sábado, 7 de setembro de 2013

81 - Milton Schwantes: Bíblia e paixão, Leituras e releituras


Semana de Estudos Teológicos 2013 – Bíblia
II Simpósio da Rede de Homilética

“Milton Schwantes”: Bíblia e paixão, Leituras e releituras
21 a 23 de outubro de 2013




Programação

21 de outubro, segunda-feira
7h30 às 11h: Apresentação de Trabalhos de Pesquisa da FaTeo
11h00 às 12h00: Assembleia e Simpósio de Homilética
19h30 às 22h00: Celebração de Abertura
Pregação: Carlos Musskopfe
Participação: Rosi Schwantes
Painel 1: “A Bíblia como Palavra”
Tércio Machado Siqueira
Rui de Souza Josgrilberg

22 de outubro, terça-feira
7h30 às 11h: “A Bíblia como Palavra”
Painel 2: Tércio Machado Siqueira
Rui de Souza Josgrilberg
Flávio Schmitt
11h00 às 12h00: Assembleia e Simpósio de Homilética
14h00 às 17h00: Minicurso: Interlinear da Bíblia Hebraica  – Edson Faria Francisco
Minicurso: Salmos de Subidas – Grupo de Estudo
Minicurso: A Bíblia no Culto – Rede de Homilética
19h30 às 22h00: “Bíblia e Paixão”
Painel 3: Renatus Porath
Silvana Suaiden

23 de outubro, quarta-feira
7h30 às 11h: “Releituras da Bíblia”
Painel 4: Paulo Roberto Garcia
José Ademar Kaefer
Celebração de Encerramento
Pregação: Luiz Carlos Ramos
Participação: Tércio Siqueira/Suely Xavier
14h00 às 17h00: Minicurso: Apresentação de trabalhos de ex-alunos do Prof. MiltonSchwantes
Minicurso: A Bíblia e a Pregação – Rede de Homilética
19h30 às 22h00: “Releituras da Bíblia”
Painel 5: Samuel Salgado de Freitas
Suely Xavier dos Santos

24 de outubro, quinta-feira
7h30 às 11h: Apresentação de Trabalhos de Pesquisa da FaTeo.
19h30 às 22h00: Apresentação de Trabalhos de Pesquisa da FaTeo.

25 de outubro, sexta-feira
7h30 às 11h: Apresentação de Trabalhos de Pesquisa da FaTeo.
19h30 às 22h00: Apresentação de Trabalhos de Pesquisa da FaTeo.

Como se inscrever
Para participar da Semana de Estudos Teológicos e II Simpósio da Rede de Homilética, basta remeter os dados abaixo, juntamente com cópia do recibo de depósito da taxa de inscrição. 


80 - LAT 2 - A Libertação do Povo de Deus

Leituras no Antigo Testamento: A Libertação do Povo de Deus

   




Introdução
Vários grupos contribuíram para que se formasse o povo de Israel. Os escritores da Bíblia contam a história como se fosse um só grupo (todos os filhos de Israel) e numa sequência única (patriarcas - Êxodo – deserto de Sinai – conquista de Canaã). É a trajetória simplificada de um processo muito maior que implicou lutas pela liberação em vários lugares. Sem dúvida nenhuma, a luta para sair do Egito foi a mais empolgante, pois é a história do grupo que esteve nas barbas do Faraó e conseguiu escapar.

1 O povo que busca auxílio   
Na Bília encontramos a história do pessoal indo para o Egito a pedir auxílio para o Faraó. Por quê? Por causa da fome (cf. Gn 41.50-42.7). Em períodos de grande seca e carestia, muita gente ia para o Egito, onde esperava encontrar meios para sobreviver. Mais ou menos como hoje se busca as grandes cidades. Num período difícil de se determinar, uma dessas levas se estabeleceu na região de Gessen, no norte do Egito. Talvez ela tivesse sido ajudada por fatores políticos (cf. a História de José). Os egípcios chamavam a esse pessoal de hebreus que, na época, significava gente sem origem definida, desordeiros e até subversivos.

