segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

172 - Jesus Recordado de James D G Dunn

Jesus recordado
O cristianismo em sua infância I
Páginas: 1088
Tamanho: 155 x 240 

Jesus Recordado é o primeiro de três volumes de "O cristianismo em sua infância", uma história monumental sobre os primeiros cento e vinte anos da fé cristã, um trabalho seminal sobre Jesus e as origens do cristianismo. Um livro absolutamente essencial para os estudiosos da Bíblia.






PRÓLOGO 1. 
CRISTIANISMO EM SEUS PRIMÓRDIOS
PARTE DA FÉ E JESUS HISTÓRICO
DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA
O Renascimento 3.2. 
Reforma 3.3. 
Percepções de Jesus 4. 
A distância entre DOGMA 4.1. 
O Iluminismo e modernidade 4.2. 
A revelação e milagres, relegado 4.3. 
O Jesus liberal 4.4. 
As fontes para a reconstrução crítica da vida de Jesus 4.5. 
O fracasso da Pesquisa liberal 4.6. 
Jesus a partir de uma perspectiva sociológica 4.7. 
Jesus vem neo-liberal 4.8.
Conclusão 5. 
A DISTÂNCIA DE HISTÓRIA 5.1. 
O método histórico-crítico 5.2. 
Encontrar um espaço para a fé invulnerável 5.3. 
Rudolf Bultmann (1884-1976) 5.4. 
A segunda pesquisa 5.5. 
Uma terceira pesquisa? 5.6. 
O pós-modernismo, em junho. História, Hermenêutica e FE 6.1. 
Um diálogo permanente 6.2. 
Necessidade de pesquisa histórica 6.3. 
Expectativas e História se encontram? 6.4. 
Princípios hermenêuticos 6.5. 
Quando uma perspectiva de fé é influenciada pela primeira vez na tradição de Jesus? 6.6.
JESUS ​​GOSPEL 7. 
FONTES 7.1. 
Fontes externas 7.2. 
As primeiras referências a Jesus 7.3. 
Marcos 7,4. 
Q 7.5. 
Mateus e Lucas 7.6. 
O Evangelho de Tomé 7.7. 
O Evangelho de João 7.8. 
Outros evangelhos 7.9. 
Conhecimento de ensino e agrapha de Jesus 8. 
TRADIÇÃO 8.1. 
Jesus, o fundador do cristianismo 8.2. 
Influência da profecia 8.3. 
A tradição oral 8.4. 
A tradição sinóptica como a tradição oral. Histórias 8.5. 
A tradição sinóptica como a tradição oral. Ensinamentos 8.6. 
A transmissão oral 8.7.
CONTEXTO HISTÓRICO 9.1. 
Suposições enganosas sobre "judaísmo" 9.2. 
Definição de "judaísmo" 9.3. 
Diversidade do judaísmo. Judaísmo de fora 9.4. 
Tendência judaica para dividir. Judaísmo a partir de dentro de 9,5. 
Unidade do Judaísmo do primeiro século 9.6. 
Galileu judaísmo 9.7. 
Sinagogas e fariseus na Galiléia? 9.8. 
