segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

559 - Ratzinger esvaziou a igreja progressista.

 

No Brasil, cardeal silenciou Evaristo Arns, Hélder Câmara e Pedro Casaldáliga

 Frederico Vasconcelos

 

1º.jan.2023 às 13h01

Atualizado: 1º.jan.2023 às 13h34

FSP

 SÃO PAULO

 

O então cardeal Joseph Ratzinger, o Papa Emérito Bento 16 que morreu neste sábado (31), teve papel influente na desarticulação da igreja progressista no Brasil durante o pontificado de Karol Józef Wojtyła, o Papa João Paulo 2º.

O esvaziamento se deu por meio da divisão de arquidioceses e censura.

Foi imposto o “silêncio obsequioso”, a proibição de falar em público e de publicar suas ideias.

Era o “sofrimento silencioso”, no dizer do padre historiador José Oscar Beozzo.

A arquidiocese de São Paulo foi fatiada, para esvaziar a liderança de dom Paulo Evaristo Arns.

Na divisão da arquidiocese de São Paulo, dom Paulo não foi consultado sobre os novos subordinados. Bispos escreveram ao Papa, dizendo-se "estarrecidos", considerando a decisão "desaforada, desrespeitosa e humilhante", "preconcebida, injusta e prematura".

O trabalho de dom Hélder Câmara foi desmantelado. Foram fechados o Instituto Teológico do Recife (Iter) e o Seminário Regional do Nordeste. A Comissão de Justiça e Paz foi dissolvida.

Dom Pedro Casaldáliga, bispo de São Félix do Araguaia (MT), também foi punido com o "silêncio obsequioso", entre outros motivos, por haver celebrado missas "à causa negra e à causa indígena".

"Penas canônicas", destinadas a silenciar figuras expressivas da Teologia da Libertação, foram aplicadas aos irmãos Leonardo Boff e Clodovis Boff.

Muitos ex-padres foram proibidos de dar aula de teologia. Os bispos que não se submetiam à linha dura do Vaticano foram substituídos por outros, contrários ao espírito da Conferência de Medellín (1968) -em que bispos latino-americanos declararam a "opção preferencial pelos pobres".

 

LINHA DURA NA CÚRIA

Em abril de 2005, conversei, por telefone, com dom Paulo Evaristo Arns e dom Pedro Casaldáliga e com ex-assessores de dom Hélder [que entrevistei no final dos anos 1960].

Pedi a dom Paulo para comentar como "enfrentou a linha dura do regime militar e a linha dura da Cúria Romana".

Ele respondeu:

"Entre os militares, a linha dura era, de fato, uma linha dura no sentido total, enquanto entre os cardeais a linha dura nunca é no sentido total, porque eles ouvem muito a parte dos fiéis que reclamam quando há uma linha dura demais."

Dom Hélder sofreu em silêncio, revelou o beneditino Marcelo Barros, seu secretário para assuntos de ecumenismo entre 1967 e 1976.

"Ele já estava em idade avançada e sua reação foi adoecer", disse Barros. "As veias de suas pernas estouraram", afirmou.

"Por formação, quando se tratava de questões da igreja, ele não protestava. Ele tinha consciência de que, se reagisse contra as ordens de Roma, iriam sofrer as pessoas ainda ligadas a ele".

O espanhol Casaldáliga sofria do mal de Parkinson, doença que afligiu João Paulo 2º. Hipertenso, tinha sobrevivido a várias operações e a 18 ataques de malária.

Disse que era um "cavalo velho, um pouco cansado"... Mas mantinha o bom humor e a crítica vigorosa.

"No pontificado de João Paulo 2º, a Cúria foi dura. Às vezes, com todo o respeito, acho que foi até injusta com os teólogos da libertação", disse.

Ele contou que, na década de 1980, fez uma visita a João Paulo 2º, no Vaticano, depois de ter escrito ao papa uma carta longa.

"Ele teve um gesto. Num momento determinado, ele abriu os braços, como quem quer mostrar o desarme, e falou, em português: "'É para que veja que não sou nenhuma fera'".

Guardei duas lembranças da conversa com dom Paulo.

