quarta-feira, 19 de julho de 2017

389 - Antigo Oriente: História, Sociedade e Economia, Mario Liverani




Em Antigo Oriente, Mario Liverani analisa três milênios de história, entre os anos de 3500 a 500 a.C., apresentando o conhecimento de sumérios, hititas, assírios, babilônios, judeus e fenícios, entre outros povos, os quais deixaram marcas importantes na cultura ocidental. O tradutor, Ivan Esperança Rocha, ressalta a importância do livro, que “apresenta uma nova perspectiva sobre o tema, e sua principal contribuição é a tentativa de tecer uma visão de conjunto nesse campo, distanciando-se de abordagens excessivamente filológicas, elegendo um ponto de vista mais histórico e não se eximindo de indicar opções de recortes cronológicos, temáticos e geográficos”. A edição é ilustrada com diversas tabelas cronológicas, mapas e análises textuais que, sem prejudicar a fluência do texto, auxiliam a consulta e permitem ao leitor um contato direto com as fontes da pesquisa. 
Editora: Edusp - Editora da Universidade de São Paulo
P. 832



















Mario Liverani (Roma, 10 de Janeiro de 1939), historiador das religiões e arqueólogo. Professor de História do Antigo Oriente Próximo na Universidade La Sapienza de Roma desde 1973. Ele foi eleito membro correspondente da Accademia Nazionale dei Lincei, em 2001, e o parceiro nacional em 2013. Ele é um membro honorário da Sociedade Americana Oriental. Atualmente é diretor do Centro de Pesquisa Interuniversity na antiga Sahara. Ele também se senta no Senado Académico da Universidade La Sapienza como membro efetivo.


Outro Livro do Autor Publicado no Brasil




sexta-feira, 26 de maio de 2017

387 - História ecumênica da Igreja - vol. 3: Da revolução Francesa até 1989


A Editora Loyola acaba de anunciar o lançamento do terceiro voluma da História Ecumênica da Igreja. 

Organizado por Hubert Wolf, o terceiro volume da História ecumênica da Igreja trata dos importantes acontecimentos da história da Igreja, sobretudo nos
séculos XIX e XX. Historiadores das grandes confissões cristãs apresentam não apenas os acontecimentos históricos, mas também os desenvolvimentos dogmáticos, as pessoas em interação, assim como as estruturas político-eclesiais. Atenção particular é dada à evolução das Igrejas Orientais.
16cm x 23cm
nº de páginas: 520







Outros dois volumes lançados:

História ecumênica da Igreja - tomo 2: Da alta Idade Média até o início da Idade Moderna

Formato: 16cm x 23cm
nº de páginas: 640














História ecumênica da Igreja - tomo 1: Dos primórdios até a Idade Média

Formato: 16cm x 23cm
nº de páginas: 288

















Bernd Moeller: 1931-, professor emérito de História da Igreja na Universidade de Göttingen.















Hubert Wolf: 1959 -, professor de História da Igreja na Universidade de Münster.













Thomas Kaufmann: 1962 -, professor de História da Igreja na Universidade de Göttingen.









Raymund Kottje: 1926 -, professor emérito de História Medieval e Moderna na Universidade de Bonn.





quinta-feira, 25 de maio de 2017

386 - Haroldo Reimer: O Antigo Israel: História, Textos e Representações


O antigo Israel é uma formação social que emergiu gradativamente no espaço do antigo Oriente Próximo, mais especificamente na região chamada de Canaã ou Palestina, a partir do final do segundo milênio a.C. Esta formação alcançou um ponto de cristalização para a construção de sua identidade nos séculos V/IV a.C., por meio da produção e sistematização de um conjunto de textos que ainda hoje povoam o imaginário de milhões de pessoas. Este conjunto de texto sobreviveu ao tempo na forma de textos sagrados, estando abrigados na forma de rolo ou livro sagrado, mais conhecido como Bíblia. Toda história existe sob as condições geográficas ou ambientais determinadas e toda sociedade existe sob determinadas condições históricas, havendo para tal a interação entre grupamentos sociais, com suas idiossincrasias, interesses e projeções.





Haroldo Reimer
Pós-doutorado em História, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP – 2010 a 2013); Doutorado em Teologia, Alemanha (1986 a 1990). Professor efetivo da Universidade Estadual de Goiás (UEG); Reitor desta universidade desde fevereiro 2012. Pesquisador nos temas: Hermenêutica, Exegese, Teologia, História cultural, Religião e Direito.

Editora: Fonte Editoria e UEG

Lançamento: 2017

terça-feira, 25 de abril de 2017

383 - O Imaginário do Além-Mundo na Apocalíptica e na Literatura Visionária Medieval. Paulo Augusto de Souza Nogueira.


