sábado, 12 de novembro de 2016
360 - O Livro de Eclesiastes. Aula de Teologia, Livros Poéticos. David Rubens
terça-feira, 8 de novembro de 2016
358 - Livro, Jesus Histórico: O Caminho do Amor e do Cuidado. David Rubens de Souza
Como Jesus foi visto ao
longo da história? Em cada período Jesus foi interpretado de forma muito
particular. Diante disso surgem algumas questões: seria possível reconstruir o
verdadeiro Jesus histórico? O que os evangelhos ensinam sobre o Homem de Nazaré?
Qual foi sua mensagem? Como foi seu ministério? Com quem ele andava? Será que
os evangelhos apresentam respostas para esses dilemas?
O movimento criado por
Jesus há cerca de dois mil anos atrás continua até hoje, mas seria possível
reconhecer a mensagem e a prática de Jesus no movimento que leva o seu nome?
Qual a relação da igreja atual com o caminho de Jesus relatado nos evangelhos?
É preciso saber quem foi
Jesus para entender qual é a missão dos cristãos hoje.
Apresentação: Brochura
Formato: 12 x 18cms
ISBN: 978-85-5507-379-3
Páginas: 110
Edição: 1ª
Ano Publicação: 2016
Editora: Prismas
Jesus Histórico: O caminho do amor e do
cuidado
David Rubens de Souza
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sábado, 5 de novembro de 2016
357 - Estudos no Livro de Eclesiastes.
Eclesiastes na Contramão
da Sabedoria Tradicional
Introdução
Coélet representa o lado
cético da sabedoria israelita. Ele não rejeita o movimento da sabedoria, mas desafia
algumas de suas mais estimadas crenças. Ele acredita em Deus e no temor de Deus
(3.14; 5.6) e em um código ético e no julgamento divino do comportamento humano
(11.9); e, tal qual seus contemporâneos, não aborda a questão da vida após a
morte (9.10).
Ele compartilha com os
sábios algumas crenças: Deus concede tudo no tempo oportuno (3.1-11); Deus
concede a habilidade de desfrutar (2.25-26, etc.); o que Deus decretou não se
pode mudar (1.13; 3.14-15; 6.10; 7.13; 11.3); a insensatez de muitas palavras 4.17-5,6;
6.11; 10.12-15); e, se eles não são sua criação, ele endossa um número de
provérbios tradicionais (1,18; 4,5-6,9-12; 5,7-11; 6,9; 7,7-12; 9,17-10,1;
10,8-11,4; 11,7).
Experiências
de “Tenda”
A luta de Coélet é com
qualquer teologia que ignore a experiência de vida, “tenda”, desse modo, a se tornar
irreal. Assim ele ataca as declarações simplistas da tradicional teologia da
retribuição (3.16-18; 7.15; 8.12-14; 9.1-3) porque a mesma não se ajusta à
experiência; Deus julga, mas como isto funciona é um mistério.
Ele ataca declarações verbais
sem fundamentos sólidos sobre as vantagens da sabedoria, porque a experiência mostra
que a mesma sorte vem sobre o sábio tanto quanto sobre o tolo (2.13-16; 9.1-3.11),
porque o sábio não pode predizer o futuro (3.22; 6.12; 8.7; 9.1-11,6)
especialmente a época de infortúnio (9.12), e porque a sabedoria é vulnerável a
uma pequena dose de insensatez (9.13-10). Tampouco ele é otimista sobre o
sucesso da busca humana pela sabedoria (1.13-18; 3.11; 7.13; 8.17; 11.5). Ele rejeita
os conselhos que recomendam focar-se na morte e na adversidade (7.1-14), evitar
extremos éticos (7.15-24), e conselho que recomenda obediência simplista à
autoridade (8.1-14), porque a experiência indica que estas não são posturas
louváveis.
Coélet rejeita a ênfase
da tradição da sabedoria na diligência, se isto significar total absorção no
trabalho, visto que, tal trabalho febril rouba a alegria das pessoas (2.22-23; 4.7-8;
5.11,16), porque as perspectivas do êxito do trabalho são duvidosas (3.1-11),
porque o destino da riqueza acumulada é incerto (2.18-21; 4.7-8; 5.12-16), e
porque a labuta não traz nem o lucro, nem o progresso, nem a novidade, nem
tampouco a lembrança (1.3-11). Coélet não acredita na preguiça, mas acredita
que uma mão repleta de trabalho árduo e uma outra cheia de descanso são melhores
do que duas mãos tomadas de labuta (4.5-6).
