segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

08 - Teólogos do Antigo Testamento: Gerhard von Rad; Georg Fohrer; Claus Westermann


Julius Wellhausen (17 de maio de 1844 - 7 de janeiro de 1918) foi um estudioso da Bíblia e um orientalista alemão. Nasceu em Hameln, Weser (Westphalia). Tornou-se conhecido especialmente por sua atuação na análise do Antigo Testamento e pelo desenvolvimento da Alta crítica e da hipótese documental. É um dos grandes nomes da teologia liberal.







Martin Noth (3 de agosto de 1902 - 30 de maio de 1968) foi um teólogo alemão estudioso da Bíblia hebraica que se especializou na história pré-exílica dos hebreus. Com Gerhard von Rad foi pioneiro na abordagem da história da tradição nos estudos bíblicos, enfatizando o papel das tradições orais na formação dos textos bíblicos.
Noth atraiu atenção com o livro O Esquema das Doze Tribos de Israel, 1930, postulando que os Doze Tribos de Israel não existia antes da aliança em Siquém descrito no livro de Josué.





Gerhard von Rad (21 de outubro, 1901 - 31 de Outubro de 1971) foi um pastor luterano alemão, professor universitário erudito do Antigo Testamento.
Com a experiência de duas guerras mundiais, o mundo de língua alemã começou a virar "anti-Antigo Testamento". Rad, incomodado com a situação, se dedicou ao estudo do Antigo Testamento e, gradualmente, começou a trazer de volta a sua mensagem.
Seu trabalho conseguiu uma renovação de interesse pela pesquisa no Antigo Testamento. Junto com Martin Norte, investigarão o Pentateuco e trabalharam com a tradição oral para a explicação da sua origem.
Gerhard von Rad nasceu em Nuremberg, Reino da Baviera, Filho de pais luteranos, foi educado na Universidade de Erlangen e na Universidade de Tübingen. Mais tarde, lecionou na Universidade de Erlangen, 1929. E em 1930, na Universidade de Leipzig. De 1934 a 1945 atuou como professor na Universidade de Jena e depois na Universidade de Göttingen 1945-1949. Depois disso, ele se tornou professor de Antigo Testamento na Universidade Ruprecht Karl de Heidelberg no estado de Baden-Württemberg e lecionou até sua morte em 1971. Foi-lhe conferido doutoramentos honoris causa na Universidade de Lund, Suécia e Universidade do País de Gales, Reino Unido.


Claus Westermann (1909-2000), filho de pais missionários na África, estudou Teologia e se tornou pastor protestante em 1933. Durante seus estudos, dedicou-se especialmente ao Antigo Testamento, em particular ao conteúdo dos Salmos. Durante o regime nazista na Alemanha, serviu ao exército alemão como tradutor na frente de batalha na Rússia. Após a Guerra, voltou ao pastorado e depois se tornou professor de Antigo Testamento em Heidelberg, onde trabalhou de 1958 a 1976. Entre seus colegas estavam Gerhard von Rad, Hans Walter Wolff e Rolf Rendtorff.
Westermann é considerado um dos mais importantes biblicistas e professores de Antigo Testamento do século 20. Particularmente famoso é seu comentário ao livro de Gênesis, especialmente o volume que trata de Gênesis 1-11, abrangente e de fácil compreensão.




Georg Fohrer (6 de Setembro 1915 em Krefeld; 4. Dezembro de 2002 em Jerusalém) foi um teólogo alemão professor de Antigo Testamento. Estudou de 1934-1938 teologia protestante e religião comparada na Universidade de Marburg e Bonn. Lecionou em Marburg em 1954. Nos anos de 1954 a 1962 assumiu um cargo de professor na Faculdade de Teologia Protestante Universidade de Viena. Em 1962 recebeu uma cátedra na Universidade de Erlangen-Nuremberg, onde permaneceu até sua aposentadoria em 1979. Após sua aposentadoria Fohrer se converteu ao judaísmo e passou a viver em Jerusalém, onde morreu após uma doença longa e séria em 2002. 