1. Ele sempre pedia a opinião do jornalista antes de responder às perguntas, concordando ou não com o interlocutor.

2. Ratzinger era forte nome para suceder a João Paulo 2º. Perguntei sobre a hipótese de eleição de um papa latino-americano. Dom Paulo respondeu:

"[A hipótese] é muito pequena, porque nós estamos à margem do mundo, por enquanto. A história do mundo se desenvolve na Europa, na Ásia e na América do Norte. É difícil, então, sair um papa daqui."

E completou: "Pode ser que aconteça, porque o Espírito Santo nunca perguntou para nós... Ele age como quer".

Dom Paulo, quem sabe, anteviu a eleição do Papa Francisco.





558 - Morre Joseph Ratzinger (1927), Papa Emérito Bento XVI.

 Morreu sábado, dia 31 de Dezembro de 2022.

Joseph Aloisius Ratzinger (1927), Papa Emérito Bento XVI, foi papa e bispo de Roma de 19 de abril de 2005 a 28 de fevereiro de 2013, quando oficializou sua abdicação.
Em 1943, com dezesseis anos, foi incorporado, pelo alistamento obrigatório, no Exército Alemão, numa divisão da Wehrmacht encarregada da bateria de defesa antiaérea da fábrica da BMW nos arredores de Munique. Foi dispensado em 1944, dias depois foi enviado a um campo de trabalho em Burgenland, na fronteira da Áustria com a Hungria e a Checoslováquia para realizar trabalhos forçados, daí sendo enviado ao quartel de infantaria em Traustein, de onde desertou pouco tempo depois.
Com a rendição alemã em 8 de maio de 1945, Ratzinger ficou preso no campo de concentração de prisioneiros das forças aliadas em Bad Aibling, com mais de quarenta mil prisioneiros. Foi libertado em 19 de junho, aos dezoito anos.
Com o irmão, Georg Ratzinger, Joseph entrou para um seminário católico. Em 1951, foram ambos ordenados sacerdotes.
A partir de 1952 iniciou a sua atividade de professor na Escola Superior de Filosofia e Teologia de Frisinga lecionando teologia dogmática e fundamental. Em 1953, obteve o doutoramento em teologia com a tese “Povo e Casa de Deus na doutrina da Igreja de Santo Agostinho”. Sob a orientação do professor de teologia fundamental Gottlieb Söhngen, obteve a habilitação para a docência apresentando para isto dissertação com título de “A teologia da história em São Boaventura”.
Lecionou em Bonn (1959 - 1963); em Münster (1963 - 1966) e em Tubinga (1966 - 1969) onde foi colega de Hans Küng e confirmou uma certa visão tradicionalista como oposição às tendências marxistas dos movimentos estudantis dos anos 1960. A partir de 1969, passou a ser catedrático de dogmática e história do dogma na Universidade de Ratisbona, onde chegou a ser Vice-Reitor.
No Segundo Concílio do Vaticano (1962 – 1965), Ratzinger assistiu como  especialista em teologia do Cardeal Joseph Frings de Colónia.
Fundou em 1972, junto com os teólogos Hans Urs von Balthasar (1905-1988) e Henri De Lubac (1896-1992), a revista Communio, para dar uma resposta positiva à crise teológica e cultural que despontou após o Segundo Concílio do Vaticano.