Natureza
Transitória da Vida
Tremendamente
impressionado pela natureza transitória (vaidade) de todas as coisas, ele
acredita que o pleno regozijo é, na vida, o item a ser focado, e não uma desenfreada
perseguição pelo luxo, porque não vale a pena o trabalho envolvido nisso (2.1-11),
mas uma aceitação das alegrias normais que Deus considera apropriadas para nos
dar (afirmado sete vezes no livro, 2.24; 3.12, 22; 5.17; 8.15; 9.7-9; 11.9-10).
Aprecie o dia bom e aceite o dia mau como Deus dando variedade, de modo que não
se pode encontrar culpa nele (7.14). Aprecie o que está à mão e não anseie pelo
que é inalcançável (6.9). Participe da vida com vivacidade (9.10); providencie para
o futuro (11.1); mantenha várias opções em face da incerteza (11.2); não seja demasiadamente
cauteloso (11.4); e aproveite enquanto puder, porque a idade avançada e a morte
estão chegando (11.7-12.8).
O
Trabalho Árduo é Arriscado (3,1-4,6)
Coélet afirma que tudo
tem um tempo estabelecido (1-8). Ele imediatamente aplica o poema ao contínuo
tópico da labuta (v. 9). Não há nenhum lucro na labuta porque Deus reservou um
momento para todas as coisas, mas não equipou seres humanos com a habilidade de
determinar os tempos apropriados para sincronizar com eles. A labuta é então
arriscada, porque pode não resultar em nada (vv. 10-11). Ele conclui mais uma vez
em favor da felicidade, recordando uma vez mais que esta é um presente (12-13)
e que o que é, é, e que não há nada que se possa fazer para mudá-lo (14-15).
Conclusão
Ideias de temor, de mandamentos
e de julgamento não é o foco de Coélet, ele discute o problema concreto de como
especificamente deve-se conduzir a vida.
Bibliografia
CAMPOS,
Haroldo. Qohélet – o que sabe:
Eclesiastes. São Paulo: Perspectiva, 1991.
RAD,
Gerhard von. Teologia do Antigo
Testamento. 2. ed. São Paulo: Aste; Targumim, 2006.
SHREINER,
Josef. Palavra e Mensagem do Antigo
Testamento. São Paulo: Teológica, 2004.
VERAZ,
Lilia Ladeira. Um primeiro contato com o
livro do Eclesiastes ou livro Coélet. RIBLA 52. Petrópolis, RJ: Vozes,
2005. p. 119.
VV.
AA. Os Salmos e os Outros Escritos.
São Paulo: Paulus, 1996.
WESTERMANN,
Claus. Fundamentos da Teologia do Antigo
Testamento. São Paulo: Editora Academia Cristã, 2005.
WOLFF,
Hans Walter. Bíblia Antigo Testamento.
São Paulo: Teológica, 2003.
David Rubens de Souza
https://biblicoteologico.blogspot.com.br/
Novembro 2016
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
sábado, 24 de setembro de 2016
354 - As Visitas de Jürgen Moltmann ao Brasil: 1977; 2008; 2011; 2016.
Por David Rubens de Souza
O teólogo alemão
reformado Jürgen Moltmann é um dos pensadores europeus de maior destaque no
século XX, é também o que tem mais contato com o Brasil. Suas quatro visitas ao
país (1977, 2008, 2011, 2016) possibilitaram uma ampla discussão nos meios
acadêmicos acerca de sua obra que tem, desde então, desfrutado de amplo
trânsito dentro dos mais diversos segmentos da tradição cristã.
Primeira
Visita: 1977
Segunda
visita: 2008
A Universidade Metodista
de São Paulo acolheu o teólogo alemão Jürgen Moltmann do dia 29 a 31 de outubro
de 2008.
Como parte do evento a
Universidade Metodista de São Paulo ofereceu a Jürgen Moltmann o título de Dr.
Honoris Causa como reconhecimento pelo conjunto de sua obra teológica e atuação
no campo da educação.