                       Antonius Josephus Hermanus Gunneweg ( 17 de Maio de 1922 em Roterdã; 17 de Junho de 1990 em Bonn) foi um teólogo protestante holandês do Antigo Testamento. Em 1951 começou a estudar teologia em Marburg, seus principais professores foram Rudolf Bultmann, Ernst Fuchs e Ernst Würthwein. Foi durante vários anos sacerdote em Wiesbaden-Biebrich, perto de Marburg. A partir de 1968 Gunneweg passou a ensinar na Faculdade de Teologia da Universidade Friedrich-Wilhelms de Bonn como sucessor de Martin Noth, nomeado para a cadeira de Antigo Testamento, onde permaneceu até sua aposentadoria em 1987. O trabalho de Gunne pode ser dividido em três prioridades principais, que se refletiram em suas publicações: a volta para seu professor Rudolf Bultmann na hermenêutica do Antigo Testamento, a pesquisa e apresentação da história de Israel e a exegese dos textos do Antigo Testamento.


Rolf Rendtorff (10 de maio de 1925 - 01 de abril de 2014) era Professor Emérito de Antigo Testamento na Universidade de Heidelberg. A maioria de seus estudos é sobre as escrituras judaicas e foi notável  ​​por sua contribuição para o debate sobre as origens do Pentateuco.
Rendtorff nasceu em Preetz, Holstein, Alemanha. Estudou teologia de 1945-1950 nas universidades de Kiel, Göttingen e Heidelberg. Realizou seus estudos de doutorado sob a orientação de Gerhard von Rad de 1950-1953.
Rendtorff publicou muitas obras sobre temas do Antigo Testamento, mas se tornou conhecido através de seu livro de 1977 O problema da transmissão do Pentateuco. O livro foi um estudo sobre a questão da origem do Pentateuco. O estudo inaugurou uma discussão acalorada nos círculos acadêmicos sobre o validade do Pentateuco e a Hipótese Documentária.


Hans Walter Wolff nasceu em 1911, na cidade de Barmen [Wuppertal], Alemanha. Pastor protestante. Em 1942 conclui o seu doutorado na Universidade de Halle com uma tese sobre a “Interpretação de Isaías 53 no Cristianismo primitivo”De 1946 a 1949 Wolff foi pastor do distrito quarto da comunidade protestante em Solingen-Wald, além disso, era professor da Universidade de Wuppertal. Foi também professor nas Universidades de Mainz e de Heidelberg, onde ensinou até a sua aposentadoria. O campo de suas pesquisas foi sempre os profetas. Junto com Martin Noth e Hans Joachim Kraus, e mais tarde Siegrified Herrmann, desenvolveu a série:Comentários Bíblicos do Antigo Testamento, assumindo os comentários dos doze profetas menores e outros livros proféticos. É considerado no mundo como um dos maiores especialistas de Teologia do Antigo Testamento e pioneiro nos estudos de Antropologia do Antigo Testamento.
Wolff, faleceu em 1993 em Heidelberg, Alemanha, aos 76 anos de idade.


Walther Eichrodt (1890 - 1978) Foi um eminente estudioso do Antigo Testamento. Nascido na Alemanha estudou teologia nas Universidades Bethel, Greifswald, Heidelberg, e Erlangen. Ele recebeu seu doutorado da Universidade de Heidelberg, em 1915. Foi professor de Antigo Testamento e História da Religião na Universidade de Basileia de 1922 a 1960, onde também foi posteriormente reitor (1953-55). Sua obra magistral Teologia do Antigo Testamento apareceu em 1933-1939, a qual marcou o início de uma nova época no Antigo Testamento estudos. 
A Teologia do Antigo Testamento de Walther Eichrodt foi uma importante obra do movimento moderno em direção à construção de uma Teologia do Antigo Testamento, é ainda, aos olhos de teólogos respeitados, a abordagem mais rica e criteriosa a partir do tema da aliança. O livro explora os aspectos fundamentais da aliança entre Deus e o homem e seus desdobramentos em categorias teológicas em todo o Antigo Testamento.


Norman Karol Gottwald (nascido em 1926) é um americano marxista bíblista e ativista político.
Sua obra mais influente é As Tribos de YHAVEH: A Sociologia da Religião de Israel, 1250-1050 a.C. (1979). Nela, ele empregou uma abordagem sociológica ao estudo do início da religião israelita. Gottwald proposta que os israelitas surgiram como camponeses cananeus que tentaram derrubar os regimes corruptos em que viviam. A sua ação foi alimentada por uma fé libertadora na divindade de Javé. Eles se deslocaram para as colinas da Judéia a fim de formar uma comunidade mais igual. Estes ideais são refletidos nas histórias míticas do Pentateuco, Josué e Juízes. 