2 O Faraó manda e não pede
Até que dava para ir tocando a vida aí na terra de Gessen, contanto que se obedecesse ao sistema do Faraó. A ocupação mais comum era cuidas das plantações junto ao rio Nilo. Na época das cheias, quando não dava para plantar, o Faraó ocupava a mão de obra para fazer construções públicas ou de interesse: diques, canais, monumentos, pirâmides, armazéns, palácios, etc. tudo funcionava segundo o sistema tributário, isto é, pagando impostos. Grande parte do que era produzido ia para Faraó; aqueles que plantavam e colhiam ficavam mais empobrecidos, e a desigualdade era cada vez maior. Os hebreus não suportavam esse sistema, mas qualquer tentativa de revolta seria desobedecer à religião do Faraó.
Por volta de 1290-1224 a.C., o Faraó era Ramsés II. Ele resolveu construir uma cidade e armazéns aí na região de Gessen, onde trabalhavam os hebreus; era intransigente, e começou a exigir trabalhos cada vez mais forçados. Foi à gota d’água para os hebreus, que não suportavam esse sistema de dominação.

3 Escapando da escravidão
Moisés, um hebreu de nascimento, liderou a revolta contra essa opressão brutal. Educado na corte do farão, não suportou a amargura que seus irmãos enfrentavam. Com Moisés e a união de outros líderes, os hebreus tentaram convencer o Faraó de deixar que saíssem, para buscar nova vida em outros lugares. Mas a mão-de-obra era muito importante para o Faraó terminar suas construções. O opressor nunca concede a liberdade. É preciso lutar para consegui-la. Foi o que os hebreus fizeram: forçaram o Faraó de muitas maneiras e realizaram muitos estragos, até que conseguiram escapar, deixando o Faraó inconformado. Este tentou ainda impedir que os hebreus fossem embora, mas eles conseguiram atravessar águas e pântanos e fugir para o deserto. Parece tão simples, mas sabemos como é difícil escapar das garras do opressor! Essa gente um dia havia chegado aí, empurrada pela carestia e fome. Mas sempre preservou o ideal de vida livre e igualitária. A escravidão despertou neles esse ideal adormecido: lutaram e escaparam. Isso será lembrado de geração em geração como um fato grandioso.

Conclusão
O Egito tinha seus deuses, que mantinham as coisas como o Faraó desejava. Os hebreus não podiam adorar esses deuses, porque não queriam as coisas como estavam. Eles adoravam outro Deus: o Deus dos hebreus (cf. Êx 3.16-20). Ele estava presente e foi o grande vencedor. Nada foi feito sem ele. Realizou coisas maravilhosas, tirando-os da opressão. Tudo foi conseguido com luta, mas essa luta teria dado em nada se o Deus dos hebreus não estendesse seu braço e sua mão forte. Esse Deus é o mesmo que sustentava o ideal de liberdade dos patriarcas. O Deus de Abraão, Isaque e Jacó é o mesmo que o Deus dos hebreus.

Para saber mais:
BALANCIN, Euclides Martins. Historia do Povo de Deus. São Paulo: Paulus, 1989.

GASS, Ildo Bohn (org.). Uma Introdução à Bíblia: Formação do Povo de Deus. São Paulo: Paulus; Cebi, 2002.
RUBENS, Souza. Estudos Bíblicos. São Paulo: Kerygma, 2013.

79 - LAT 1 - Origem do Povo de Deus

Leituras no Antigo Testamento: Origem do Povo de Deus



  
Introdução
A maioria dos acontecimentos conservados na Bíblia são histórias contadas pelo povo e que foram passando de geração em geração. E sem a preocupação de que alguém um dia dissesse: “Isso não é histórico, porque não dá para provar que aconteceu assim mesmo”. As partes mais difíceis de guardar e entender são justamente aquelas que foram retiradas, não da história do povo, mas dos relatórios dos reis e conservadas em arquivos oficiais.
Tem outro dado importante para entender como a Bíblia conta a história: a certeza de que Deus está no meio de tudo isso, presente para conduzir o seu povo através dos tempos e lugares. Assim, uma chuva de pedra que ajuda a se safar do inimigo, é ação de Deus que protege; se a chuva de pedra estraga a plantação, é Deus que adverte sobre alguma coisa errada que está acontecendo no país.
A Bíblia, portanto, lembra o passado de maneira popular e, ao mesmo tempo, vê os acontecimentos como instrução de Deus, que liberta e corrige.