Jesus de Nazaré - A Infância

Não temais! Eis que eu vos anuncio uma grande alegria, que será para todo o povo: Nasceu-vos hoje um salvador, que é Cristo Senhor, na cidade de Davi. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um recém-nascido envolto em faixas deitado numa manjedoura. — LUCAS 2, 10-12 Finalmente posso entregar nas mãos do leitor o pequeno livro, há muito prometido, sobre as narrativas da infância de Jesus. Não se trata de um terceiro volume, mas de uma espécie de pequena “antecâmara” dos dois volumes anteriores sobre a figura e a mensagem de Jesus de Nazaré. Nele procurei interpretar, em diálogo com exegetas do passado e do presente, aquilo que Mateus e Lucas narram sobre a infância de Jesus, no início dos seus Evangelhos. É minha convicção que uma interpretação correta requer dois passos. Por um lado, é preciso interrogar-se sobre o que pretendiam dizer com os seus textos os respectivos autores, na sua época histórica: é a componente histórica da exegese. […] A segunda pergunta que o exegeta autêntico deve fazer-se é: o que foi dito é verdade? Tem a ver comigo? Se for assim, de que modo me diz respeito? No caso de um texto como o da Bíblia, cujo autor último e mais profundo– segundo a nossa fé – é o próprio Deus, a questão da relação do passado com o presente faz parte, inevitavelmente, da própria interpretação. […] Preocupei-me em dialogar, nesse sentido, com os textos. Entretanto, estou bem ciente de que esse diálogo, na ligação entre passado, presente e futuro, não poderá jamais dar-se por completo e de que toda interpretação fica aquém da grandeza do texto bíblico. Espero que este pequeno livro, apesar dos seus limites, possa ajudar muitas pessoas no seu caminho para Jesus e com Jesus. — Bento XVI
 Resenha da editora



Jesus de Nazaré - do Batismo No Jordão À Transfiguração 

Quis tentar representar o Jesus dos Evangelhos como o Jesus real, como o ‘Jesus heróico’ no sentido autêntico. Estou convencido, e espero que o leitor possa ver, que esta figura é mais lógica e historicamente considerada mais compreensível do que as reconstruções com as quais fomos confrontados nas últimas décadas. Penso que precisamente este Jesus o dos Evangelhos é uma figura racional e manifestamente histórica. Só quando se deu algo de extraordinário, quando a figura e as palavras de Jesus radicalmente ultrapassaram a média de todas as esperanças e expectativas, é que se esclarece a sua crucificação e também a sua ação. Cerca de vinte anos depois da morte de Jesus, já encontramos no grande hino cristológico da Carta aos Filipenses (Fl 2,6-11) uma cristologia plenamente desenvolvida, na qual se proclama que Jesus era igual a Deus, mas que se desfez de si mesmo, se fez homem, se humilhou até a morte na cruz, e que agora Lhe é devida a veneração cósmica, a adoração que Deus anunciou no profeta Isaías (Is 45,23) como devida apenas a Ele. A pesquisa crítica faz a si mesma, com razão, esta pergunta: o que é que aconteceu nestes vinte anos desde a crucificação de Jesus? A ação de representações de comunidades anônimas, cujos portadores procura descobrir-se, não esclarece nada na realidade. Como é que grandezas coletivas desconhecidas podiam ser criativas? Convencer e, assim, se impor? Não é então, mesmo historicamente, muito mais lógico que o grandioso se encontre no princípio e que a figura de Jesus na realidade acabe com todas as categorias disponíveis e que apenas a partir do mistério de Deus se deixe entender?
 Resenha da editora



Jesus de Nazaré - da Entrada Em Jerusalém Até A Ressureição

No gesto das mãos abençoadoras exprime? Se a relação duradoura de Jesus com os seus discípulos, com o mundo. Enquanto parte, Ele vem levantar-nos acima de nós mesmos e abrir o mundo a Deus. Por isso os discípulos puderam transbordar de alegria quando voltaram de Betânia para casa. Na fé, sabemos que Jesus, abençoando, tem as suas mãos estendidas sobre nós. Tal é a razão permanente da alegria cristã.
 Resenha da editora

segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

557 - Simpósio ASTE 2020. Educação Teológica: Desafios atuais e o futuro. David Rubens de Souza.


Simpósio ASTE 2020. Como vai (e para onde) a educação teológica no Brasil? Reflexão sobre a situação atual e o futuro.

Mesa: Educação Teológica: Desafios atuais e o futuro. 15/12/2022. Prof. David Rubens de Souza.

terça-feira, 13 de dezembro de 2022

556 - Box: Comentário à Carta de Paulo aos Romanos, Vol 01 e 02. James D. G. Dunn.