Milton Schwantes (26/04/1946 - 01/03/2012), foi teólogo e pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB). Biblista, Schwantes foi uma das principais referências do método de leitura popular da Bíblia na América Latina e autor de diversos livros, alguns traduzidos em espanhol, alemão e inglês. Formado em Teologia pela Escola Superior de Teologia - EST (1970). Fez seu doutorado em Bíblia na Universidade de Heidelberg, na Alemanha. Apesar dos vários títulos de Doutor Honoris Causa concedidos por diversas universidades, enquanto teve forças, continuou assessorando grupos e comunidades. A contribuição de Milton Schwantes à Leitura Popular da Bíblia muito grande. A perspicácia e a simplicidade na interpretação dos textos bíblicos foi outra grande contribuição de Milton a toda a leitura bíblica praticada no Brasil e na América Latina.


Erhard S. Gerstenberger nasceu e viveu seus primeiros anos na região do Ruhr, Alemanha (cidades Duisburg e Rheinhausen). Estudou Teologia e teve como áreas secundárias Belas Artes e Política (entre 1952 e 1957). Viveu nos Estados Unidos nos anos entre 1959 e 1964, onde atuou como estudante e docente. De 1965 à 1975 foi Pastor em Essen-Frohnhausen. Atuou como professor no Brasil entre 1975 e 1981. De 1981 à 1984 foi professor na área de Antigo Testamento na Universidade Justus-Liebig em Giessen. Desde 1985 leciona na Philipps-Universität em Marburg.



                                               Frank Crüsemann (9 de julho de 1938 em Bremen), estudioso alemão do Antigo Testamento, ensinou de 1980 à 2004 no Seminário Teológico Betel.
Crüsemann estudou teologia em Hamburgo, Heidelberg, Erlangen e Mainz nesta última sob orientação de Hans Walter Wolff, onde defendeu a tese doutoral sob o título: “Estudos sobre a história das formas de hino e canção de ação de graças em Israel” 1969.
A principal área de trabalho de Crüsemann, é a história social do antigo Israel, bem como a questão hermenêutica do papel da primeira parte da Bíblia para a fé cristã como um todo. Em contraste com uma visão puramente historicista seu foco está na compreensão científica do texto canônico.



Israel Finkelstein (nascido em 1949) é um israelita arqueólogo e acadêmico. Professor de Arqueologia de Israel na Idade do Bronze e da Idade do Ferro na Universidade de Tel Aviv, é também o co-diretor de escavações em Megiddo, no norte de Israel. Atuou como Diretor do Instituto de Sonia e Marco Nadler de Arqueologia da Universidade de Tel Aviv 1996-2002.
Finkelstein é especialista em Oriente Médio arqueologia da história antiga da Terra de Israel.





Thomas Römer Nascida em 1955. 1974-1981: estudou teologia em Heidelberg, Tübingen e em Paris. 1982: Professora de Hebraico Bíblico na Faculdade de Teologia Protestante de Paris. 1983-1984: Pastor da Igreja Reformada da França. 1984 -1989: Assistente em Antigo Testamento na Faculdade de Teologia Protestante de Genebra autônomo, responsável pelo ensino da Bíblia hebraica. 1988: Doutor em Teologia (Antigo Testamento) 1989-1991: Professor e pesquisador da Faculdade de Teologia da Universidade de Genebra. 1991-1993 - Professor Auxiliar na Faculdade de Teologia da Universidade de Genebra. Desde 1993: Professor de Antigo Testamento na Faculdade de Teologia de Lausanne. Professor Visitante nas Faculdades de Teologia de Montpellier, Neuchatel, Paris, Zurique, Manágua, Cidade do México. 1999 reitor da Faculdade de Teologia da Universidade de Lausanne.


Rainer Kessler (1 Novembro 1944 em Lindschied em Bad Schwalbach) foi de 1993 a 2010 professor de Teologia Protestante no Departamento de Antigo Testamento na Universidade de Marburg. De 1964 a 1969 estudou teologia na Universidade de Mainz, Hamburgo e Heidelberg. Foi ordenado vigário da paróquia em Worms. De 1987 a 1991 atuou como professor Assistente no Seminário Teológico Betel (Bielefeld), para assuntos do Antigo Testamento. Em seguida, ele passou dois anos como pastor da Igreja Evangélica em Hessen e Nassau. Em 1993 foi aceito como professor de Antigo Testamento na Universidade de Marburg. Sua aposentadoria aconteceu em 2010.
As especialidades de Rainer Kessler são: história social do Antigo Testamento, profecia e hermenêutica. 