SALMOS 78.1-8
Escutai a minha lei, povo meu; inclinai os vossos ouvidos às palavras da minha boca.
Abrirei a minha boca numa parábola; falarei enigmas da antiguidade.
Os quais temos ouvido e sabido, e nossos pais no-los têm contado.
Não os encobriremos aos seus filhos, mostrando à geração futura os louvores do Senhor, assim como a sua força e as maravilhas que fez.
Porque ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e pôs uma lei em Israel, a qual deu aos nossos pais para que a fizessem conhecer a seus filhos;
Para que a geração vindoura a soubesse, os filhos que nascessem, os quais se levantassem e a contassem a seus filhos; Para que pusessem em Deus a sua esperança, e se não esquecessem das obras de Deus, mas guardassem os seus mandamentos.
E não fossem como seus pais, geração contumaz e rebelde, geração que não regeu o seu coração, e cujo espírito não foi fiel a Deus.

1 Tudo começa com gente inconformada
A história do povo de Deus se inicia com grupos que não suportam qualquer tipo de opressão. Deixam a segurança da qual poderiam gozar dentro ou ao redor das cidades, chamadas de cidades-estado, onde trabalhavam como agricultores ou em outra profissão, e se tornam pastores. Preferem a vida de liberdade em regiões menos seguras, pois sabem que se ficassem dependentes dos mandões da cidade, teriam que aceitar um jogo de cartas marcadas, e que sempre perderiam e seriam oprimidos. Saem, deslocando-se de um lugar para outro, estabelecendo-se provisoriamente ao largo das cidades atrativas, mas opressoras, contra as quais procuram se defender mutuamente (cf. Gn 14.1-16). Ficam de fora, só se servindo das cidades quando conseguem tirar algum proveito, sem se submeter.

2 Quando aconteceu tudo isso?
É difícil dizer com clareza a época em que esses grupos rebeldes e avessos a sistemas opressores, isto é, quando Abraão, Isaque e Jacó começaram a se movimentar, até chegar na terra de Canaã. Provavelmente foram levas que se deslocaram em períodos diferentes. O povo da Bíblia não se preocupou em marcar datas, talvez nem mesmo soubesse direito. Os historiadores tentam achar uma data varia entre 1950 até 1300 a.C.! o povo simplesmente conta histórias sobre as famílias de Abraão, Isaque e Jacó...

3 O que era uma cidade-estado?
Era uma cidade governada por um rei. Era independente, como se fosse um pequeno país, cercada de muralhas, para evitar as invasões dos inimigos. Tinha uma parte alta, chamada acrópole, onde ficava o palácio do rei, o templo, e onde morava a classe dominante, gente da elite. Na parte baixa ficava o mercado e o casario de gente mais pobre, como pequenos comerciantes, artesãos e pessoal de segundo escalão.
Ao redor da cidade havia terras cultivadas por camponeses, que aí moravam em casas pequenas, desprotegidas, pois estavam fora das muralhas. O rei dava certa proteção com soldados, mas exigia em troca completa submissão. Com seu trabalho e lavoura esses camponeses sustentavam os grandes, que viviam na parte alta, pagando a eles tributo. Na maioria das vezes, sobrava para eles muito pouco da colheita e, por isso, viviam como escravos e numa situação miserável. Em Canaã, essas cidades-estado faziam parte do império do Egito, e pagavam tributo ao Faraó. E os camponeses tinham também que arcar com parte desse tributo.