 

A magnitude e a robustez da obra Comentário à carta de Paulo aos Romanos, de autoria de James Dunn, são de tirar o fôlego de qualquer um, seja pela grandeza física seja pela amplitude e riqueza de seus temas, criteriosa e seriamente abordados. Trata-se de uma obra referencial para pesquisadores, professores e estudantes de teologia em geral, porém, muito mais para os teólogos bíblicos e, sobretudo, para os paulinos. A edição em português segue o esquema da obra original em inglês, com sua divisão em dois volumes (I: Romanos 1–8; II: Romanos 9–16). Dunn consagrou-se como renomado teólogo biblista do Novo Testamento; autor de muitas obras, inclusive com várias traduzidas e publicadas no Brasil. Mas, é neste grande Comentário que se encontra a summa cogitatio auctoris acerca da carta de Paulo aos Romanos, chamada por muitos de a Summa Theologia de Paulo, o “Apóstolo dos gentios” (Rm 11,13). Sua envergadura, abrangência e seriedade são tão grandes que ela será sempre lembrada e citada, ou seja, sempre terá alguma coisa a dizer e a colaborar em estudos posteriores. Não será possível fazer novos comentários à carta aos Romanos e ignorar este comentário. Pelo contrário, permanecerá sendo sempre um referencial para futuras pesquisas e análises da carta, pois seus insights são gigantescos e lungimirantes. Prof. Dr. Waldecir Gonzaga Diretor e professor de Teologia Bíblica do Departamento de Teologia da PUC-Rio.

 

Páginas. 1661

Editora: Academia Cristã; Paulus

Lançamento. 2022


segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

555 - Morreu E. P. Sanders, 21 de novembro de 2022, aos 85 anos.


 

Ed Parish Sanders (18 de abril de 1937 - 21 de novembro de 2022) foi um estudioso do Novo Testamento americano e um dos principais proponentes da “Nova Perspectiva de Paulo”. Ele foi um grande estudioso sobre o Jesus histórico e contribuiu para a visão de que Jesus fazia parte de um movimento de renovação dentro do judaísmo. Sanders identificou-se como um “protestante liberal, moderno e secularizado” em seu livro Jesus e o Judaísmo; o colega estudioso John P. Meier o chamou de protestante pós-liberal . Foi professor de artes e ciências da religião na Duke University , Carolina do Norte de 1990 até sua aposentadoria em 2005.

Sanders foi membro da Academia Britânica. Em 1966, ele recebeu o título de Doutor em Teologia pelo Union Theological Seminary na cidade de Nova York. Em 1990, ele recebeu o título de Doutor em Letras pela Universidade de Oxford e o título de Doutor em Teologia pela Universidade de Helsinque. Ele é autor, co-autor ou editor de 13 livros e numerosos artigos.

Sanders era conhecido por sua erudição do Novo Testamento. Seu campo de interesse especial foi o judaísmo e o cristianismo no mundo greco-romano. Foi um dos principais estudiosos da pesquisa histórica contemporânea sobre Jesus, a chamada “Terceira Busca”, que coloca Jesus no contexto do judaísmo. Nos estudos contemporâneos, Jesus é visto como o fundador de um “movimento de renovação dentro do judaísmo”, para usar a frase de Sanders. Ele defendeu a ideia de que Jesus foi um profeta apocalíptico.

Sanders argumentou que Jesus começou como um seguidor de João Batista e foi um profeta da restauração de Israel. Sanders viu Jesus criando um movimento escatológico judaico por meio de sua nomeação dos apóstolos e por meio de sua pregação e ações. Após sua execução (cujo gatilho foi Jesus derrubando as mesas no pátio do Templo de Herodes, antagonizando assim as autoridades políticas) seus seguidores continuaram o movimento, esperando seu retorno para restaurar Israel. Uma consequência desse retorno envolveria gentios adorando o Deus de Israel. Sanders não conseguiu encontrar pontos substanciais de oposição entre Jesus e os fariseus, e ele via Jesus como cumprindo a lei judaica e os discípulos como continuando a mantê-la (cf. por exemplo, Atos 3:1; 21:23–26, para sua adoração no Templo). Sanders também argumentou que as palavras de Jesus não determinavam inteiramente o comportamento e as atitudes dos primeiros cristãos , como é mostrado pela discussão de Paulo sobre o divórcio (1 Cor. 7:10–16), onde o último cita as palavras de Jesus e então dá sua própria decisão independente. Em uma entrevista, Sanders afirmou que Paul sentia que “ele era o modelo para suas igrejas”.