Dia 30 – quinta-feira às 19h30
Concessão do título de Doutor Honoris Causa a Jürgen Moltmann -
Edifício Beta. Salão Nobre
Dia 31 de outubro -
sexta-feira - Edifício Beta. Salão Nobre.
8h Conferência: “O seu
Nome é Justiça: a justiça de Deus para as vítimas e para os agressores”. Jürgen
Moltmann
A contribuição de Jürgen Moltmann
A contribuição
inestimável do Dr. Moltmann para a reflexão teológica, tanto quanto para a presença
e ação pública das Igrejas na sociedade contemporânea, transcende as fronteiras
da Europa e é universalmente reconhecida. Suas obras, traduzidas para diversas
línguas, estão entre as mais influentes e o projetam entre os mais importantes
teólogos dos séculos XX e XXI. A seriedade de sua interpretação da mensagem
cristã, a sua profundidade filosófica, a sua permanente abertura para as
angustiantes questões contemporâneas, a sua aguçada sensibilidade social e
política, o seu compromisso com as causas dos Direitos Humanos, da justiça e da
paz, da ecologia e do ecumenismo, entre outras, aliada à sua fecunda produção
intelectual justificam, sem dúvida, a outorga do título de Doutor Honoris
Causa.
Vale lembrar que, no ano
de 1977, o Dr. Jürgen Moltmann, já mundialmente célebre em vista da publicação
de sua Teologia da Esperança, esteve, a convite da Fateo, com o apoio da ASTE
(Associação de Seminários Teológicos Evangélicos), no Brasil quando proferiu
diversas conferências em distintas regiões do país, publicadas posteriormente
sob o título Paixão pela Vida (São Paulo: ASTE, 1978). Nessa oportunidade,
houve um diálogo tenso, porém fecundo, com a teologia da libertação
latino-americana.
Terceira
Visita: 2011
Tema
O tema central foi o
papel do ser humano como parte da criação e diante do seu sofrimento. Na sua
primeira palestra, Jürgen Moltmann descreveu sua compreensão de uma “teologia
ecológica” capaz de acompanhar o novo paradigma da sustentabilidade. Para isso,
propôs uma leitura sustentável de Gênesis 1 (a criação do ser humano como
último mostra a sua dependência de tudo que foi criado antes), problematizou o
pensamento linear da modernidade e explicitou a sua compreensão de uma ética da
criação (reconsiderando a ética do sábado como sétimo dia da criação).
Leonardo Boff apontou dez
temas relacionados com o assunto, entre eles: o paradigma da interdependência,
a importância da biodiversidade e diversidade cultural, a necessidade de uma
ciência mais consciente e universidades promovendo uma aliança de saberes, a
busca do bem comum, tanto da terra como da humanidade, e a substituição da
ditadura da razão por uma razão sensível ou cordial.
O auditório do Bennett
ficou duas vezes lotado e precisava-se de mais do que uma hora para atender às
filas de pessoas em busca de um autógrafo nos livros de Jürgen Moltmann e do
seu lançamento junto com Levy Bastos, diretor da Faculdade de Teologia do
Bennett.
Quarta
visita: 2016
Jürgen Moltmann veio ao
Brasil para participar do Seminário Internacional de Teologia. Promovido pela
Faculdade Unida, o encontro aconteceu de 19 a 21 de setembro, em Vitória, ES.
Com o tema “Vida,
Esperança e Justiça: Jürgen Moltmann e a América Latina”, o encontro ofereceu
aos participantes vários seminários temáticos, tais como: “Religião e Esfera
Pública”, “Protestantismos e Sociedade”, “O Pensamento de Jürgen Moltmann”,
“Religião, Gênero, Violências e Direitos Humanos”, “Narrativas Sagradas:
Justiça e Esperança” e “Diversidade Religiosa e Étnico-Racial”.
Outros palestrantes que
participaram do seminário: Dr. Craig Barnes, presidente do Seminário Teológico
de Princeton, Dra. Uta Andrée da Missionsakademie de Hamburgo (Alemanha), Dr.
Rudolf von Sinner, professor da Faculdades EST e o Dr. Levy da Costa Bastos,
diretor do Seminário Metodista César Dacorso Filho.
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Tradução: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. parte do artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