4 Até Deus é diferente
Os deuses das cidades ficavam nos templos, e eram adorados porque mantinham a ordem, deixavam as coisas como estavam, sem mudança nenhuma. Quem quisesse adorá-los, deveria aceitar o sistema. Os grupos rebeldes de Abraão, Isaque e Jacó tinham seu próprio Deus. Para mostrar como era diferente dos ídolos das cidades, o povo passou a chamá-lo de “Deus de nossos pais”, ou “Deus de Abraão, Isaque e Jacó”. Não era um Deus preso num templo; ele estava sempre junto, por toda parte onde iam. Um Deus livre como eles: fora da cidade e sem compromisso com nenhum sistema estabelecido.

5 Estar unidos para se defender da exploração
Esses grupos, quando entram na terra de Canaã, procuram pastagens, uns ao sul, outros ao norte. As “famílias” de Abraão-Isaque escolheram o sul, e a de Jacó ficou mais ao norte. O povo se lembra desses grupos já unidos, mantendo laços de família. Mesmo que, muitas vezes, não fossem do mesmo sangue, tinham o mesmo objetivo, e isso fazia com que se considerassem irmãos.
É interessante notar também que, mesmo entre esses grupos, havia separações e brigas. Elas aconteciam quando um grupo queria ficar sob a dependência da cidade (leia a história de Abraão e Ló, em Gn 13); ou quando um grupo queria explorar o outro; então o explorado reagia, aproveitava o que podia e se afastava (cf. a história de Labão e Jacó, em Gn 29-31).

O mesmo território, onde se formou e se estabeleceu o povo de Deus, recebeu, em épocas diferentes, três nomes:
CANAÃ: antes que o povo de Israel se formasse. O território estava nas mãos dos reis das cidades-estados, e fazia parte do império do Egito.
ISRAEL: quando os diversos grupos se uniram e se estabeleceram de maneira estável.
PALESTINA: quando outras grandes potências passaram a dominar a região.

Conclusão
O povo reconheceu que a conquista da terra de Canaã foi um dom de Deus. Eles repetiam, diante do sacerdote, como verdade de fé: “Meu pai era um arameu errante...” (Dt 26.4-5). Depois, contavam uns aos outros as histórias de Abraão, Isaque e Jacó...



Para saber mais:
BALANCIN, Euclides Martins. Historia do Povo de Deus. São Paulo: Paulus, 1989.
GASS, Ildo Bohn (org.). Uma Introdução à Bíblia: Formação do Povo de Deus. São Paulo: Paulus; Cebi, 2002.
RUBENS, David. Estudos Bíblicos. São Paulo: Kerygma, 2013.


78 - Seminário ABIB-SP. Hermenêutica

ABIB SP Realiza seminário sobre Hermenêutica dia 28/09


José Maria Vigil é um dos grandes defensores da opção pelos pobres e há certo tempo também da “teologia do pluralismo religioso”. Pe. Vigil coordena a Comissão Teológica Latino-Americana da ASETT (Associação de Teólogos/as do Terceiro Mundo) e o website Koinonia ( http://www.servicioskoinonia.org).
 Além disso, o encontro abrirá espaço para outras confissões religiosas e áreas teológicas. Um painel com o tema “Bíblia, Pluralismo e Perspectivas” terá a participação do prof. Claudio Ribeiro, metodista, Profa. Haidi Jarschel, luterana, e o prof. Alexandre Leone, rabino.
O seminário acontecerá mais uma vez nas dependências da FATIPI (Faculdade de Teologia da Igreja Presbiteriana Independente), que fica na Rua Genebra, no. 80 - São Paulo. A programação começará às 08 da manhã e irá até as 17h. Os participantes que desejarem certificado deverão colaborar com R$ 10,00.
 A regional ABIB de SP é coordenada pela Monika Ottermann e José Ademar Kaefer, além da mobilização de outros associados ABIB na região.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

77 - Comentário Bíblico Latino-Americano

Este comentário nasceu de uma leitura nova da criação feita pelo próprio povo cristão que vive aperreado e anseia por uma situação melhor e mais fraterna.
Um grupo de bíblistas católicos e protestantes, que trabalham há tempo com o povo e querem pensar os seus problemas, decidiu por no papel a interpretação que os pobres fazem da Bíblia.
Sem abdicar de sua formação científica, tentam mostrar o sentido que os pobres gostariam de exprimir, mas não são capazes por falta de estudo e recursos.
Apresentam, assim, um comentário, sobretudo prático, pastoral, e que reforça a caminhada dos pobres.  
Vários títulos do Comentário Bíblico Latino-Americano foram primeiramente publicados pela Editora Vozes. Depois a Editora Loyola lançou alguns títulos, atualmente é a Fonte Editorial que tem publicado alguns volumes.      

