sábado, 27 de abril de 2019

458 - ABIB e PUCPR. Palestra: Cartas de Tell El Amarna e o Berço de Israel. Prof. Dr. José Ademar Kaefer.

O Grupo de Pesquisa Bíblica e Pastoral do PPGT- PUCPR e a ABIB do Paraná promoveram a conferência com o Tema: Cartas de Tell El Amarna e o Berço de Israel. 
Prof. Dr.José Ademar Kaefer.






sexta-feira, 26 de abril de 2019

455 - Provérbios: Introdução, Tradução, Comentário. Sebastiano Pinto. Coleção Bíblica Loyola.



Mais uma Belíssima obra da Coleção Bíblica Loyola. O livro de Sebastiano Pinto oferece a leitura do texto de Provérbios em Hebraico, lado direito, e a tradução do lado esquerdo. Comentário dos versículos na parte inferior da página.
Estou lendo agora.    

Sinopse, Edições Loyola
Esta publicação apresenta o texto hebraico do livro dos Provérbios e possibilita sua leitura em versão que garante fidelidade à língua original e boa qualidade literária.
O comentário ao texto desdobra-se em dois níveis: um primeiro nível, dedicado às notas filológico-textuais lexicográficas, oferece informações e explicações que dizem respeito às variantes presentes nos diversos manuscritos antigos, ao uso e ao significado dos termos, aos casos em que são possíveis diversas traduções, às razões que levam à preferência de uma delas, bem como a outras razões análogas; um segundo nível, dedicado ao comentário exegético-teológico, apresenta as unidades literárias em sua articulação, evidenciando seus aspectos teológicos.
Particular atenção é dedicada à introdução do livro, onde se ilustra a importância e a posição da obra no cânon, a estrutura e os aspectos literários, as linhas teológicas fundamentais, as questões inerentes à composição e, enfim, a história de sua transmissão. Um aprofundamento em apêndice aborda a presença do livro bíblico no ciclo do ano litúrgico e na vida do povo de Deus.
p. 296
Loyola



sexta-feira, 29 de março de 2019

453 - Milton Schwantes pregou na Basílica Nacional de Aparecida.

Registro Histórico



Em outubro de 2005, o Dr. Milton Schwantes, pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, pregou na novena de Nossa Senhora Aparecida na Basílica Nacional de Aparecida, em função da Campanha da Fraternidade ecumênica: “Felizes os que promovem a paz”.
A pregação foi sobre Romanos 12. 3-5, o texto afirma que todos são partes integrantes do corpo de Cristo e devem viver em harmonia.




Pela primeira vez, o Santuário Nacional de Aparecida abriu espaço para que um pastor fizesse uma pregação na Basílica Nacional, no momento que antecedia as festividades do dia 12 de outubro, Dia da Padroeira.
A abertura para um pregador não católico foi feita pela administração da Basílica Nacional com o objetivo de se praticar o ecumenismo em favor da paz, que foi o lema da Campanha da Fraternidade do ano de 2005, “Felizes os que promovem a Paz”.
Segundo o reitor do Santuário Nacional de Aparecida, padre Joércio Gonçalves Pereira, a proposta da pregação foi incentivar o ecumenismo e a união entre as igrejas para a promoção da paz.
“O pastor ficou muito contente com o convite para participar do terceiro dia da novena, que tem como tema Por Jesus, com Maria, semeamos a paz entre as igrejas”, disse o padre Joércio.
A maioria dos participantes da novena aprovou a inciativa da Basílica de convidar um pastor para fazer a pregação durante a novena.
A aposentada Maria Etelvina Ferreira, 56 anos, de Potim, que está participou da novena na Basílica Nacional, disse que a visita do pastor demonstra a união entre as religiões para uma cultura de paz, entre pessoas que professam cultos diferentes. “Cristo é o símbolo do amor, da união entre Deus e os homens e por isso temos que praticar o ecumenismo, respeitar as outras religiões e credos”, afirmou.
Segundo o arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno Assis, a igreja Luterana é uma das integrantes do Conic (Conselho Nacional das Igrejas Cristãs) da qual também participam as igrejas Católica, Presbiteriana, Assembleia de Deus e Metodista. “Nossa meta é a paz, é um relacionamento pacífico entre os homens”, disse.
A assessoria de imprensa do Santuário Nacional, informou que cerca de 10 mil pessoas participaram da Novena de Nossa Senhora Aparecida, que foi encerrada no dia 11.

