quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

87 - Cadernos Bíblicos

Esses sãos os 10 primeiros lançamentos que fazem parte de uma coleção que no total é de 160 cadernos que serão lançados trimestralmente pela Editora Academia Cristã juntamente com a Editora Paulus.
As Editoras Academia Cristã e Paulus, acabam de lançar uma excelente ferramenta para todos aqueles que desejam compreender as escrituras.

Esse Material é de uso indispensável para Pastores, Professores de escola dominical, pregadores e grupos de estudo bíblicos.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

86 - Frank Crüsemann

Frank Crüsemann (9 de julho de 1938 em Bremen), estudioso alemão do Antigo Testamento, ensinou de 1980 à 2004 no Seminário Teológico Betel.
Crüsemann estudou teologia em Hamburgo, Heidelberg, Erlangen e Mainz nesta última sob orientação de Hans Walter Wolff, onde defendeu a tese doutoral sob o título: “Estudos sobre a história das formas de hino e canção de ação de graças em Israel” 1969.
A principal área de trabalho de Crüsemann, é a história social do antigo Israel, bem como a questão hermenêutica do papel da primeira parte da Bíblia para a fé cristã como um todo. Em contraste com uma visão puramente historicista seu foco está na compreensão científica do texto canônico.

Canon e Historia Social - Ensaios sobre o Antigo Testamento
A tentativa de oferecer uma interpretação histórica e histórico-social à forma final dos textos bíblicos abre perspectivas novas, surpreendentes, particularmente para as suas questões teológicas e hermenêuticas básicas.
Este livro reúne os mais importantes trabalhos de Grank Crüsemann sobre textos centrais do Antigo Testamento e problemas fundamentais da hermenêutica veterotestamentária. À media que, de um lado, mantêm em vista o contexto canônico dos textos e, de outro, iluminam seu fundo histórico-social, os ensaios aqui reunidos abrem um novo acesso à proto-história, às narrativas de Abraão e Jacó, ao livro de Oséias e aos Salmos.
Estudos sobre a estrutura do cânon, sobre as transformações e a função da tradição do êxodo e da importância teologia do Antigo Testamento para a teologia cristã arrematam este volume.


Torá (A)Teologia e história social da lei do Antigo Testamento
Esta obra acentua uma nova interpretação dos textos mais importantes do direito do Antigo Testamento no seu respectivo contexto histórico-social e sua ligação com as questões teológicas fundamentais, assim como as questões éticas atuais.




terça-feira, 26 de novembro de 2013

84 - Zelota: a vida e a época de Jesus de Nazaré

Acaba de ser lançado um novo livro sobre o Jesus Histórico

Reza Aslan, 41 anos, autor norte americano de origem iraniano, escreveu o livro “Zelota: a vida e a época de Jesus de Nazaré” (tradução de Marlene Suano, Zahar). Dez dias após ser lançado o livro se tornou um best-seller nos EUA. Acredito que uma das razões para o sucesso do livro seja o fato de Reza Aslan ser muçulmano. Já li vários livros sobre investigações entorno do Jesus Histórico, e o resultado é sempre o mesmo, um “Jesus” segundo a imagem e semelhança do autor. Os livros sobre Jesus sempre gera repercussão. No mês de agosto a revista Época publicou um artigo sobre o livro de Aslan escrito pelo repórter Rodrigo Turrer. No artigo Turrer observa que as teses de Aslan reacenderam uma acalorada discussão acadêmica acerca de Jesus. “Há décadas, duas vertentes do estudo de sua vida se digladiam. Uma delas tenta desvendar o Jesus histórico: quem foi Jesus de Nazaré, antes de ele se transformar no Filho de Deus, cultuado pelos cristãos. A outra está mais interessada no Cristo da fé, o Jesus da religião”.  Agora foi à vez da Folha de São Paulo (Domingo, 24 de novembro de 2013, ilustríssima), anunciou a publicação do livro no Brasil através de um belo artigo escrito pelo jornalista Reinaldo José Lopes, que além de comentar o livro de Aslan, também citou outras obras que garantiram polêmica e publicidade no Brasil, por exemplo, as obras do irlandês John Dominic Crossan, e do norte-americano John P. Meier.
Agora nos resta ler o livro para sabermos se realmente merece toda repercussão que esta tendo.
Aslan, mestre em teologia na Universidade Harvard e doutorado em história das religiões na Universidade da Califórnia.