O contexto político 9.9.
Esboço da vida e da missão de Jesus 10. 
JESUS ​​os Evangelhos 10.1.
Podemos esperar sucesso para uma nova busca? 10.2. 
Como proceder? 10.3. 
Tese e Método 
TERCEIRA PARTE DA MISSÃO DE JESUS ​​11. 
Batismo de João 11.1. 
Por que não "iniciar em Belém"? 11.2. 
João Batista11,3. O batismo de João 11.4. 
A mensagem de João 11.5. 
A unção de Jesus no Jordão 11,6. 
A morte de João 11,7. 
Jesus tentado no deserto. 
O REINO DE DEUS 12.1. 
A centralidade do Reino de Deus 12.2. 
Como deve ser entendido "o reino de Deus"? 12.3. 
Três questões fundamentais 12.4. 
O reino virá 12.5
O reino foi 12,6. 
Resolução enigma 13. 
A QUEM JESUS ​​DIRIGIU SUA MENSAGEM? 13.1. 
Ouvindo Jesus 13.2. 
A chamada 13.3. 
Israel 13,4. 
Pobre 13,5. 
Mulheres 13.7. 
Os gentios 13.8. 
Os círculos de discípulos. 
A NATUREZA do discipulado 14.1. 
Súditos do Rei 14.2. 
Filhos do Pai 14.3. 
Discípulos de Jesus 14,4. 
O amor como motivação 14,6. 
Perdoar, já perdoados 14,7.
Uma nova família? 14,8. 
Comunidade 14.9. 
Viver em função do reino vindouro 
QUARTA PARTE 
A questão de como JESUS ​​SE VIU 15. 
Quem pensou isso foi Jesus? 15.1. 
Quem foi Jesus 15.2. 
Messias condição real 15,3. 
Assunto constante durante a missão de Jesus 14,4. 
Um papel declinou 15,5. 
Messias 15,6. 
Profeta 15,7. 
"Autor de eventos extraordinários" 15.8. 
Mestre 16. 
Como Jesus viu seu próprio papel? 16.1. 
Agente escatológico 16,2. 
Filho de Deus 16,3. 
Filho do homem: Problemas 16.4.
Filho do homem: Dados 16.5. 
Filho do Homem: Uma hipótese 16,6.
Conclusão 
PARTE V 
Conclusão da missão DE JESUS ​​17. 
Pôncio Pilatos crucificação 17,1. 
A tradição da última semana de Jesus 17,2. 
Por que Jesus foi executado? 17.3. 
Por que Jesus foi a Jerusalém? 17.4. 
Será que Jesus contou sobre a sua morte? 17,5. 
Ele deu sentido à sua espera Jesus? Morte 17,6. 
Será que Jesus esperava um destino feliz após a morte? 18. 
Por que não terminar aqui? 18.2. 
A tradição do túmulo vazio 18,3. 
Tradições sobre aparições de Jesus 18.4. 
A tradição dentro das tradições 18,5. 
Por que "ressurreição"? 18,6. 
A metáfora final de 19. 
JESUS ​​RECORDADO 19.1. 
A tradição de Jesus, como visto a partir de uma nova perspectiva 19,2. 
O que podemos dizer sobre o propósito de Jesus? 19,3.
Os efeitos duradouros da missão de Jesus 