Pela Editora Vozes

Pela Editora Loyola
Pela Fonte Editorial

sábado, 3 de agosto de 2013

76 - Revista Estudos Bíblicos

Nos inícios da década de 1980 um grupo ecumênico de exegeta começou a se reunir com o propósito comum de iniciar uma leitura mais sistemática da Bíblia na ótica da opção preferencial pelos pobres. O grupo se propunha a fazer uma hermenêutica mais apropriada de leitura bíblica, partindo das realidades de conflito em que vivia o povo, mas valendo-se do instrumental da exegese histórico-crítica. As reuniões anuais duravam quatro a cinco dias. Entre os primeiros participantes, que lideravam o grupo, estavam Milton Schwantes, Gilberto Gorgulho, Ana Flora Anderson, José Comblin, Paulo Lockmann e Carlos Mesters. Algumas reuniões foram feitas em Angra dos Reis, junto aos carmelitas. Logo surgiu a ideia de se criar uma revista nova ou aproveitar a oferta do então redator da Revista Eclesiástica Brasileira/REB, Leonardo Boff. Inicialmente, não seria uma revista independente, mas uma anexo da REB.
Assim, em 1984, no vol. 44, fascículo 173 da REB, nasceu como apêndice o primeiro número de “Estudos Bíblicos”, com 66 páginas. O título era “A Bíblia como memória dos pobres”. O editorial era assinado por Leonardo Boff e Ludovico Garmus, responsáveis pela nova série por parte da Editora Vozes. Os autores do primeiro número eram:
Carlos Mesters;
Pablo Richard;
Milton Schwantes;
Alberto Antoniazzi.

Resumo do texto de Ludovico Garmus

Estudos Bíblicos. N. 100. Petrópolis: Vozes, 2008. p. 9. 

terça-feira, 30 de julho de 2013

75 - CEBI - Centro de Estudos Bíblicos



Áreas de Atuação


Estudo
Devolver a palavra
Em nível local, o CEBI desenvolve uma série de atividades com lideranças populares, agentes de pastoral e assessores/as. São encontros de fim de semana, estudos bíblicos e escolas bíblicas. Nessas atividades, destaca-se um número infindo de grupos de base que se reúnem para refletir sobre a Palavra de Deus em círculos bíblicos. Essas atividades localizadas são o CEBI na base; elas foram e são a motivação inspiradora de nossa existência.
Já em nível estadual, realizam-se encontros maiores: escolas bíblicas, semanas de atualização e reciclagem para pessoas que atuam na assessoria bíblica em suas comunidades.
Há também atividades formativas nos pólos regionais: seminários de aprofundamento para assessores/as, cursos de formação de assessores/as, mais intensivos e prolongados.
Em nível nacional, realiza-se anualmente um seminário temático. A cada dois anos, acontece um Curso de Capacitação de Assessores/as, com duração de um mês, visando sobretudo à metodologia. Para atender sobretudo as necessidades de pessoas leigas, existe o Curso Extensivo de Formação de Assessores/as em Bíblia. Esse curso tem a duração de quatro a cinco anos, dependendo da caminhada de cada grupo, pois o estudo é realizado em sua própria realidade.

Cidadania
Vida e dignidade
Buscar o fortalecimento da cidadania é uma constante no trabalho do CEBI. Cidadãs e cidadãos comprometidos com a luta por mais vida e dignidade são um dos frutos da leitura bíblica junto às comunidades populares.
Partindo da realidade dos excluídos, a metodologia do CEBI vai além do estudo bíblico. Ela gera uma mística que leva a uma prática não-violenta que tem sua fonte alimentadora na luta por uma sociedade de partilha, solidariedade e respeito a todas as formas de vida. Esse processo é vivenciado como um mergulho no grande mistério que são a vida e a divindade.