Trecho do artigo publicado na Revista Época (23/08/2013).

Eis a tese defendida por Aslan no livro: Jesus, ao contrário do que prega a Igreja Católica, não foi um pacifista que, diante da violência, “oferecia a outra face” e amava os inimigos. Segundo Aslan, Jesus foi um revolucionário, cujo objetivo principal era expulsar os romanos da Judeia, criar um reino de Deus na Terra e assumir seu trono. Ele recupera com novas cores uma antiga versão de cristianismo – em voga nos anos 1960 graças à Teologia da Libertação, que misturava cristianismo com marxismo. Era um Jesus mais para Che Guevara do que para Madre Teresa de Calcutá. “Ele era um zelote revolucionário, que atravessou a Galileia reunindo um exército de discípulos para fazer chover a ira de Deus sobre os ricos, os fortes e os poderosos”, escreve Aslan no começo de seu livro. Zelote é uma palavra derivada do aramaico. Significa “Alguém que zela pelo nome de Deus”. Outra possível tradução para o termo é fervoroso, ou mesmo fanático. Sua origem está ligada ao movimento político judaico que defendia a rebelião do povo da Judeia contra o Império Romano. Os zelotes pretendiam expulsar os romanos pela força.
Artigo na íntegra: Época


Trecho do artigo publicado na Folha de São Paulo (Domingo, 24 de novembro de 2013, ilustríssima).

O principal objetivo do profeta de Nazaré, fomentar a vinda do "Reino de Deus", equivalia a um programa político (e revolucionário), que envolvia a expulsão dos romanos da Palestina e a recriação da antiga e gloriosa monarquia israelita, com o próprio Jesus no trono, sob as bênçãos de Deus.
Daí o nome do livro: zelota (do grego "zelotes") é como os autores bíblicos denominavam os judeus especialmente zelosos das prerrogativas religiosas do Deus de Israel -uma divindade que, ao menos no Antigo Testamento, era capaz de uma aterrorizante fúria militar contra os inimigos dos israelitas. Mais tarde, o termo seria usado para designar uma seita revolucionária judaica.
"Vamos colocar a coisa da seguinte forma: há aqueles que acham que Jesus era total e absolutamente único, diferente de todos os judeus do seu tempo. E há os que acham que, embora ele fosse extraordinário e inovador, ainda assim seu pensamento tinha muito em comum com o de outros judeus. Eu faço parte desse segundo grupo", explicou Aslan, à Folha, em entrevista por telefone.
"Os demais judeus do século 1º d.C. acreditavam que o Messias era um descendente do rei Davi cujo trabalho seria derrotar os inimigos de Israel e implantar o Reino de Deus na Terra. Acredito que essa era a visão que Jesus tinha sobre si mesmo."
Artigo na íntegra: Folha de São Paulo

David Rubens

            

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

83 - A impossibilidade de reconstituição da História de Israel

Não existe até o momento uma história totalmente segura da formação de Israel. As tradições bíblicas já foram interpretadas das mais variadas forma nos últimos anos, é quase impossível saber quem esta com a razão, isto é, se alguém realmente está com a razão.
O professor de Estudos Bíblicos Norman Karol Gottwald, citou o sociólogo Max Weber e a sua desconfiança em relação a uma História de Israel fiel:


Desde o início, na nossa tentativa de apresentar aspectos evolutivos da história religiosa dos judeus, relevantes para o nosso problema [isto é, como os judeus evoluíram para um povo com peculiaridades altamente específicas], nutrimos apenas a humildes esperanças de contribuir com algo essencialmente novo para a discussão, à parte do fato de que, aqui e ali, é possível agrupar alguns dados de certo modo a realçar algumas coisas de modo diverso do que o usual.[1]

Vale lembra, que tópicos e fontes considerados válidos para a investigação histórica, e mesmo para os seus métodos, modificam-se substancialmente de acordo com o mais vasto contesto intelectual e cultural em que o historiador trabalha.