BIBLIOGRAFIA ÍNDICE DE AUTORES ÍNDICE ANALÍTICO TABELA DE PASSAGENS DOS EVANGELHOS

James D G Dunn é diretor emérito da Cátedra Lighfoot do Departamento de Teologia da Universidade de Durham (Inglaterra). Reconhecido mundialmente pela sua competência em estudos sobre o Jesus histórico, as tradições cristãs e Paulo de Tarso, autor da obra monumental cristianismo em sua infância.






Estilo de Normalizar Citação De Acordo com as Normas da ABNT para Trabalhos Acadêmicos.
RUBENS, David. Jesus Recordado de James D G Dunn http://biblicoteologico.blogspot.com.br/2014/12/jesus-recordado-de-james-d-g-dunn.html. Acesso em: _____________.

domingo, 21 de dezembro de 2014

171 - Métodos para análise crítica das fontes em busca do Jesus Histórico

Fontes mais antigas: muitos historiadores preferem as fontes mais antigas sobre Jesus, desconsiderando, como regra geral, as fontes que foram escritas mais de um século após sua morte.
Critério do constrangimento: enfoca atos ou palavras de Jesus que poderiam ter constrangido ou criado dificuldades para a igreja primitiva ou para o autor do evangelho. Por exemplo, se a crucificação foi motivo de embaraço para os primeiros cristãos, seria bastante improvável que os evangelhos afirmassem que Jesus havia sido crucificado, a menos que ele realmente foi crucificado.
Atestação Múltipla: quando duas ou mais fontes independentes contam histórias semelhantes ou consistentes. Esse critério faz bastante uso dos casos de relatos orais anteriores as fontes escritas. A atestação múltipla não é o mesmo que a atestação independente. Se um relatou utilizou outro relato como fonte, então essa história estará presente em todos os relatos, mas com apenas uma fonte independente. O ponto de vista dominante é que o relato de Marcos foi usado como fonte de Mateus e Lucas.
Contexto histórico: a fonte é mais credível se o relato fizer sentido dentro do contexto e da cultura em que o fato possivelmente aconteceu. Por exemplo, alguns ditos da língua copta do Evangelho de Tomé fazem sentido dentro de um contexto gnóstico do século II, mas não no contexto do primeiro século cristão, uma vez que o gnosticismo apareceu no segundo século.
Análise linguística: há algumas conclusões que podem ser extraídas da análise linguística dos Evangelhos. Por exemplo, se um diálogo só faz sentido em grego, é possível que ele foi redigido e que o texto é de certa forma diferente do original aramaico. Alguns consideram, por exemplo, o diálogo entre Jesus e Nicodemos no capítulo 3 de João como algo que só faz sentido em grego, mas não em aramaico. De acordo com Bart Ehrman, este critério é incluído na análise de credibilidade contextual, porque ele acredita que Jesus e Nicodemos estavam falando em aramaico.
Objetivo do autor: este critério é o outro lado do critério de dissimilaridade. Quando o material apresentado serve aos propósitos do autor ou do editor, ele é suspeito. Várias seções nas narrativas do Evangelho, como o Massacra dos Inocentes por exemplo, retratam a vida de Jesus como o cumprimento de profecias do Antigo Testamento. Na visão de alguns estudiosos, isso pode apenas refletir o objetivos literário do autor, e não acontecimentos históricos.

A pesquisa contemporânea do Jesus histórico geralmente levam o critério histórico de plausibilidade como sua base, em vez de o critério de dissimilaridade. As narrativas, portanto, que se encaixam no contexto judaico e dão sentido a ascensão do cristianismo podem ser históricas.

David Rubens
21 de dezembro de 2014 

Estilo de Normalizar Citação De Acordo com as Normas da ABNT para Trabalhos Acadêmicos.
RUBENS, David. Métodos para análise crítica das fontes em busca do Jesus Histórico. http://biblicoteologico.blogspot.com.br/2014/12/metodos-para-analise-critica-das-fontes.html Acesso em: _____________.

170 - A impossibilidade de reconstruir a personalidade de Jesus


Rudolf Bultmann publicou em 1926 um livro sobre Jesus. O livro é uma interpretação brilhante e singular da proclamação de Jesus. A proposta de Bultmann em seu livro não consistia em examinar a história de Jesus, mas sim, ir ao encontro dela.
No prefácio para a 3ª edição Walter Schmithals afirma: “O livro de Bultmann sobre Jesus é um documento histórico, uma obra que foi escrita por ele em uma determinada época, e que nessa época só poderia ter sido escrita por ele e que só poderia ter sido escrita por ele dessa maneira nessa época”.
A interpretação de Bultmann sobre a proclamação de Jesus ocorreu na situação concreta de uma pessoa que vive no seu tempo, porque só dentro da história pode chegar a ocorrer um diálogo com o passado histórico.