Resumo

Esse livro está organizado em três partes. A primeira, intitulada narrativas e enredos apocalípticos sobre o além-mundo e o além-morte, nos oferece um marco histórico-religioso em que essas ideias do imaginário cristão sobre o além-mundo se formaram. Ainda que muitas sociedades na Antiguidade tenham narrativas sofisticadas sobre o além-mundo, buscamos mostrar suas origens e estrutura na literatura bíblica, desde os textos da Bíblia Hebraica, até a apocalíptica judaica e os Manuscritos do Mar Morto. Também apresentamos o desenvolvimento do tema nos primeiros escritos do Cristianismo Primitivo. O fato dessa sessão se iniciar com um capítulo sobre o Apocalipse de Paulo, uma fonte relativamente tardia em relação aos textos bíblicos, pretende sugerir que ele representa um primeiro estágio em que a narrativa sobre o mundo do além está formada: ele representa o elo entre a tradição bíblica, apócrifa e os relatos visionários medievais sobre o além-mundo. Ele ajudará a perceber como os distintos textos e tradições analisados colaborarão em sua formação, mas, além disso, também permitirá ver como as tradições antigas foram integradas nessa nova narrativa pelo leitor da antiguidade tardia. Na segunda parte do livro, intitulada Visionários e visões medievais do além-mundo, apresentamos capítulos que exploram os textos dos visionários medievais e suas descrições do mundo do além. Nossa perspectiva é explorar esse estrato intermediário da sociedade medieval, suas práticas religiosas, seu universo de crenças por meio de sua mitologia, que cremos estar representada nesses relatos. Veremos como elementos de um cristianismo oral, e depois letrado sem ser erudito, são assimilados em diferentes culturas europeias, promovendo recepção e transformação criativa dos elementos bíblicos antigos. Por fim, na terceira parte do livro, Apropriações e recriações do além-mundo na literatura, oferecemos ao leitor pontes como o nosso mundo por meio da análise de como essa estrutura mítica sobrevive na literatura. Seja na literatura alegórica cristã, seja na literatura Latino-Americana, os temas e enredos dos relatos sobre o além-mundo se mostram quadros apropriados para falar sobre o presente, sobre as tensões sociais, e nos permite compreender como o mundo dos mortos lança luz sobre o mundo dos vivos em todas as suas tensões e ambiguidades.
fonte: Fapesp

p. 407

Fapesp / Editora Umesp

domingo, 23 de abril de 2017

382 - Lançamento Teologia 2017. De Jesus ao cristianismo. Mauro Pesce


De que modo se pode realizar uma pesquisa histórica sobre Jesus? Esta obra procura responder a essa pergunta crucial, em confronto crítico com os estudos de J. Dupont, E. Käsemann, D. C. Allison e com a mais criteriosa pesquisa contemporânea. Daí os dois binários sobre os quais se articula o livro: de um lado, reconstruir a face histórica de Jesus de outro, identificar quais formas religiosas emergem depois dele nos diferentes grupos de seus seguidores. O problema, e o enfoque de interesse histórico, é a ligação entre a figura de Jesus e o nascimento do cristianismo como religião distinta do judaísmo.
É prioritária uma observação de método sobre como focar a questão Jesus/cristianismo: assumir essa ligação em sua continuidade é uma posição apologética, orientada a justificar uma fé. A visão distanciada do historiador, porém, precisa analisar todos os elementos disponíveis a fim de reconstruir o indivíduo Jesus e o seu papel antes de formular uma hipótese. Aqui, especificamente, enfrenta-se a transmissão de suas palavras e a sua judaicidade, ou seja, sua diferença em relação ao cristianismo primitivo. Destaca-se também a necessidade de uma pesquisa antropológica sobre Jesus: analisar o tipo de vida de um líder imerso no meio do povo. Entretanto, quando nos perguntamos como nasceu o cristianismo, é necessário levar em conta a sua pluralidade: de qual cristianismo se fala? Chega-se, então, ao delicado problema da relação entre pesquisa histórica e pressupostos da fé: como conciliar a autonomia do historiador e a tradição da Igreja?
Questões bastante atuais, porque atingem interiormente a profissão do historiador e a identidade da história do cristianismo. No entanto, se a investigação sobre Jesus consta de vários modelos de pesquisa - a historiografia divide em Old, New e Third Quest -, não pode ser considerada completa nem arquivada. Cada peça tem a função de fazer progredir o debate científico sobre aquela história e, em si, precisa tanto do passado - da exegese do século XVI até hoje - quanto de novas pistas futuras.

p. 280
Editora Loyola



Tradução: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. parte do artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.