quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

90 - Grandes Pesquisadores da Bíblia na Internet

James D G Dunn














Erhard S. Gerstenberg
















Israel Finkelstein















John Dominic Crossan














N. T. Wright









Pesquisadores do Jesus Histórico


89 - Lançamentos sobre o Jesus Histórico

A pesquisa do Jesus Histórico!

Giuseppe SEGALLA
  
O Autor, um dos intelectuais mais prestigiosos dedicados à pesquisa do Jesus histórico, apresenta uma síntese de seus estudos. Na Introdução, responde às perguntas: “por que é necessária a crítica histórica para reconstruir o Jesus histórico?”; e: “A pesquisa sobre Jesus é necessária para a cristologia?”. Também focaliza, nesta abertura metodológica a distinção entre “realidade histórica, história, historiografia e historicidade” (frequentemente negligenciada por muitos autores, mesmo sérios acadêmicos) e: “As categorias utilizadas na pesquisa do Jesus histórico”. Na primeira parte ou capítulo, “Quadro fenomenológico e ponto de partida”, o Autor procura fornecer uma ideia clara do que está acontecendo na pesquisa contemporânea sobre nosso tema, e fornece ao leitor “o ponto de partida e a sua justificação crítica”. O segundo capítulo recorda e critica “o paradigma iluminista da primeira pesquisa (1778-1906)”, com seu prolongamento: “Neoliberalismo social: Jesus em seu ambiente”. A transição é apresentada em dez páginas intermediárias: “Entre o paradigma iluminista e o início do querigmático (1900-1950)”; o que nos leva ao capítulo 4: “O paradigma querigmático da nova pesquisa” “A fuga da história de Jesus; “O retorno à história”; “O Jesus histórico e o Cristo do kérigma”). O capítulo 5 é particularmente interessante: “O paradigma judaico pós-moderno (1985-). O 6º e último capítulo nos introduz em: “A segunda vertente da terceira pesquisa: o Jesus lembrado e o Jesus testemunhado”, com um “Epílogo” desafiador: “A historicidade do Quarto Evangelho e a necessidade de integrá-lo na pesquisa do Jesus histórico”. A extensa bibliografia, as notas de rodapé e o índice onomástico atestam que este não é um livro apenas de boa divulgação, mas o fato do seu Autor ter uma longa história em salas de aula e na orientação de teses faz com que nunca ele escorregue para certo hermetismo, muito característico – infelizmente – de autores científicos, que não falam para o grande público, mas apenas para colegas. Assim este livro será útil para acadêmicos, estudantes e também para todo aquele que se interessar na historicidade dos Evangelhos, no Jesus histórico.

Giuseppe SEGALLA
Giuseppe Segalla é professor emérito do Novo Testamento na Faculdade Teológica da Itália Setentrional e da Faculdade Teológica de Triveneto. Desde 1975, é membro da Society for New Testament Studies e, durante dez anos (1985-1995), foi membro da Pontifícia Comissão Bíblica. 





Jesus em nova perspectiva
O que os estudos sobre o Jesus histórico deixaram para trás
James D. G. Dunn


Dunn examina a fundo a tradição de Jesus em sua forma original como tradição oral. O impacto da fé, a natureza da comunicação oral e um foco sobre o Jesus ‘característico’ destacam-se em um contexto em que a fé é por vezes desvalorizada, as críticas da forma e da redação imperam e o Jesus ‘dissimilar’ é tratado como o Jesus autêntico. Esta obra traz o equilíbrio necessário a um estudo de Jesus que normalmente é confuso.


James D. G. Dunn, professor emérito da Universidade de Durham, Reino Unido.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

88 - Dicionário Enciclopédico da Bíblia

Há mais de meio século, as sucessivas edições do Dicionário Enciclopédico da Bíblia, em diversas línguas, mostram-se instrumentos da maior utilidade.
A presente edição brasileira baseia-se na terceira edição em língua francesa, de 2002. O aspecto conciso não impede a diversidade dos assuntos bíblicos tratados: os livros bíblicos canônicos e  apócrifos, os nomes geográficos, os personagens, a fauna e a flora, os minerais, os objetos e utensílios do culto e da vida cotidiana, as instituições políticas e religiosas, as comunidades, as línguas bíblicas, as principais traduções, os grandes conceitos teológicos e antropológicos, a investigação bíblica científica, o contexto sócio-histórico-cultural, a arqueologia, as modernas “leituras” da Bíblia...
Um livro que não pode faltar na estante do estudioso.