A situação histórica em que o livro de Bultmann foi escrito:
Desde meados do século 19 havia surgido uma vasta literatura sobre a vida de Jesus. A torrente dessa literatura fora desencadeada pela tentativa do teólogo David Friedrich Strauss[1], de fundar as verdades da fé não em uma pessoa, ou seja, em Jesus Cristo, mas diretamente na “idéia real”, no “espírito eterno”, no qual, de acordo com a filosofia de Hegel, Deus e humanidade são uma coisa só. De acordo com Strauss, aquilo que a tradição eclesial diz de Jesus Cristo na verdade deveria ser válido para a humanidade toda.
Contra essa negação radical do significado salvífico de Jesus Cristo, voltou-se mais tarde a assim chamada teologia da vida de Jesus de cunho liberal. Jesus foi recolocado no centro da teologia e da fé. Todavia com os meios liberais, para a qual a importância da pessoa residia em ser uma personalidade. Segundo a convicção dessa época, somente as personalidades atuam de modo efetivo na história. Para o teólogo liberal Adolf von Harnack[2] Jesus era a personalidade por excelência, e em Jesus tudo está em função da personalidade do indivíduo. A tarefa da teologia liberal era captar a personalidade de Jesus.
Duas gerações de teólogos liberais se empenharam em obter, mediante um trabalho crítico, uma imagem historicamente assegurada da personalidade de Jesus. A literatura volumosa do trabalho dos liberais mostrou a imagem de Jesus em todos os matizes imagináveis.
Em 1906 Albert Schweitzer publicou a História da pesquisa sobre a vida de Jesus, Schweitzer afirmou que não era mais possível fecha os olhos para o fato de que havia tantas diferentes vidas de Jesus quantos eram os teólogos, historiadores e psicólogos que se propuseram a escrever uma tal vida de Jesus. Cada uma das imagens do Jesus histórico, por eles esboçadas, refletia exatamente a personalidade moderna que para o próprio autor se afigurava como a ideal.
Rudolf Bultmann, através do método da história das formas literárias, descobriu que a tradição dos evangelhos se compõe de trechos  isolados, que tomaram formas de acordo com determinadas leis, mas que originalmente circulavam independentemente na comunidade. Os trechos isolados da tradição são mais antigos do que a moldura cronológica do evangelho que posteriormente foi criada. Com isso, caiu definitivamente por terra a possibilidade de escrever uma vida de Jesus e reconstruir um desenvolvimento da personalidade de Jesus.

Conclusão
Bultmann não disse que não podemos saber mais nada de Jesus. Ele jamais duvidou de que podemos obter uma imagem suficientemente clara do ensino e, portanto, das intenções e da obra de Jesus. O que Bultmann contesta é que se possa reconstruir a vida de Jesus e uma imagem de sua personalidade, nos moldes tentados pela teologia liberal. Porque, como afirma Bultmann, nem o próprio Jesus nem os seus primeiros adeptos pensaram que a salvação reside na personalidade; por essa razão, a tradição cristã não se interessou pela personalidade “Jesus”. Seu interesse estava voltado para a obra de Jesus, que atuava por meio de sua palavra, e esse é justamente o interesse que orienta o próprio Bultmann em seu livro sobre Jesus.


David Rubens
21 de dezembro de 2014

Estilo de Normalizar Citação De Acordo com as Normas da ABNT para Trabalhos Acadêmicos.
RUBENS, David. A impossibilidade de reconstruir a personalidade de Jesus. http://biblicoteologico.blogspot.com.br/2014/12/a-impossibilidade-de-reconstruir.html. Acesso em: _____________.




[1] David Friedrich Strauss (Ludwigsburg, Alemanha, 27 de Janeiro de 1808 - 8 de Fevereiro de 1874) foi um teólogo e exegeta alemão. Em Setembro de 1825 iniciou os seus estudos de teologia no seminário protestante de Tübingen, sendo depois professor no seminário de Maulbroon. Discípulo de Hegel, tornou-se muito conhecido após a publicação, em 1835, da obra Vida de Jesus, que causou escândalo nos meios religiosos da Alemanha. Para Strauss, o sucesso do cristianismo explicava-se por um "mito de Jesus", que teria sido forjado pela mentalidade judaica dos tempos apostólicos, e que não poderia ser sustentada pela ciência moderna - perspectiva depois adaptada por Ernest Renan na sua Vida de Jesus.
[2] Adolf von Harnack (Dorpat, Estónia, 7 de maio de 1851  Heidelberg, 10 de junho de 1930) foi um teólogo alemão, além de historiador do cristianismo. Suas duas obras mais conhecidas são o Manual de história do dogma, em três volumes e a série de palestras A essência do cristianismo, texto clássico da teologia liberal.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