[1] GOTTWALD, K. Norman. As Tribos de Iahweh: uma sociologia da religião de Israel liberto. São Paulo: Paulus, 2004. p. 32.   
     


domingo, 27 de outubro de 2013

82 - Especialização em Ensino de Filosofia - UFSCAR

Estou iniciando especialização em Ensino de Filosofia na Universidade Federal de São Carlos - UFSCAR.
Uma nova oportunidade de ampliar o conhecimento.

sábado, 7 de setembro de 2013

81 - Milton Schwantes: Bíblia e paixão, Leituras e releituras


Semana de Estudos Teológicos 2013 – Bíblia
II Simpósio da Rede de Homilética

“Milton Schwantes”: Bíblia e paixão, Leituras e releituras
21 a 23 de outubro de 2013




Programação

21 de outubro, segunda-feira
7h30 às 11h: Apresentação de Trabalhos de Pesquisa da FaTeo
11h00 às 12h00: Assembleia e Simpósio de Homilética
19h30 às 22h00: Celebração de Abertura
Pregação: Carlos Musskopfe
Participação: Rosi Schwantes
Painel 1: “A Bíblia como Palavra”
Tércio Machado Siqueira
Rui de Souza Josgrilberg

22 de outubro, terça-feira
7h30 às 11h: “A Bíblia como Palavra”
Painel 2: Tércio Machado Siqueira
Rui de Souza Josgrilberg
Flávio Schmitt
11h00 às 12h00: Assembleia e Simpósio de Homilética
14h00 às 17h00: Minicurso: Interlinear da Bíblia Hebraica  – Edson Faria Francisco
Minicurso: Salmos de Subidas – Grupo de Estudo
Minicurso: A Bíblia no Culto – Rede de Homilética
19h30 às 22h00: “Bíblia e Paixão”
Painel 3: Renatus Porath
Silvana Suaiden

23 de outubro, quarta-feira
7h30 às 11h: “Releituras da Bíblia”
Painel 4: Paulo Roberto Garcia
José Ademar Kaefer
Celebração de Encerramento
Pregação: Luiz Carlos Ramos
Participação: Tércio Siqueira/Suely Xavier
14h00 às 17h00: Minicurso: Apresentação de trabalhos de ex-alunos do Prof. MiltonSchwantes
Minicurso: A Bíblia e a Pregação – Rede de Homilética
19h30 às 22h00: “Releituras da Bíblia”
Painel 5: Samuel Salgado de Freitas
Suely Xavier dos Santos

24 de outubro, quinta-feira
7h30 às 11h: Apresentação de Trabalhos de Pesquisa da FaTeo.
19h30 às 22h00: Apresentação de Trabalhos de Pesquisa da FaTeo.

25 de outubro, sexta-feira
7h30 às 11h: Apresentação de Trabalhos de Pesquisa da FaTeo.
19h30 às 22h00: Apresentação de Trabalhos de Pesquisa da FaTeo.

Como se inscrever
Para participar da Semana de Estudos Teológicos e II Simpósio da Rede de Homilética, basta remeter os dados abaixo, juntamente com cópia do recibo de depósito da taxa de inscrição. 


80 - LAT 2 - A Libertação do Povo de Deus

Leituras no Antigo Testamento: A Libertação do Povo de Deus

   




Introdução
Vários grupos contribuíram para que se formasse o povo de Israel. Os escritores da Bíblia contam a história como se fosse um só grupo (todos os filhos de Israel) e numa sequência única (patriarcas - Êxodo – deserto de Sinai – conquista de Canaã). É a trajetória simplificada de um processo muito maior que implicou lutas pela liberação em vários lugares. Sem dúvida nenhuma, a luta para sair do Egito foi a mais empolgante, pois é a história do grupo que esteve nas barbas do Faraó e conseguiu escapar.

