sábado, 20 de setembro de 2014

149 - Confiança e Convivência: Reflexões éticas e ecumênicas







A boa convivência dos povos, das religiões, das igrejas, enfim das pessoas é o foco desta obra. A construção de confiança é premissa básica e a paz é seu objetivo último. Reflete sobre vários aspectos da confiança e propõe uma hermenêutica da confiança.
Oferece uma notável análise da Trindade na igreja e na sociedade civil e trata da teologia pública, conceito inédito para alguns, retomando a história da Teologia da Libertação e preparando caminho rumo a uma sociologia da cidadania.
A boa convivência dos povos, das religiões, das igrejas, enfim das pessoas é o foco desta obra. A construção de confiança é premissa básica e a paz é seu objetivo último. Reflete sobre vários aspectos da confiança e propõe uma hermenêutica da confiança.
Oferece uma notável análise da Trindade na igreja e na sociedade civil e trata da teologia pública, conceito inédito para alguns, retomando a história da Teologia da Libertação e preparando caminho rumo a uma teologia da cidadania.
Para alcançar a paz, há se de superar o clima de desconfiança e apostar em projetos ecumênicos, reforçando os valores para uma cultura da paz: Confiança - fé; visão - esperança; serviço - amor.
Na busca por uma hermenêutica ecumênica, traz modelos de relacionamento inter-religioso, recorda os cristãos anônimos de Karl Rahner e o Cristo desconhecido e a hermenêutica da intuição cosmoteândrica de Raimon Panikkar.
Além disso, o livro apresenta uma análise da Igreja em perspectiva ecumênica, a autocompreensão eclesiológica do Conselho Mundial de Igrejas, a natureza e a missão da igreja, sempre conjugado a unidade e a diversidade.
O teólogo Rudolf von Sinner é um representante expressivo do novo estado de consciência que a humanidade, as igrejas e tradições espirituais estão alcançando graças à nova etapa da história humana e da Terra.
É a etapa na qual todas as tribos da Terra têm que conviver dentro da única Casa Comum que temos para habitar, a Terra. Daí a importância do tema que von Sinner aborda: a convivência sustentada pela confiança.
Se não convivermos, nos digladiaremos e todos vamos ao encontro do pior. Realisticamente só alcançaremos esse propósito contando com a graça divina.
Von Sinner vem de uma larga experiência pessoal de convivência ecumênica na Suíça, na Índia, no conselho Mundial de Igrejas e agora no Brasil. É uma riqueza inestimável para a teologia do Brasil contar com um teólogo desta  qualificação simultaneamente teórica e prática.
Este livro oferece-nos uma amostra convincente dessa afirmação. Lê-lo é já vivenciar a convivência com os diferentes com o enriquecimento que sempre traz.


Rudolf von Sinner nasceu em 1967, em Basiléia, Suíça. É doutor em Teologia pela Universidade de Basiléia e fez estudos de pós-doutorado no Centro de Investigação Teológica em Princeton, nos EUA.
Desde 2003, é titular da cátedra de Teologia Sistemática, Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso na Faculdade EST, em São Leopoldo/RS. Ordenado na Igreja Reformada de Basiléia em 1994, serve hoje a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, onde também integra o Grupo Assessor de Ecumenismo.
Foi membro da Comissão de Fé e Ordem do Conselho Mundial de Igrejas, onde hoje participa do Comitê sobre Ecumenismo no Século XXI. É autor de numerosas publicações sobre ecumenismo e ética. 



Estilo de Normalizar Citação De Acordo com as Normas da ABNT para Trabalhos Acadêmicos.

RUBENS, David. Confiança e Convivência: Reflexões éticas e ecumênicas. http://biblicoteologico.blogspot.com.br/2014/09/confianca-e-convivencia-reflexoes.html: Acesso em: _____________.
 

148 - Ecumenismo: Unidade entre os cristãos





A comunidade humana almeja a paz. E as religiões podem atuar como importantes instrumentos, a partir do diálogo, para o alcance desse nobre objetivo. O Ecumenismo diz respeito à busca da unidade entre os cristãos. No diálogo inter-religioso, o distintivo é a ética permitindo realizações solidárias. A paz depende da arte de dialogar e celebrar com as mais variadas expressões religiosas, sensíveis para um aprendizado recíproco. Num tempo marcado pela sedução fundamentalista e pela afirmação das identidades egocentradas, nada mais essencial que o exercício de sensibilização ao mundo do outro e a busca comum de caminhos de atuação solidária em favor da paz mundial.

TEIXEIRA, Faustino; DIAS, Zwinglio Mota. Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso: a arte do possível. Aparecida-SP: Santuário, 2008.



Estilo de Normalizar Citação De Acordo com as Normas da ABNT para Trabalhos Acadêmicos.

RUBENS, David. Ecumenismo: Unidade entre os cristãos. http://biblicoteologico.blogspot.com.br/2014/09/ecumenismo-unidade-entre-os-cristaos.html: Acesso em: _____________.
 

147 - Deus deseja o pluralismo religioso




A teologia latino-americana da libertação desenvolveu-se e chegou à maturidade dentro do marco da visão “inclusivista”, própria do final do século XX. Ou seja, dando a certeza de que a salvação era fundamentalmente cristã. A atual teologia das religiões, pelo contrário, enquadra-se num paradigma “pluralista”: Deus deseja o pluralismo religioso, e derrama a sua salvação por muitos caminhos, sem que nós cristãos possamos ousar-nos ser depositários exclusivos da mesma.
A teologia da libertação clássica precisa ser refeita, ser relido seus conteúdos e reformulá-los a partir de uma perspectiva “pluralista”.

DAMEN, Franz (org). Pelos muitos caminhos de Deus: Desafios do pluralismo religioso à Teologia da Libertação. Goiás: Rede, 2003. 

domingo, 3 de agosto de 2014

146 - Batismos e rituais de água



Batismos e rituais de água eram bastante comuns em todo o antigo Oriente Próximo. Bandos de “grupos de batismo” percorriam a Síria e a Palestina iniciando os fiéis em suas ordens imergindo-os em água. Gentios convertidos ao judaísmo muitas vezes tomavam um banho cerimonial para livrar-se de sua antiga identidade e entrar na tribo escolhida. Os judeus reverenciavam a água por suas qualidades liminares, acreditando que ela tinha o poder de transportar uma pessoa ou objeto de um estado a outro: do sujo ao limpo, do profano ao sagrado. A Bíblia está repleta de práticas de ablução: objetos (uma tenda, uma espada) eram aspergidos com água para serem dedicados ao Senhor, as pessoas (os leprosos, as mulheres menstruadas) eram totalmente imersas em água como um ato de purificação. Os sacerdotes do Templo de Jerusalém derramavam água em suas mãos antes de se aproximarem do altar para fazer sacrifícios. O sumo sacerdote passava por uma imersão ritual antes de entrar no Santo dos Santos no Dia da Expiação (Yom Kippur), e por outra imediatamente depois de tomar sobre si os pecados da nação. Os essênios também praticavam um ritual de iniciação com água único, uma espécie de batismo, que era usado para receber novos recrutas em sua comunidade.
Josefo afirma que o batismo de João “não era para a remissão dos pecados, mas para a purificação do corpo”. Isso faria do ritual mais um rito de iniciação, um meio de entrar em sua ordem ou seita (João pode ter sido um essênio).    

Tradução: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. parte do artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.