169 - O Cristianismo na Antiguidade


Surgida do seio de uma cultura patriarcal e monoteísta, em que era vista como mais uma seita judaica, a comunidade dos discípulos de Jesus Cristo expandiu-se por um império pluricultural e politeísta, estabelecendo comunidades estruturadas em torno do bispo e reagrupadas em patriarcados, fundando mosteiros, forjando liturgias variadas, elaborando tradições teológicas, produzindo e difundindo ampla literatura dogmática, exegética, histórica e espiritual. Embora inicialmente não reconhecida como religião legítima, transformou-se em religião oficial do Império Romano e lançou as bases de uma civilização cristã - a cristandade medieval. Esta síntese alia a narração dos dados essenciais dos eventos históricos e a reflexão sobre seus principais problemas e implicações, ressaltando a importância da contribuição da visão cristã do mundo para a história da humanidade.

Autor: Danilo MONDONI

É sacerdote jesuíta, professor de História da Igreja na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE). Como autor publicou os livros "História da Igreja na Antigüidade" e "Teologia da Espiritualidade Cristã", por Edições Loyola, onde exerce os cargos de editor e diretor.

domingo, 16 de novembro de 2014

168 - Emil Brunner



Heinrich Emil Brunner nasceu em 23 de dezembro de 1889, em Winterthur, na Suíça, onde esteve grande parte de sua vida. Estudou em Zurique, onde em 1908 formou-se. Depois dedicou-se aos estudos teológicos, primeiro em Zurique, depois em Berlim e Nova Iorque e finalmente retornou a Zurique, onde obteve o doutorado em Teologia em 1913. Foi professor de Teologia em Zurique, em Princeton e no Japão. Seu pensamento teve maior repercussão no exterior, do que em sua terra natal. Brunner foi um teólogo da Neo-Ortodoxia, que se levantou contra o Liberalismo Teológico de sua época. A Neo-Ortodoxia buscou resgatar algumas idéias e temas da Reforma Protestante reinterpretando-os à luz do conhecimento moderno. Brunner deu ênfase à transcendência de Deus, à responsabilidade do homem como criatura, ao pecado, à culpa, à singularidade de Cristo como mediador da revelação e da graça e ao encontro pessoal com Deus na revelação.

Em 49 anos de produção literária, Brunner escreveu 396 livros e artigos eruditos para revistas. Foi um teólogo de base reformada e combateu a idéia de que Jesus era apenas um grande mestre e mártir humanitário. Para ele, Jesus é a única e exclusiva encarnação do Verbo de Deus. Brunner reabilitou e reafirmou doutrinas cristãs históricas, como a Revelação de Deus, a encarnação, a ressurreição de Jesus, a centralidade de Jesus na salvação, a necessidade de uma fé pessoal, a autoridade das Escrituras em matéria de fé e prática e a existência da igreja mais como uma comunhão do que como uma instituição.

Brunner e Barth



Livros de Emil Brunner:
                                   
Dogmática Vl. 1












Dogmática Vl. 2











Dogmática Vl. 3










  O escândalo do Cristianismo










O Equívoco sobre a Igreja


Teologia da Crise











Romanos











Emil Brunner: Biografia




Estilo de Normalizar Citação De Acordo com as Normas da ABNT para Trabalhos Acadêmicos.
RUBENS, David. Emil Brunner. http://biblicoteologico.blogspot.com.br/2014/11/emil-brunner.html. Acesso em: _____________.



167 - RUDOLF BULTMANN: UMA APROXIMAÇÃO


Rudolf Karl Bultmann nasceu em Wiefelstede (Oldenburg), na Alemanha, em 20 de agosto de 1884. Filho mais velho de Arthur Bultmann, pastor protestante da Igreja Luterana. Seus avôs paternos foram missionários na África e seu avô materno tinha sido pastor na pietista região sul da Alemanha (GRENZ, OLSON, 2003, p. 102). Bultmann cursou a escola primária em Rastede. O ginásio, em Oldenburg (1895-1903) foi colega do filósofo existencialista Karl Jaspers.[1] No liceu estudou a história da religião, distinguiu-se pelo estudo do grego e da história da literatura alemã (BULTMANN, 1964, p. 335).
Concluído o liceu, iniciou seus estudos teológicos na Universidade de Tübingen, em 1903. No ano seguinte, passou para a Universidade de Berlim e dois anos depois para a Universidade de Marburg. Foi aí que, em 1910, licenciou-se em Teologia, com a tese: O Estilo da Pregação Paulina e a Diatribe Cínico-Estóica, um tema sugerido a ele por Johannes Weiss. Dois anos mais tarde obteve a livre docência, com uma dissertação sobre a Exegese de Teodoro de Mopsuéstia, um tema proposto por Adolf Jülicher.