Jean Louis Ska (Arlon, 1946) é um religioso, biblista e teólogo belga. Estudou filosofia em Namur (Bélgica), teologia em Frankfurt (Alemanha) e exegese bíblica no Pontifício Instituto Bíblico de Roma, onde recebeu seu doutorado em Sagrada Escritura em 1984. Em 1964 entrou na Companhia de Jesus. Ministra cursos sobre o Pentateuco no Instituto Bíblico de Roma desde 1983.






José Luis Sicre, nascido em 1940, na Espanha, licenciou-se em Filosofia e dedicou sua pesquisa científica ao estudo dos profetas. É doutor em Sagrada Escritura e atualmente leciona na Faculdade de Teologia da Universidade de Granada e no Pontifício Instituto Bíblico de Roma. 









Walter Brueggemann (nascido em 11 de março de 1933 em Tilden, teólogo protestante americano do Antigo Testamento. Brueggemann é considerado um dos mais importantes estudiosos do Antigo Testamento das últimas décadas. Brueggemann estudou em Elmhurst Colégio (1955), e Seminário Teológico Éden (1958), fez doutorado no Seminário Teológico União, New York (1961) e Saint Louis University (em 1974). Foi ordenado na Igreja Unida de Cristo. Foi professor de Antigo Testamento (1961-1986) no Seminário Teológico Éden. Brueggemann atualmente reside em Cincinnati, Ohio (2008).



David Rubens



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RUBENS, David. Teólogos do Antigo Testamento. http://biblicoteologico.blogspot.com.br/2015/09/teologos-do-antigo-testamento.html. Acesso em: _____________.



Teólogos do Novo Testamento

domingo, 14 de novembro de 2010

07 - Jürgen Moltmann: breve biografia



Jürgen Moltmann nasceu em 18 de abril de 1926 em Hamburgo. Iniciou seus estudos de teologia numa situação inusitada. Com dezesseis (1943) foi convocado pelo exército alemão onde teve, segundo ele mesmo, “uma carreira breve e sem glória”. Após seis meses na guerra, foi feito prisioneiro no campo de concentração de Northon-Camp, na Inglaterra. Ali se encontravam também alguns professores de teologia que ministravam lições aos seus companheiros; dentre eles, Jürgen Moltmann. Em 1948 retornou para Alemanha onde deu continuidade nos seus estudos na Universidade de Göttingen até 1952. De 1953 a 1958 exerceu atividades pastorais em Bremen. Sendo suas especialidades História dos Dogmas e Teologia Sistemática, iniciou sua docência em 1958 passando pela Escola Kirchliche Hochschule de Wuppertal, pela Universidade de Bonn, Universidade de Tübingen, Due University - EUA (no caráter de professor visitante). “Depois de Karl Barth, Jürgen Moltmann é considerado o mais conhecido e influente teólogo reformado do século XX”.


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RUBENS, David. Jürgen Moltmann: breve biografia. http://biblicoteologico.blogspot.com.br/. Acesso em: _____________.

06 - Jürgen Moltmann: anuncio do evangelho



Eu me imagino subir ao púlpito, numa igreja, para anunciar o evangelho e, se possível, para suscitar a fé. Porém, não há ouvintes das minhas palavras: nos bancos senta um historiador que analisa criticamente os fatos dos quais falo: depois, há um psicólogo que analisa minha psique, assim como a revelo através do meu discurso; e, além disso, há um antropólogo da cultura, que observa o meu estilo pessoal; e ainda um sociólogo, que indaga a classe social a que pertenço, da qual me considera um representante, e assim por diante.

Todos analisam a mim e o meu contexto, mas nenhum escuta o que eu quero dizer.

E, a coisa pior: nenhum me contradiz, nenhum quer discutir comigo sobre aquilo que eu disse.










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RUBENS, David. Jürgen Moltmann: anuncio do evangelho. http://biblicoteologico.blogspot.com.br/. Acesso em: _____________.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

05 - Karl Barth: Vida e Obra


1886 - 1968





Karl Barth nasceu em Basel, na Alemanha, em 10 de maio de 1886. Seu pai, era teólogo Fritz Barth, levou a família para Berna, em 1889, quando assumiu a cátedra universitária como professor de História da Igreja e exegese do Novo Testamento. A posição de Fritz e seus interesses fez com que Karl fosse exposto a investigação teológica desde tenra idade.