fonte: http://www.valeparaibano.com.br/fv/lutero.html 


A Campanha é uma iniciativa da Igreja Católica e ela, percebendo que a temática da paz é algo de interesse geral, não importando credo religioso, propôs à direção do Conic e esta aceitou o desafio. Foi maravilhosa a campanha. A proposta do ecumenismo e da campanha ecumênica não é discutir pontos doutrinais e sim as Igrejas trabalharem juntas em temas de grande interesse de nossos fiéis. Neste sentido, um dos temas da novena da padroeira foi exatamente neste rumo: “Por Jesus, com Maria, construímos a paz entre as Igrejas”, pois não podemos viver brigando, mesmo estando divididos por interpretações doutrinais. Assim sendo, surgiu a proposta do Santuário, com o devido aval do nosso bispo Dom Raimundo Damasceno, convidar o pastor Milton Schwantes para pregar este dia, o que foi maravilhoso, todos que participaram gostaram demais do respeito dele para com nossa Igreja e com nossa Mãezinha. Milton é membro de uma Igreja protestante clássica e muito antiga e é um homem de uma formação bíblica maravilhosa. Muitos de nós padres mais novos tivemos aula de Sagrada Escritura com ele e que maravilha de aulas com muito respeito e atenção a nossa decisão vocacional. 
Pe. Jorge Sampaio 
05 de outubro de 2005 

Milton Schwantes faleceu em 01 de março de 2012.

David Rubens de Souza




domingo, 10 de março de 2019

452 - Paulo: Uma Biografia. N. T. Wright.




N. T. Wright, considerado um dos principais teólogos do Novo Testamento da atualidade. Mestre e doutor em teologia, Oxford; professor de Novo Testamento em Cambridge e Universidade de St. Andrews, na Escócia. Bispo de Durham.
Nicholas Thomas Wright elaborou mais uma grande obra, Paulo Uma Biografia, o teólogo apresenta os principais momentos da vida do apóstolo, faz também um comentário detalhado das cartas e viagens do apostolo Paulo.
Interessante que Wright construiu uma obra profunda com uma linguagem extremamente simples, inclusive, não consta nota de roda pé e nem bibliografia no final do livro. Parece que o interesse do autor foi garantir a fluidez do texto, mas, sem desperdiçar as descobertas de outros grandes teólogos.
Lançamento 2019.
Adquiri o livro e estou gostando da leitura.
P. 478.
Recomendo a obra!
         


sábado, 9 de março de 2019

451 - Trindade e Reino de Deus: Uma Contribuição para a Teologia. Jürgen Moltmann.




Importante contribuição de Moltmann para a Teologia Sistemática.
A doutrina da Trindade é fundamental para o cristianismo, a Trindade, é a doutrina que mais o caracteriza em relação a todas as outras religiões.
Na obra Moltmann faz um resgate da doutrina, faz também uma denúncia contra certas formulações do dogma trinitário propostas por teólogos do passado sob a influência da linguagem metafísica aristotélica.
Moltmann aborda o assunto desde a tradição com Atanásio e Agostinho, passando por Lutero e Scheleiermacher, chegando ao grande teólogo e amigo Karl Barth.  
Obra belíssima, uma preciosidade!


segunda-feira, 4 de março de 2019

450 - Introdução à Exegese Bíblica. Michel J. Gorman



Excelente obra para quem deseja dar os primeiros passos na Exegese Bíblica, na verdade, a obra de Gorman pode ser utilizada por pesquisadores de todos os níveis, o autor tenta tornar o trabalho, que antes era possível apenas para uma minoria seleta, realizável para um público maior.
Na obra é possível conhecer a história da Exegese Bíblia começando com os pais da igreja, Método Alegórico e Literal, passando pela reforma com o Método Gramatico-Histórico, chegando até os métodos contemporâneos, Diacrônicos e Sincrônicos.
O autor apresenta vários exercícios para aplicação da exegese utilizando os principais métodos.
Recomendo o livro, obra acessível, acredito ser bastante útil para o estudioso da Bíblia.     

Editora: Thomas Nelson
P. 319.

sábado, 23 de fevereiro de 2019

449 - “Temor por toda vida”. Jürgen Moltmann





Devemos viver mais modestamente
  
O pensador líder de uma teologia ecológica, Jürgen Moltmann, exige a conversão à reverência por toda a vida. O homem não é a coroa da criação, mas parte dela. 30 anos depois de sua “Teologia da Esperança”, Jürgen Moltmann exige uma “espiritualidade da vida”. Uma conversa sobre as esperanças apesar da catástrofe - e da morte.

Professor Moltmann, você alertou sobre o desastre ecológico há 30 anos e pediu a conversão. Agora a destruição global continuou sem controle. Você ainda tem esperança pelo mundo?
Jürgen Moltmann: Minha esperança é dirigida a Deus, o Criador. Mas também em pessoas que se tornam racionais e sábias. Um sinal disso é a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2015, em Paris, na qual todos os estados concordaram com um tratado de proteção climática. Esta foi a primeira vez que as Nações Unidas ouviram o grito da terra. Esse pensamento responsável prevalecerá apesar do atual desenvolvimento nos EUA. E assim espero que a terra sobreviva.