PENSADORES QUE EXERCERAM INFLUÊNCIA NA FORMAÇÃO INICIAL DE BULTMANN


Bultmann cresceu na famosa escola da Teologia Liberal Alemã[2] do século XIX: Seus mestres foram homens de clara fama liberal e de orientação histórico-crítica. Ele mesmo deixou a lista daqueles em relação aos quais sente-se particularmente devedor:
Em Tübingen, o historiador da Igreja Karl Müller (1842-1940). Em Berlim, o estudioso vétero-testamentário Hermann Gunkel (1862-1932): conhecido por sua contribuição para “crítica da forma”, e o estudo da tradição oral em textos bíblicos. E o grande historiador dos dogmas Adolf von Harnack (1851-1930): suas duas obras mais conhecidas são: “Manual de história do dogma”, em três volumes e a série de palestras “A essência do cristianismo”, texto clássico dateologia liberal. Harnack defendeu em sua obra principal História dos Dogmas, a evolução dos dogmas do cristianismo pela helenizacão progressiva da fé cristã primitiva.
Em Marburg, dois estudiosos do Novo Testamento; Adolf Jülicher (1857-1938): teorizava que Jesus não afirmou ser o Messias, mas que a igreja primitiva tinha reivindicado que era. Segundo esta teoria, o autor do evangelho de Marcos tinha inventado a ideia de “segredo messiânico”, segundo o qual Jesus tentou esconder sua identidade, e só revelou a alguns de seus discípulos. Johannes Weiss (1863-1914): conhecido por seu trabalho da crítica do Novo Testamento. Ele escreveu as primeiras interpretações escatológicas dos Evangelhos (1892) e, em seguida, estabeleceu os princípios da “crítica da forma”: análise das passagens bíblicas através de sua forma estrutural.
O teólogo sistemático Johann Wilhelm Herrmann (1846-1922), que era seguidor de Kant e Ritschl, é a mais significativa influência liberal no pensamento de Bultmann. Herrmann afirmava que a religião não pode ser totalmente assimilada pela ciência ou pela filosofia. Ela não pode ser reduzida a algo universalmente válido, mas está relacionada com a vida particular de cada indivíduo. “Herrmann critica duramente a adoção que o cristianismo fez da metafísica, confundindo religião e filosofia e se esquecendo do aspecto sui generis da religião” (PIEPER, 2003, p. 21). E o teólogo sistemático Johann Wilhelm Herrmann (1846-1922): influenciado por Kant e Ritschl, via Deus como o poder da bondade. “Jesus era visto como um homem exemplar. Mesmo que Jesus nunca existiu, de acordo com Herrmann” (Ibidem, p. 21), seu retrato tradicional ainda era válido. Seu livro “A Comunhão do Deus cristão” era visto como um dos destaques do século XIX.

Alguns Livros para conhecer Bultmann:

                              Demitologização
 Jesus Cristo e Mitologia
 Correspondência entre Bultmann e Heidegger









 Crer e Compreender


                                                       

                                       Jesus

                                   Milagre

                                     Cartas entre Barth e Bultmann

                                   Bultmann: Pensadores Modernos


 Teologia do Novo Testamento




[1]Karl Theodor Jaspers (1883-1969), psiquiatra e filosofo, teve forte influência na teologia moderna e na filosofia. Jaspers tentou descobrir um sistema filosófico inovador. Foi muitas vezes visto como um dos maiores expoentes do existencialismo na Alemanha, apesar de ele mesmo não aceitar este rótulo (BARAQUIM; LAFFITTE, 2007, p. 157).
[2] A teologia liberal encontrou seu método na filosofia kantiana, a inacessibilidade da esfera religiosa à razão pura e, ao mesmo tempo, a redução da religião aos limites da mera razão. “Com a teologia liberal, tem início, assim, um processo de secularização da religião, seguindo o itinerário filosófico ou o histórico-filológico (Scheleiermacher, Ritschl, vonHarnach). Trata-se de uma teologia que parte da força de superação das contradições (Hegel) para harmonizar fé e razão, revelação e razão, humanismo e cristianismo” (GIBELLINI, 2002, p. 148). 