Na idade de dezesseis Barth decidiu tornar-se um teólogo, e em 1904 (aos dezoito anos) começou seus estudos na Universidade de Berna, inicialmente, recebeu instruções de seu pai. Até o momento Barth tinha completado os seus estudos em 1909, ele tinha estudado em algumas das melhores instituições da Alemanha, Berlim, Tübingen e Marburgo, além de Berna. Em 1906, enquanto em Berlim, Barth entrou em contato com Adolf von Harnack, cuja defesa da "teologia liberal" teve um enorme impacto sobre o pensamento de Barth sobre a década que se seguiu. Barth tornou-se um aprendiz de pastor em Genebra em 1909 e, em seguida, o pastor da vila suíça Safenwil em 1911. Passou muitos dos seus anos de pregação, de acordo com os ensinamentos de von Harnack. No entanto, ele chegou a rejeitar as tendências liberal, pensava ser inadequadas para os problemas dos membros de sua igreja e para o seu próprio caminho. Barth, vendo a tendência na teologia natural de alcançar a melhor vista da ciência moderna e filosofia e trazer o cristianismo para a reconciliação com elas. Isso fez com que Barth desenvolve-se seu pela Palavra e o exemplo (ação), para ele uma questão de maior importância para o púlpito. Sua Epístola aos Romanos (1919) foi testemunho de sua opinião e mudança.

Durante a década de 1920 Barth ensinou teologia na Universidade de Göttingen e, posteriormente, na Universidade de Münster. Muitos de seus trabalhos não procuraram contestar ensinos de von Harnack, colocando-a, na melhor das hipóteses, como prejudicial para o mais alto fim da teologia, que Barth identificado com a pregação. Barth abordou esses temas em suas palestras Gifford "O conhecimento de Deus e ao serviço de Deus De acordo com o ensino da Reforma" (emitido em Aberdeen, 1937-1938).
A obra mais famosa de Barth foi Dogmática da Igreja, Um trabalho de quatorze volumes que ele continuou a desenvolver ao longo de sua vida e que permaneceu incompleto na sua morte. Em 1930, Barth tinha tomado uma cadeira na Universidade de Bonn. Sua ousadia contra o partido nazista em 1934 fez com que ele fosse forçado a deixar a Alemanha, e retornou a Basiléia (1935), onde ensinou teologia até sua aposentadoria em 1962. Sua obra foi muito influente no mundo inteiro.



Barth foi um dos fundadores da Igreja Confessante, que se opôs ao regime nazista, quando sua recusa de tomar o juramento de lealdade a Adolf Hitler lhe custou a cadeira em Bonn, retornou à Basiléia. Falou na abertura do Conselho Mundial de Igrejas em 1948 e visitou Roma após o Concílio Vaticano II.



Barth se casou em 1913 e teve cinco filhos (quatro filhos e uma filha). Ele morreu em Basileia, em 10 de dezembro de 1968.


Karl Barth foi antes de tudo um pregador, cuja chamada foi para anunciar a boa notícia de Deus em Jesus Cristo. Isto pode parecer uma afirmação insuflado por um que passou por tantas décadas como professor de teologia na Alemanha e na Suíça. E, no entanto, ele pretendia que seu trabalho teológico fosse principalmente para servir a Igreja e sua missão.

Há anos que tenho estado a ler Karl Barth, não como um teólogo acadêmico, mas como um pastor pregando.

Prof. David Rubens


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RUBENS, David. Karl Barth: Vida e Obra (1886-1968). http://biblicoteologico.blogspot.com.br/. Acesso em: _____________.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

04 - Rudolf Bultmann: estudioso meticuloso




Bultmann foi um grande revisor, um leitor voraz, estudioso meticuloso, e ferozmente pensador independente.
Grandes teólogos do século XX cresceram aos pés do exegeta de Marburg.
Eu gosto de Bultmann mais que a maioria dos teólogos contemporâneos, seus livros me acompanham por todos os lugares.

Prof. David Rubens











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RUBENS, David. Rudolf Bultmann. http://biblicoteologico.blogspot.com.br/. Acesso em: _____________.


03 - Apontamentos no Livro do Profeta Isaías


por

David Rubens



No livro de Isaías constam expressões dos mais variados momentos e situações da profecia bíblica. Além de riquíssimo conteúdo, o livro de Isaías desempenha grande influência nos tempos posteriores.