Pe. Johan Konings

 Johan Konings é Padre jesuíta nascido na Bélgica, professor titular da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia - FAJE, em Belo Horizonte.

Conselho científico: Pierre-Maurice Bogaert, Matthias Delcor, Edmond Jacob, Édouard Lipinski,  Robert Martin-Achard, Joseph Ponthot
Coordenação e Direção: Jean Bajard, Michel Defossez, Joseph Longton, R. - Ferdinand Poswick, Guy Rainotte
Colaboradores: mais de 200 biblistas
Páginas: 1500
- Academia Cristã
- Paulus
- Loyola
- Paulinas 

87 - Cadernos Bíblicos

Esses sãos os 10 primeiros lançamentos que fazem parte de uma coleção que no total é de 160 cadernos que serão lançados trimestralmente pela Editora Academia Cristã juntamente com a Editora Paulus.
As Editoras Academia Cristã e Paulus, acabam de lançar uma excelente ferramenta para todos aqueles que desejam compreender as escrituras.

Esse Material é de uso indispensável para Pastores, Professores de escola dominical, pregadores e grupos de estudo bíblicos.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

86 - Frank Crüsemann

Frank Crüsemann (9 de julho de 1938 em Bremen), estudioso alemão do Antigo Testamento, ensinou de 1980 à 2004 no Seminário Teológico Betel.
Crüsemann estudou teologia em Hamburgo, Heidelberg, Erlangen e Mainz nesta última sob orientação de Hans Walter Wolff, onde defendeu a tese doutoral sob o título: “Estudos sobre a história das formas de hino e canção de ação de graças em Israel” 1969.
A principal área de trabalho de Crüsemann, é a história social do antigo Israel, bem como a questão hermenêutica do papel da primeira parte da Bíblia para a fé cristã como um todo. Em contraste com uma visão puramente historicista seu foco está na compreensão científica do texto canônico.

Canon e Historia Social - Ensaios sobre o Antigo Testamento
A tentativa de oferecer uma interpretação histórica e histórico-social à forma final dos textos bíblicos abre perspectivas novas, surpreendentes, particularmente para as suas questões teológicas e hermenêuticas básicas.
Este livro reúne os mais importantes trabalhos de Grank Crüsemann sobre textos centrais do Antigo Testamento e problemas fundamentais da hermenêutica veterotestamentária. À media que, de um lado, mantêm em vista o contexto canônico dos textos e, de outro, iluminam seu fundo histórico-social, os ensaios aqui reunidos abrem um novo acesso à proto-história, às narrativas de Abraão e Jacó, ao livro de Oséias e aos Salmos.
Estudos sobre a estrutura do cânon, sobre as transformações e a função da tradição do êxodo e da importância teologia do Antigo Testamento para a teologia cristã arrematam este volume.


Torá (A)Teologia e história social da lei do Antigo Testamento
Esta obra acentua uma nova interpretação dos textos mais importantes do direito do Antigo Testamento no seu respectivo contexto histórico-social e sua ligação com as questões teológicas fundamentais, assim como as questões éticas atuais.




terça-feira, 26 de novembro de 2013

84 - Zelota: a vida e a época de Jesus de Nazaré

Acaba de ser lançado um novo livro sobre o Jesus Histórico

Reza Aslan, 41 anos, autor norte americano de origem iraniano, escreveu o livro “Zelota: a vida e a época de Jesus de Nazaré” (tradução de Marlene Suano, Zahar). Dez dias após ser lançado o livro se tornou um best-seller nos EUA. Acredito que uma das razões para o sucesso do livro seja o fato de Reza Aslan ser muçulmano. Já li vários livros sobre investigações entorno do Jesus Histórico, e o resultado é sempre o mesmo, um “Jesus” segundo a imagem e semelhança do autor. Os livros sobre Jesus sempre gera repercussão. No mês de agosto a revista Época publicou um artigo sobre o livro de Aslan escrito pelo repórter Rodrigo Turrer. No artigo Turrer observa que as teses de Aslan reacenderam uma acalorada discussão acadêmica acerca de Jesus. “Há décadas, duas vertentes do estudo de sua vida se digladiam. Uma delas tenta desvendar o Jesus histórico: quem foi Jesus de Nazaré, antes de ele se transformar no Filho de Deus, cultuado pelos cristãos. A outra está mais interessada no Cristo da fé, o Jesus da religião”.  Agora foi à vez da Folha de São Paulo (Domingo, 24 de novembro de 2013, ilustríssima), anunciou a publicação do livro no Brasil através de um belo artigo escrito pelo jornalista Reinaldo José Lopes, que além de comentar o livro de Aslan, também citou outras obras que garantiram polêmica e publicidade no Brasil, por exemplo, as obras do irlandês John Dominic Crossan, e do norte-americano John P. Meier.
Agora nos resta ler o livro para sabermos se realmente merece toda repercussão que esta tendo.
Aslan, mestre em teologia na Universidade Harvard e doutorado em história das religiões na Universidade da Califórnia.