Em geral, Sanders enfatizou a importância do contexto histórico para uma compreensão adequada da religião do primeiro século. Ele tentou abordar o judaísmo em seus próprios termos, não no contexto dos debates protestantes-católicos do século XVI, a fim de redefinir as visões sobre o judaísmo, Paulo e o cristianismo como um todo. Como disse Sanders, ele leu Paulo em seu contexto, que é “a Palestina no primeiro século e especialmente o judaísmo do primeiro século”.  Nesse espírito, um dos artigos de Sanders é intitulado “Jesus no Contexto Histórico”. 

Sanders morreu em 21 de novembro de 2022, aos 85 anos.


554 - Dicionário de Temas Teológicos da Bíblia. Giacomo Perego


O Dicionário de temas teológicos da Bíblia se distingue por algumas características que merecem ser evidenciadas. O dado mais notório é que se dá uma específica atenção aos temas teológicos. Devido à complexidade do conceito de teologia bíblica, preferiu-se privilegiar uma série de temáticas presentes na Sagrada Escritura e típicas do seu conteúdo. Em chave teológica, concede-se espaço aos temas e às grandes seções da Escritura, como, por exemplo, a teologia do deuteronomista, dos livros proféticos etc. Os próprios livros bíblicos são apresentados singularmente segundo essa perspectiva. Destaca-se particularmente pelo perfil internacional de seus colaboradores. De fato, além de muitos italianos, envolveram-se também autores alemães, ingleses, franceses, portugueses, espanhóis e brasileiros. Assim, fica também documentado o alcance eclesial e ecumênico do empreendimento que honra a dimensão da própria Escritura enquanto patrimônio de uma comunidade formada “por todas as nações, tribos, povos e línguas” (Ap 7,9). 244 verbetes e mais de 140 autores fazem desta publicação um conjunto de grande relevo para o incremento da ciência bíblica no Brasil.

 

Sobre o Autor

Giacomo Perego, padre da Pia Sociedade de São Paulo, foi professor de Novo Testamento no Instituto de Vida Consagrada (Claretianum) da Pontifícia Universidade Lateranense de Roma e no Centro Interdisciplinar sobre a Comunicação Social da Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Obteve o doutorado em Ciências Bíblicas no ano 2000 na École Biblique et Archéologique Française de Jerusalém, com uma tese sobre o episódio de Marcos 14,51-52.

 

Características

17.00cm x 24.00cm x 5.00cm

Edição: 1

Data de Publicação: 27/01/2023

ISBN: 9786555042092

Páginas: 1688


terça-feira, 23 de agosto de 2022

553 - Uma História de Israel: Leitura Crítica da Bíblia e Arqueologia. Shigeyuki Nakanose / Luiz José Dietrich / José Ademar Kaefer / Maria Antonia Marques / Antonio Carlos Frizzo.

 

A história de Israel apresentada neste livro é fruto da união do rigor da pesquisa acadêmica e do estudo das línguas bíblicas, com pesquisas e viagens de estudos arqueológicos. É um trabalho coletivo que procura elaborar uma história de Israel com os mais recentes achados e descobertas tanto dos estudos críticos da Bíblia como das novas interpretações vindas da arqueologia, mas quer também ser fiel aos ensinamentos dos nossos mestres da leitura popular da Bíblia, e por isso foi feito na perspectiva e no diálogo com os trabalhos de leitura comunitária da Bíblia nos movimentos populares e sociais, dentro de um projeto de transformação da sociedade, em busca de novos mundos possíveis.

 

Catálogo: Bíblico.

Assunto: História de Israel.

Coleção: Nova Coleção Bíblica.

P. 360. 

Editora Paulus

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

552 - Às origens da Torá - Novas descobertas arqueológicas, novas perspectivas. Thomas Römer, Israel Finkelstein.