Composição do livro:

Entre os manuscritos de Qumran foi encontrado o livro de Isaías em toda a sua extensão. Foi um acontecimento surpreendente; pois o livro é grande e a maioria dos outros achados era parte de livros ou pequenos fragmentos. Essa descoberta indicou que na época de Jesus o livro de Isaías era conhecido e utilizado na extensão e com o conteúdo que também conhecemos.
O livro de Isaías é expressão da vida e das esperanças do povo, num período bastante extenso, e que foi feito por muitas mãos, de épocas e lugares diferentes.
Os primeiros capítulos falam inúmeras vezes de Judá e de seus reis do século VIII: Acaz, Ezequias. É o tempo de Oséias e Miquéias, um pouco depois de Amós, quando Judá era um Estado independente. Foi nessa época que viveu o profeta Isaías.
Mas em Isaías 14.5-21 o texto nos leva para Babilônia e crítica a arrogância do rei opressor. Esse conteúdo faz pensar na época da deportação para a Babilônia. E isso aconteceu no século VI, quase dois séculos depois do ministério do profeta Isaías. No final do capitulo 44 e no inicio do seguinte lemos o nome do rei da Pérsia, Ciro. Foi esse rei que tornou possível o fim da deportação e a volta para a terra de Judá, em 538. E o fim do livro revela estarmos diante de Jerusalém a ser recuperada e reconstruída.

Divisão do livro:

1 a 39 = Isaías - construído a partir do ministério do profeta histórico do final do século VIII a.C.
Em suas palavras prevalecem uma forte crítica à falta de direito e justiça (1.21-26; 5.8-24; 10.1-4). Seus adversários seriam basicamente a elite governante citadina, na figura de conselheiros, sábios, funcionários da corte. A arrogância destas pessoas e sua participação efetiva no sistema de exploração da base camponesa das aldeias e cidades do interior são motivo das criticas.
O profeta, em sua mensagem, anuncia um castigo divino. Este pode ser tanto um julgamento de purificação (Is 1.21-26) quanto uma invasão do exército assírio (910.5).
O objetivo da atuação é restabelecer um estado de direito e justiça (1.260.

40 a 55 = Dêutero-Isaías - fruto da experiência dos judeus que foram deportados para a Babilônia antes que aparecesse o rei Ciro e a possibilidade de retorno à terra de Judá, século VI a.C.
O material deste bloco fala-se da consolação ao Israel deportado, da compaixão de Yahweh e também se expressam críticas não mais sociais, mas religiosas; o que está em discussão é o afastamento de setores dos deportados pelos “outros deuses”. Yahweh é celebrado como o único, fora do qual não há outro deus (44.6; 45.21).

56 a 66 = Trito-Isaías - seriam mais bem compreendidos à luz do processo de reconstrução de Jerusalém após a volta do exílio, século V a.C.
A moldura literária externa do bloco destaca os temas do retorno da comunidade exilada (56.1-7). No centro do bloco está o capitulo 66 com os temas fortes da libertação.
A mensagem é que nesta fase de reorganização da vida do povo na província persa de Judá, uma vida eticamente regrada deve ser fio condutor nas relações sociais.

Processo semelhante a esse que notamos no livro de Isaías vamos encontrar também em outros livros, de maneira mais evidente em Miquéias e Zacarias. Os livros proféticos, quase na sua totalidade, são fruto de diversos contextos históricos.


Bibliografia:

GUNNEWEG, Antonius H. J. Teologia do Antigo Testamento. São Paulo. Teológica: 2005.
REIMER, Haroldo. Tradição de Isaías, A. Estudos Bíblicos. Petrópolis. Vozes: 2006. n. 89.
VASCONCELLOS, Pedro Lima. História da Palavra, A. São Paulo. Paulinas: 2003. P. 101.



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RUBENS, David. Apontamentos no Livro do Profeta Isaías. http://biblicoteologico.blogspot.com.br/. Acesso em: _____________.

