirmou que Marcos era
um epítome de Mateus, que tentou transformar a narrativa do evangelho em
história, mas fracassou. Atacou os racionalistas pela sua opinião elevada sobre
João, que ele considerava como incoerente com seus princípios, visto que João
era o Evangelho menos histórico de todos. Por causa de sua preferência por
mitologia não histórica, Strauss não tinha interesse algum em escatologia.
Strauss tinha pouco senso crítico e ignorava completamente o problema da origem
da igreja. No entanto, seu livro levantou novas questões e obrigou os
estudiosos a reexaminarem suas pressuposições nas pesquisas dos Evangelhos. Ele
representou um ponto de inflexão nos estudos do Novo Testamento.


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