1 O povo que busca auxílio   
Na Bília encontramos a história do pessoal indo para o Egito a pedir auxílio para o Faraó. Por quê? Por causa da fome (cf. Gn 41.50-42.7). Em períodos de grande seca e carestia, muita gente ia para o Egito, onde esperava encontrar meios para sobreviver. Mais ou menos como hoje se busca as grandes cidades. Num período difícil de se determinar, uma dessas levas se estabeleceu na região de Gessen, no norte do Egito. Talvez ela tivesse sido ajudada por fatores políticos (cf. a História de José). Os egípcios chamavam a esse pessoal de hebreus que, na época, significava gente sem origem definida, desordeiros e até subversivos.

2 O Faraó manda e não pede
Até que dava para ir tocando a vida aí na terra de Gessen, contanto que se obedecesse ao sistema do Faraó. A ocupação mais comum era cuidas das plantações junto ao rio Nilo. Na época das cheias, quando não dava para plantar, o Faraó ocupava a mão de obra para fazer construções públicas ou de interesse: diques, canais, monumentos, pirâmides, armazéns, palácios, etc. tudo funcionava segundo o sistema tributário, isto é, pagando impostos. Grande parte do que era produzido ia para Faraó; aqueles que plantavam e colhiam ficavam mais empobrecidos, e a desigualdade era cada vez maior. Os hebreus não suportavam esse sistema, mas qualquer tentativa de revolta seria desobedecer à religião do Faraó.
Por volta de 1290-1224 a.C., o Faraó era Ramsés II. Ele resolveu construir uma cidade e armazéns aí na região de Gessen, onde trabalhavam os hebreus; era intransigente, e começou a exigir trabalhos cada vez mais forçados. Foi à gota d’água para os hebreus, que não suportavam esse sistema de dominação.

3 Escapando da escravidão
Moisés, um hebreu de nascimento, liderou a revolta contra essa opressão brutal. Educado na corte do farão, não suportou a amargura que seus irmãos enfrentavam. Com Moisés e a união de outros líderes, os hebreus tentaram convencer o Faraó de deixar que saíssem, para buscar nova vida em outros lugares. Mas a mão-de-obra era muito importante para o Faraó terminar suas construções. O opressor nunca concede a liberdade. É preciso lutar para consegui-la. Foi o que os hebreus fizeram: forçaram o Faraó de muitas maneiras e realizaram muitos estragos, até que conseguiram escapar, deixando o Faraó inconformado. Este tentou ainda impedir que os hebreus fossem embora, mas eles conseguiram atravessar águas e pântanos e fugir para o deserto. Parece tão simples, mas sabemos como é difícil escapar das garras do opressor! Essa gente um dia havia chegado aí, empurrada pela carestia e fome. Mas sempre preservou o ideal de vida livre e igualitária. A escravidão despertou neles esse ideal adormecido: lutaram e escaparam. Isso será lembrado de geração em geração como um fato grandioso.

Conclusão
O Egito tinha seus deuses, que mantinham as coisas como o Faraó desejava. Os hebreus não podiam adorar esses deuses, porque não queriam as coisas como estavam. Eles adoravam outro Deus: o Deus dos hebreus (cf. Êx 3.16-20). Ele estava presente e foi o grande vencedor. Nada foi feito sem ele. Realizou coisas maravilhosas, tirando-os da opressão. Tudo foi conseguido com luta, mas essa luta teria dado em nada se o Deus dos hebreus não estendesse seu braço e sua mão forte. Esse Deus é o mesmo que sustentava o ideal de liberdade dos patriarcas. O Deus de Abraão, Isaque e Jacó é o mesmo que o Deus dos hebreus.

Para saber mais:
BALANCIN, Euclides Martins. Historia do Povo de Deus. São Paulo: Paulus, 1989.

GASS, Ildo Bohn (org.). Uma Introdução à Bíblia: Formação do Povo de Deus. São Paulo: Paulus; Cebi, 2002.
RUBENS, Souza. Estudos Bíblicos. São Paulo: Kerygma, 2013.

Tradução: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. parte do artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.