02 - Leitura Para Estudantes de Teologia: Indicação de Livros de Teologia

Introdução à Teologia Evangélica
Karl Barth

Barth fala da tarefa da teologia de forma fervorosa. A linguagem é vigorosa. O conteúdo é a prestação de contas teológica de uma das mentes teológicas mais brilhates do século XX. Barth não propõe uma espiritualidade para a/o estudante de teologia. A própria existência teológica, insiste ele, é espiritual, pois marcada pela admiração, pelo abalo, pelo comprometimento e pela fé, sem os quais não é possível sobreviver aos perigos da solidão, da dúvida, da provação. Além disso, sem oração, estudo, serviço e sem amor, o trabalho teológico não progride. Só assim a teologia torna-se ciência modesta, livre, crítica, grata e alegre. Introdução à Teologia Evangélica representa uma síntese das ideias teológicas básicas de Karl Barth, apresentadas em sua última preleção na cidade de Basiléia, Suíça, no ano de 1962. Barth desenvolve esta sua síntese teológica em 17 preleções ao longo do livro. As preleções abordam o lugar da teologia (focalizavam a palavra, as testemunhas, a comunidade e o Espírito), a existência teológica (caracterizada por admiração, abalo, comprometimento e fé). Os perigos que a teologia enfrenta (com destaque para a solidão, a dúvida, a tentação e a esperança) e o trabalho teológico (envolto de oração, estudo, serviço e amor). O assunto da teologia evangélica é, segundo Barth, Deus - Deus, na história de suas ações ... a teologia será evangélica, portanto não será voltada a um Deus desumano - não será teologia legalista. Isto porque, segundo o autor, o conteúdo da teologia não é outro senão o amor ilimitado e livre de Deus, ou seja, sua graça que clama por gratidão.
10ª Edição Revisada
128 Páginas
15,5x 22,5 cm
Sinodal


Demitologização
Rudolf Bultmann

Autor do histórico ensaio Novo Testamento e Mitologia, sua inquirição séria da relação entre crer e compreender visa à articulação convincente da fé cristã para o ser humano contemporâneo.   Rudolf Bultmann tem escandalizado pela radicalidade de sua crítica, condesada em seu programa da demitologização. Entretanto, a fixação exclusiva nesta dimensão deixa de perceber o brilhante e decidido esforço por fundamentar a fé além da crítica. Perfaz o mérito deste teólogo ter aceito o desafio proveniente da cosmovisão científica de nossos dias e de tê-lo respondido com uma energia afirmação de fé. Explicam-se a partir desse propósito inclusive certos exageros da crítica: Bultmann pretende evidenciar a imunidade da fé diante dos ataques da racionalidade moderna e da dúvida dela decorrente. A crítica, por mais radical que seja, não anula a verdade evangélica. Desta forma, a teologia de Bultmann contribui para uma fé autêntica, dispensada da necessidade de encobrir a incerteza por fanatismo ou ativismo. Rudolf Bultman (1884-1976), notável teólogo alemão, é o autor do histórico ensaio Novo Testamento e mitologia, de 1941, com o qual desencadeou o polêmico programa da demitologização e da interpretação existencialista do Novo Testamento. Mesmo não concordando com métodos e conclusões deste controvertido teólogo, pode-se afirmar que a teologia simplesmente não pode ignorar Bultmann. Sua inquirição séria da relação entre crer e compreender visa a articulação convincente da fé cristã para o ser humano contemporâneo. Quem se preocupa com este tema terá grande proveito na leitura dos estudos publicados neste livro. 
15X22
Pg. 122
Sinodal


História do Pensamento Cristão
Paul Tillich

Estas aulas sobre a história do pensamento aparecem num momento em que a compreensão da história tornou-se tarefa central e problema urgente da atual reflexão teológica.   
Evidenciam a maneira como o próprio Tillich utilizava a história. Para ele o passado carregava em si o presente, e seu estudo era como uma alameda aberta para o futuro. Só se pode viver no presente plenamente, aberto para o futuro, em diálogo com o passado, interpretando seus monumentos e compreendendo seus movimentos. Este livro demonstra o poder da história para um teólogo que jamais mergulhou no passado para escapar do presente. A história torna-se viva para o estudante que se deixa introduzir por Tillich na sua força.   
16X23
Pg. 296
Sinodal


Ética
Dietrich Bonhoeffer

10ª Edição. Esta obra surgiu em meio à 2ª Guerra Mundial. Experimentava-se a decadência de todos os valores éticos. O autor define a busca do novo através de quem, apenas preso a Deus, se sabe chamado para a ação obediente e responsável.   Deu-se tanta ênfase à justificação pela graça, sem as obras da lei, que Bonhoeffer, o famoso teólogo-mártir alemão, executado pelos nazistas em 1945, se sentiu motivado a iniciar este livro dizendo que a graça barata é inimiga mortal de nossa Igreja.   A nossa luta trata-se hoje em torno da graça preciosa, que é o tesouro oculto no campo, por amor do qual o homem sai e vende com alegria tudo quanto tem (...) o chamado de Jesus Cristo, ao ouvir do qual o discípulo larga as suas redes e o segue (...) o dom pelo qual se tem que orar, a porta à qual se tem que bater.   Ouvir e aceitar o chamado de Deus para o discipulado significa, simultaneamente, ser agraciado/a com a oferta de vida nova e ser desafiado/a a vivê-la em todas as profissões e circunstâncias.   Este livro de Dietrich Bonhoeffer foi compilado e editado por Eberrhard Bethge, seu amigo, biógrafo e casado com sua sobrinha. Na primeira edição de Ética, em 1948, Bethge escreve:   As obras de Bonhoeffer não cresceram de acordo com um plano firme e imutável; de capítulo a capítulo; antes, se fundiram aos poucos num todo a partir de muitos estudos específicos. Títulos e disposições sofriam constantes modificações.   Mais adiante, no mesmo prefácio, ele compartilha que Dietrich Bonhoeffer havia escrito em 15 de dezembro de 1943: Às vezes penso que concluí a mais ou menos a minha vida e deveria apenas acabar ainda a minha Ética... O ajustamento desta nova edição a uma apresentação uniforme das obras de Bonhoeffer motiva uma nova publicação da Ética que tenta mostrar as quatro abordagens em sua sequência cronológica. 
15X22
Pg. 248
Sinodal