Estilo de Normalizar Citação De Acordo com as Normas da ABNT para Trabalhos Acadêmicos.
RUBENS, David. RUDOLF BULTMANN: UMA APROXIMAÇÃO. http://biblicoteologico.blogspot.com.br/2014/11/rudolf-bultmann-uma-aproximacao.html. Acesso em: _____________.

166 - Albert Schweitzer


Pastor protestante, nascido na Alsácia em 1875, Albert Schweitzer foi uma criança doentia, que demorou muito para aprender a ler e a escrever. Aluno medíocre em muitos aspectos, na música ele foi um autêntico prodígio: aos sete anos compôs um hino, aos oito, começou a tocar órgão e aos nove substituiu o organista em uma cerimônia.
Depois de crescido dispôs-se a dominar assuntos que lhe fossem particularmente difíceis. Era perito como carpinteiro, pedreiro, veterinário, construtor de barcos, dentista, desenhista, mecânico, farmacêutico e jardineiro. Escreveu livros eruditos sobre Bach, sobre Jesus e sobre a história da civilização. Aos vinte e seis anos tinha diplomas de doutor em filosofia, teologia e música. Aos trinta anos decidiu estudar medicina e partir para Lambaréné, na África equatorial francesa, como um missionário-médico. Por que medicina? Porque estava cansado de palavras e queria ação. Por que Lambaréné? Porque era um dos lugares mais inacessíveis e primitivos de toda a África, um dos mais perigosos, e porque lá não havia médicos.
Parentes e amigos tentaram dissuadi-lo, mas ele respondeu que se sentia obrigado a ‘dar algo em troca’ da felicidade de que gozava. Em 1913, Albert Schweitzer e sua esposa, que havia estudado enfermagem para ajudá-lo  chegaram a Lambaréné, encontrando condições muito pouco favoráveis. O hospital foi construído praticamente do nada e pelas próprias mãos de Schweitzer.
Os pacientes vinham de grandes distâncias, muitas vezes com as famílias. Não havia caminhos, nem calçadas. Não havia água corrente, nem eletricidade, a não ser na sala de operações, e nem Raios X. Não havia qualquer espécie de mecanismo para esterilização. Era preciso ferver água sobre fogueiras de lenha. Durante anos houve falta de drogas e de ataduras. Schweitzer não esmoreceu, não obstante todas as dificuldades que enfrentava para manter o hospital e atender a todos os doentes que o buscavam.
Jamais negligenciou na grandiosa tarefa que assumiu voluntariamente.

Também nunca abandonou a música e o ensino. Sempre que voltava para a civilização proferia conferências e palestras.
Além disso, sua constante produção literária e musical, mantida a custo de muitas madrugadas insones, alcançou e encantou todo o mundo.
Em 1952, recebeu o prêmio Nobel da Paz. Retornou à pátria espiritual em 1965, e seu nome até hoje é lembrado como exemplo de trabalho nobre, humanitário e incansável.

“A nossa civilização está condenada porque se desenvolveu com mais vigor materialmente do que espiritualmente. O seu equilíbrio foi destruído”.


“Para nós os grandes homens não são aqueles que resolveram os problemas, mas aqueles que os descobriram”.























Estilo de Normalizar Citação De Acordo com as Normas da ABNT para Trabalhos Acadêmicos.
RUBENS, David. Albert Schweitzer. http://biblicoteologico.blogspot.com.br/2014/11/albert-schweitzer.html: _____________.



Tradução: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. parte do artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.