Gênero
Reciprocidade e parceria
O texto bíblico é marcado pelo patriarcalismo, seja na sua origem, seja na tradição interpretativa das nossas igrejas. A leitura feminista da Bíblia presente na caminhada do CEBI quer desconstruir, renomear e reconstruir a memória esquecida das mulheres. Quer libertar o texto do patriarcalismo que marca as relações interpessoais e sociais, as relações com o mundo e o transcendente. Muitas mulheres têm investido na pesquisa bíblica, abordando especificamente essa temática. Em todos os níveis de trabalho do CEBI, tem havido reflexões, em encontros e estudos em praticamente todos os Estados e Regiões, sobre o papel e a relação entre homens e mulheres na Bíblia e na sociedade.
Em nível nacional, o Programa de Formação promove, a cada dois anos, a realização de um encontro de assessoras. Em 2001, realizou-se o primeiro encontro de Capacitação de Leitura de Gênero e Hermenêutica Feminista.

Ecumenismo
A vida é maior que as religiões
Desde o surgimento, estava claro que a caminhada do CEBI precisava ser ecumênica, mesmo porque a defesa da vida e as necessidades básicas ultrapassam as fronteiras religiosas. Por isso, está se fazendo um enorme esforço para que a perspectiva da leitura e a espiritualidade ecumênica estimuladas pelo CEBI cheguem sempre mais às pessoas das diversas denominações cristãs. Importante para o CEBI é que cresça mais o ecumenismo a partir da base, despertando o potencial ético e de defesa da vida, presente em todas as comunidades religiosas.
Entendemos que o Ecumenismo não somente está nas relações entre igrejas, mas também na atitude de radical abertura ao diferente assumida como caminho para a unidade e testemunho à beleza que salvarão a humanidade e o cosmos.

Espiritualidade
Beber na fonte da vida
Desde as origens, a Palavra de Deus, vislumbrada na realidade e no texto, foi fonte de água viva, água que jorra e mata a sede em tempos de desânimo, água que alimenta a esperança, água que sustenta a luta e a resistência. Os círculos bíblicos, os encontros, os cursos e seminários são permeados de profunda mística. Essa se desvela no jeito de celebrar, na amizade, na acolhida, na solidariedade e no compromisso com a vida.
A equipe de espiritualidade empenha suas forças para manter viva essa fonte. Esses esforços, podemos apreciá-los de forma especial no Cancioneiro e no CD que o acompanha e em várias publicações.

Ecologia
Terra, água, fogo
A promoção da vida passa pelo equilíbrio ecológico. A dimensão da ecologia já se faz ver e sentir em inúmeros movimentos sociais e populares onde o CEBI atua. Ela estará presente, de modo marcante, nos próximos anos, com publicações, encontros e seminários abordando especificamente essa temática. Essa atenção específica nos preparará para o tema de estudo da próxima Assembléia Nacional do CEBI - "Bíblia e Ecologia" - que acontecerá em novembro de 2002. Estudos e subsídios sobre "Terra, Água e Fogo" serão temas abordados no próximo triênio para que nos imbuamos da urgência de transformar nossa relação com a "oikos", a casa que nos acolhe.