Cristologia do Novo Testamento
Oscar Cullmann

Neste trabalho exegético, o autor elegeu a história como categoria essencial da teologia Bíblica do Novo Testamento. Cristo está ligado a toda história de revelação e salvação, desde a criação. Este é um traço essencial da Cristologia do Novo Testamento. Este livro é fundamental tanto para Biblistas quanto para dogmatas, ao servir de modelo, contribui também para a discussão sobre o Método Teológico à medida que esclarece a conceituação cristológica neotestamentária e aponta para alguns enganos da cristologias escolásticas, tanto católicas quanto protestantes. É com grande alegria que vejo à disposição do público brasileiro, após 44 anos de existência, o segundo mais importante livro escrito por Oscar Cullmann, um dos mais brilhantes teólogos do séc. XX. Adepto de uma metodologia científica contemporânea que, partindo da Bíblia em direção ao dogma, implica na consciência da historicidade dos conceitos teológicos, Cullmann consegue associar rigor acadêmico à convicção confessional e, desta forma, contribuir para a conciliação da fé com a razão. Fundamental tanto para a discussão sobre método teológico à medida que esclarece a conceituação cristológica neotestamentária e aponta para alguns enganos das cristologias escolásticas, tanto católicas quanto protestantes.
14X21
Pg. 440
Hagnos


Teoria do Método Teológico
Clodovis Boff

Versão didática, dirigida aos estudantes de teologia, não para lhes transmitir conteúdos teológicos, mas para lhes ensinar a arte de fazer teologia. Mais além da ideia de ensino, trata-se propriamente de formação. É introdução à teologia no sentido técnico e religioso. Num tempo em que as religiões são desafiadas, quer por uma aguda e caótica busca do sagrado, quer pelas grandes questões sociais, agora em dimensão global, como a exclusão social, a devastação da natureza e os conflitos étnicos, o discurso teológico emerge como uma exigência cultural.
Mas pode haver teologia credível, quando falta consciência e rigor?
E não é justamente isso que pretende a reflexão sobre o método, como a que propõe este livro?
Sem tal reflexão, pode a teologia e, indiretamente, a fé recuperar sua identidade, posta hoje à prova pelo embate que sofre da parte da problemática religiosa e social. 
Clodovis M. Boff nasceu em Concórdia (SC) em 1944. Ordenou-se presbítero na Ordem dos Servos de Maria (OSM). Doutorou-se pela Universidade Católica de Lovaina (Bélgica). Atualmente é professor na PUC-PR (Curitiba) e no Studium Theological de Curitiba e na Pontifícia Faculdade Marianum de Roma. É membro do Iser - Assessoria do Rio de Janeiro, ONG que acompanha trabalhos de base. É membro da Comunidade formadora da Ordem em Curitiba e é vigário paroquial na Capela Maria Mãe da Igreja (Bairro Alto-Curitiba).
14X21
Pg. 232
Vozes


Ética da Esperança
Jürgen Moltmann

A presente obra é esperada há muito tempo. Nela Jürgen Moltmann mostra, na perspectiva da teologia da esperança, como se entrelaçam os pontos de vista éticos, os juízos éticos e o agir concreto. Após um capítulo fundamental sobre a relação entre escatologia e ética, seguem-se três passos: Moltmann indaga por uma ética da vida que se diferencia de uma ética da morte, por uma ética da terra em face dos desafios ecológicos da atualidade e, finalmente, por uma ética da justiça em face das crescentes disparidades sociais e globais na convivência social.
16X23
Pg. 313
Vozes




Tradução: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. parte do artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.