 


Lançamento 2022.

 

Esta obra demonstra como é possível chegar a hipóteses mais sólidas mediante a reunião de observações arqueológicas e exegéticas. A aproximação da arqueologia e as ciências bíblicas trazem esclarecimentos mútuos sobre mitos que, por vezes, baseiam-se em contextos históricos quase “vestígios de memórias”. Este volume é uma contribuição valiosa para as disciplinas bíblicas e arqueológicas, e para o interesse dos biblistas pelo trabalho arqueológico, bem como dos arqueólogos pela exegese dita histórico-crítica. Vale recordar que tanto os biblistas quanto os arqueólogos se interessam pela diacronia, pelos estratos (de um sítio arqueológico ou de um texto), e por uma melhor compreensão de um passado, sem a qual é impossível compreender o presente.

 

Sumário

Sistema de transcrição do hebraico, 8

Introdução, 9

 1 A história do Antigo Israel entre arqueologia e texto bíblico – O estado da arte, 15

Breve histórico da pesquisa, 16

Como “ver a partir do centro”?, 20

Tudo é questão de datação, 22

A dicotomia Israel-Judá, 25

A ausência de provas de uma compilação de textos complexos antes do início do século VIII, 27

As tradições antigas na Bíblia – Antigas até que ponto?, 28

Memórias acumuladas, 34

Como as antigas tradições do reino do Norte foram preservadas e transmitidas para Judá?, 36

Teologia versus história, 38

Resumo: os pontos de referência no desenvolvimento da história bíblica, 40

 2 Como datar os textos do Pentateuco? – Alguns estudos de caso, 44

De que fatos dispomos?, 44

Breve recapitulação da história da pesquisa, 46

Por que temos necessidade de datar o Pentateuco?, 50

A prova linguística?, 52

A datação “alegórica”, 54

Argumentos ex silencio, 55

Terminus a quo e terminus ad quem, 57

A datação através de comparações externas, 59

A datação relativa por comparação interna, 63

Conclusão, 64

 3 Observações sobre os contextos históricos da história de Abraão – Entre arqueologia e exegese, 66

O ciclo de Jacó, o mais antigo relato patriarcal no Livro de Gênesis, 71

O núcleo primitivo das tradições sobre Abraão no Sul, 74

A fusão das tradições do Norte e do Sul, 86

Abraão nos períodos exílico e pós-exílico, 89

Adições e revisões do Período Helenístico, 93

Resumo, 95

 4 Observações sobre os contextos históricos da história de Jacó em Gênesis, 96

Norte e Sul, 99

As camadas antigas do relato sobre Jacó, 102

O relato sobre Esaú, 116

A união dos relatos sobre Jacó e Abraão, 118

O relato sacerdotal sobre Jacó, 121

As adições pós-sacerdotais ao relato sobre Jacó, 123

Síntese, 124

 5 O relato sobre a caminhada pelo deserto, seus itinerários e a evolução da tradição sobre o êxodo, 126

Os itinerários, 130

Os lugares, 132

Cades Barne, 132

Asiongaber, 134

Finon, 136

Edom, 137

Ein Ha?eva, 138

Kuntillet Ajrud, 140

O que os autores bíblicos sabiam a respeito do deserto do Sul?, 142

As raízes da tradição sobre o êxodo e sobre a caminhada no deserto, 150

Síntese, 154

 6 A revelação do nome divino a Moisés e a construção de uma memória sobre as origens do encontro entre YHWH e Israel, 157

O êxodo, YHWH e Moisés, 157

Ex 3–4 e 6 e suas funções no relato sacerdotal e não sacerdotal sobre o êxodo: divergências e convergências, 162

Ex 3: Moisés o profeta e YHWH o Deus desconhecido, 164

Ex 6,2-8: o nome desconhecido de YHWH e a teoria da revelação divina, 171

Ex 3 e Ex 6: breve comparação, 174

Algumas especulações históricas sobre as origens de YHWH e sobre sua adoção por “Israel”, 174

Breve síntese, 178

Textos originais.

 

Editora Vozes

Pg. 184.



Tradução: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. parte do artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.