Trecho do artigo publicado na Revista Época (23/08/2013).

Eis a tese defendida por Aslan no livro: Jesus, ao contrário do que prega a Igreja Católica, não foi um pacifista que, diante da violência, “oferecia a outra face” e amava os inimigos. Segundo Aslan, Jesus foi um revolucionário, cujo objetivo principal era expulsar os romanos da Judeia, criar um reino de Deus na Terra e assumir seu trono. Ele recupera com novas cores uma antiga versão de cristianismo – em voga nos anos 1960 graças à Teologia da Libertação, que misturava cristianismo com marxismo. Era um Jesus mais para Che Guevara do que para Madre Teresa de Calcutá. “Ele era um zelote revolucionário, que atravessou a Galileia reunindo um exército de discípulos para fazer chover a ira de Deus sobre os ricos, os fortes e os poderosos”, escreve Aslan no começo de seu livro. Zelote é uma palavra derivada do aramaico. Significa “Alguém que zela pelo nome de Deus”. Outra possível tradução para o termo é fervoroso, ou mesmo fanático. Sua origem está ligada ao movimento político judaico que defendia a rebelião do povo da Judeia contra o Império Romano. Os zelotes pretendiam expulsar os romanos pela força.
Artigo na íntegra: Época


Trecho do artigo publicado na Folha de São Paulo (Domingo, 24 de novembro de 2013, ilustríssima).

O principal objetivo do profeta de Nazaré, fomentar a vinda do "Reino de Deus", equivalia a um programa político (e revolucionário), que envolvia a expulsão dos romanos da Palestina e a recriação da antiga e gloriosa monarquia israelita, com o próprio Jesus no trono, sob as bênçãos de Deus.
Daí o nome do livro: zelota (do grego "zelotes") é como os autores bíblicos denominavam os judeus especialmente zelosos das prerrogativas religiosas do Deus de Israel -uma divindade que, ao menos no Antigo Testamento, era capaz de uma aterrorizante fúria militar contra os inimigos dos israelitas. Mais tarde, o termo seria usado para designar uma seita revolucionária judaica.
"Vamos colocar a coisa da seguinte forma: há aqueles que acham que Jesus era total e absolutamente único, diferente de todos os judeus do seu tempo. E há os que acham que, embora ele fosse extraordinário e inovador, ainda assim seu pensamento tinha muito em comum com o de outros judeus. Eu faço parte desse segundo grupo", explicou Aslan, à Folha, em entrevista por telefone.
"Os demais judeus do século 1º d.C. acreditavam que o Messias era um descendente do rei Davi cujo trabalho seria derrotar os inimigos de Israel e implantar o Reino de Deus na Terra. Acredito que essa era a visão que Jesus tinha sobre si mesmo."
Artigo na íntegra: Folha de São Paulo

David Rubens

            

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

83 - A impossibilidade de reconstituição da História de Israel

Não existe até o momento uma história totalmente segura da formação de Israel. As tradições bíblicas já foram interpretadas das mais variadas forma nos últimos anos, é quase impossível saber quem esta com a razão, isto é, se alguém realmente está com a razão.
O professor de Estudos Bíblicos Norman Karol Gottwald, citou o sociólogo Max Weber e a sua desconfiança em relação a uma História de Israel fiel:


Desde o início, na nossa tentativa de apresentar aspectos evolutivos da história religiosa dos judeus, relevantes para o nosso problema [isto é, como os judeus evoluíram para um povo com peculiaridades altamente específicas], nutrimos apenas a humildes esperanças de contribuir com algo essencialmente novo para a discussão, à parte do fato de que, aqui e ali, é possível agrupar alguns dados de certo modo a realçar algumas coisas de modo diverso do que o usual.[1]

Vale lembra, que tópicos e fontes considerados válidos para a investigação histórica, e mesmo para os seus métodos, modificam-se substancialmente de acordo com o mais vasto contesto intelectual e cultural em que o historiador trabalha.

[1] GOTTWALD, K. Norman. As Tribos de Iahweh: uma sociologia da religião de Israel liberto. São Paulo: Paulus, 2004. p. 32.   
     



Tradução: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. parte do artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.