Intercâmbio
Articulação e parceria
Com mais de duas décadas de caminhada, a leitura popular da Bíblia do CEBI vem ultrapassando as fronteiras do país. Naturalmente, a entidade foi estabelecendo vínculos institucionais com diferentes organismos através de cursos, seminários e encontros diversos. Hoje, existem parcerias na América Latina, Caribe, África e Europa.
O CEBI está articulado institucionalmente com o Fórum Sul de Organizações Não-Governamentais, Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (ABONG), Compartir Ecumênico de Recursos (CER), Comissão Evangélica Latino-Americana de Educação Cristã (CELADEC), Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), Rede Ecumênica Bíblica Latino-Americana e Caribenha (REBILAC), Rede Latino-Americana e Caribenha de Organismos Ecumênicos (REDLAC), Rede Ecumênica de Centros Leigos do Cone Sul e Federação Bíblica Católica (FEBIC).
Na Europa, sobretudo Alemanha e Itália, foram assessorados vários seminários e encontros, objetivando a formação de multiplicadores da Leitura Popular da Bíblia. A partir desses multiplicadores, estão surgindo grupos que, através da metodologia do CEBI, redescobrem que a Palavra de Deus é fonte de mística para o empenho no social. Anualmente, alguém do CEBI visita esses grupos, e algumas pessoas desses países participam de nossas atividades aqui no Brasil.
Aos poucos, está se intensificando uma relação de aproximação com as experiências africanas de leitura popular da Bíblia.

Educação popular
Uma grande universidade
O CEBI é, de fato, uma grande universidade popular. Anima e interliga uma grande rede de formação cristã e da educação popular, envolvendo diretamente mais de 10 mil grupos de reflexão, círculos bíblicos, cursos de finais de semana, escolas bíblicas que duram várias semanas, cursos de capacitação com um mês de duração, cursos intensivos de seis meses e cursos extensivos que duram vários anos. Além disso, o CEBI mantém um Curso de Bíblia por Correspondência, envolvendo milhares de pessoas, e um Curso de Formação de Assessores e Assessoras Bíblicos em nível de pós-graduação.

O CEBI e sua atuação: Os resultados
Hoje, o CEBI atinge milhares de grupos e comunidades, ajudando o povo a reapropriar-se da Bíblia, encontrando nela luz, ânimo e esperança para resistir às dificuldades e lutar por uma vida mais digna. Como vimos, o CEBI está presente em associações de moradores, movimentos populares de saúde, de mulheres, indígenas, pessoas negras, marginalizadas, doentes, desempregadas, agricultoras e agricultores, sem-terra , sem-teto, meninos e meninas de rua, no movimento ecológico, em movimentos pelos direitos das crianças e adolescentes, em associações de professores e professoras, entre outros.
O CEBI está organizado em 25 Estados brasileiros. Através de 174 Sub-Regiões/Núcleos se faz presente em mais de 600 cidades, atingindo diretamente cerca de 80 mil lideranças populares. Convém ressaltar que mais de 90% das atividades do CEBI são assumidas por equipes voluntárias.

Fonte: cebi.org.br

Fonte: cebi.org.br

sábado, 27 de julho de 2013

74 - Portal Ecumênico




Para muitos, o ecumenismo é apenas a reunião de determinadas igrejas cristãs que se toleram em alguns pontos de fé. Para outros, ecumenismo é, de fato, um bonito ideal, mas que nunca será alcançado. Porém, muito mais que a reunião de igrejas, e bem mais que um mero ideal, o ecumenismo é a concretização da prática cristã alicerçada no amor, aquele sentimento que “nunca falha” 1 Cor. 13:8.
E é bom que seja o amor o maior propulsor da causa ecumênica, pois sem ele, tudo seria como “metal que soa ou sino que tine”, parafraseando mais uma vez o grande apóstolo Paulo. Mas como o amor é chama e, posto que é chama, deve ser sempre alimentado, cuidado, acalentado, iniciativas em prol da promoção desse amor chamado “ecumenismo” são sempre interessantes, e pra lá de bem vindas! 
Mas aí você se pergunta: Como promover o ecumenismo e, de certa forma, espalhar esse amor? Simples, o ecumenismo se concretiza na caridade ao próximo, mesmo que este próximo sequer tenha uma fé; se concretiza nas ações amorosas do cotidiano, no diálogo fraterno com irmãos cristãos e não-cristãos, e também na promoção de ações que levem dignidade à pessoa humana, seja por meio de projetos ou, arrisco dizer, por um simples sorriso de “bom dia”, ou “muito obrigado”, ou “fique na paz”...


Tradução: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. parte do artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.