O que teria que acontecer para a terra sobreviva?
Moltmann: Deve haver uma reversão no pensamento: longe da pretensão de dominar o mundo das pessoas para a integração, para cooperar com as forças da natureza e as outras formas de vida. No paradigma moderno do mundo, o homem estava no centro e a terra deveria ser subjugada. Mas a terra é mais do que o domínio do homem. A terra é produtiva de acordo com o entendimento bíblico. Ela traz vida e o homem depende das outras formas de vida. Humanos não existiriam se as árvores, as plantas e os animais não existissem. Temos que devolver nossos próprios interesses, porque o bem comum da terra tem precedência.

O cristianismo é responsável pela destruição da natureza? Afinal, diz-se que o homem deve subjugar a terra ...
Moltmann: Não, o cristianismo não é o culpado. É a imagem do homem da Renascença que vê o homem como o centro do mundo e o vê como sua missão de subjugar a terra. Mas o mundo moderno nasceu há 400 anos, através da colonização de países africanos e sul-americanos e da ascensão da ciência e tecnologia. Isto foi interpretado como o cumprimento da promessa bíblica de que o homem tem uma posição especial no cosmo e que a terra está sujeita a ele. As interpretações bíblicas são sempre guiadas por interesses. E os interesses do paradigma moderno são óbvios. Mas na antiguidade e na Idade Média o homem não foi tão entendido

Então, a Bíblia não vê o homem como a coroa da criação e “governante” sobre a terra?
Moltmann: A coroa da criação não é o homem, mas o sábado. Deus coroou toda a sua criação criando e restaurando o sábado. As leis do sábado são usadas para garantir o futuro do país: a cada sete anos a terra deve ser vendida para que o país celebre seu grande sábado para o Senhor. Essa é a religião da terra. E você não deixa isso impune.
Hoje precisamos de um sábado para a terra, um sábado para o mar e um sábado para os ares, para que a terra se torne fértil novamente, a vida no mar se recupere e o ar se torne novamente limpo.

Vamos criar o paraíso na terra hoje?
Moltmann: Nossa esperança é para a nova terra em que a justiça vive. A nova criação começou com Cristo. O novo céu e terra profetizados por Isaías é uma terra sem matar e morte. Isso nos obriga a minimizar nossos atos de violência contra a terra e contra a vida e para garantir justiça e justiça na Terra - não apenas entre os humanos, mas também entre os seres humanos e os animais e entre os seres humanos e a Terra.

Como esse compromisso com a lei da terra poderia ser concreto?
Moltmann: Dois dos meus netos são veganos. Devemos reduzir o consumo de carne e principalmente o consumo de plástico. Devemos viver mais modestamente, ser menos consumistas e nos encontrarmos vivendo vidas mais felizes.

Precisamos de uma “reforma verde” na igreja? Como isso poderia parecer?
Moltmann: A espiritualidade dos cristãos é direcionada para a alma e o céu, expressa mais claramente na oração dizendo “Querido Deus, faça-me justo, eu vou para o céu”. A terra não ocorre. Se sou um “convidado na terra”, como cantou Paul Gerhardt, não sou responsável pela pousada. Precisamos de uma espiritualidade dos sentidos e da vida. Porque o Espírito Santo é derramado sobre toda a carne quando celebramos o Pentecostes. E            “carne” significa “vida”. Precisamos de uma nova reverência por toda a vida.

Será que essa abertura para toda a terra também significa uma abertura para a comunhão com as outras religiões?
Moltmann: Poderia criar uma comunidade inter-religiosa dos misericordiosos. Os salmos falam da grande misericórdia de Deus, o Novo Testamento vê em Jesus a personificação da grande misericórdia de Deus, e um dos mais importantes nomes de Deus no Islã é “o Todo-misericordioso”. No budismo, isso é chamado de “Karuna” - misericórdia não apenas com pessoas miseráveis, mas também com a natureza.

Com a morte, cada pessoa tem sua queda pessoal diante dele. Você tem medo da morte?
Moltmann: Eu não tenho medo da morte. Morrer pode ser desconfortável, mas a morte não me assusta. Eu espero pela ressurreição dos mortos. Imediatamente após a morte, a alma desperta para a vida eterna.

Toda a criação fará parte disso?
Moltmann: A nova terra será nova em uma extensão sem precedentes. Mas todos os seres vivos são criados para a esperança e nenhum deles está perdido.


Fonte: https://www.sonntagsblatt.de/artikel/glaube/theologe-juergen-moltmann-ehrfurcht-vor-allem-leben


Tradução: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. parte do artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.