segunda-feira, 7 de março de 2011

16 - Walther Eichrodt: Teólogo do Antigo Testamento


Walther Eichrodt (1890-1978) teólogo protestante e um dos mais importantes do Antigo Testamento .
Estudou em
Bethel , Greifswald e Heidelberg, e ensinou de 1922-1960, primeiro como adjunto, a partir de 1934, como professor de religião do Antigo Testamento e História na Universidade da Basiléia . A idéia básica de sua teologia, é o pacto entre Deus e o homem, que para ele é o centro do Antigo Testamento.

David Rubens

Estilo de Normalizar Citação De Acordo com as Normas da ABNT para Trabalhos Acadêmicos.
RUBENS, David. Walther Eichrodt: Teólogo do Antigo Testamento. http://biblicoteologico.blogspot.com.br/. Acesso em: _____________.

domingo, 6 de março de 2011

15 - Gerhard Kittel: Especialista em Novo Testamento



Gerhard Kittel


Especialista em Novo Testamento


Gerhard Kittel (Tübingen, 1888-1948) foi um teólogo protestante alemão e especialista do Novo Testamento.
Kittel era filho de Rudolf Kittel, professor de Antigo Testamento, que era um perito em Judaísmo e foi reitor da Universidade de Leipzig de 1917 até 1919. Estudou no König Albert Ginásio, em Leipzig, de 1907 a 1912, onde estudou línguas orientais e teologia. Posteriormente estudou em Tübingen, Berlim e Halle. Em 1913 recebeu um doutorado da Universidade de Kiel.
Durante a I Guerra Mundial, Kittel serviu como capelão da marinha alemã. Em 1917 lecionou em Leipzig, até 1921, quando se tornou professor. Em 1921 ele foi chamado para ensinar Teologia do Novo Testamento, em Greifswald, onde permaneceu até 1926. Em seguida, assumiu a cadeira de Adolf Schalatter em Tübingen. Em Tübingen realizou várias pesquisas e publicou vários artigos comparando a história e a religião do judaísmo antigo e o cristianismo emergente na Palestina. Naquele tempo, disse que não estava interessado em questões raciais e políticas, mas nas relações entre Israel, o judaísmo e cristianismo. Em 1933, assumiu a elaboração do Dicionário Teológico do Novo Testamento, que estava anteriormente a cargo de Hermann Cremer e de Kögel Julius.
Em Tübingen, foi professor de alunos de prestígio como Bonhoeffer, Barth, Bultmann, e outros teólogos importantes, tanto católicos como protestantes.
Tübingen foi notável tanto por ter preparado os maiores 'nomes' da Teologia na Alemanha, na época, mas também dando origem significativamente a um neo-Marcionismo e às escolas de "Alta Crítica", o que mudou dramaticamente a abordagem ao estudo das Sagradas Escrituras.
Ele fez-se membro do Partido Nazi, em Maio de 1933, ano em que o Partido Nazista assumiu o governo, na Alemanhã. Ao publicar o seu artigo "A questão dos judeus" em 1933, Kittel estava envolvido com a política nazista de exclusão do povo judeu, manifestaram desacordo oralmente ao seu envolvimento com a política nazista tanto líderes judeus, como Martin Buber, e também, líderes cristãos, como Ernst Lohmeyer.
Em 1935 Kittel ajudou a fundar o Reichsinstitut Kittel für Geschichte des Neuen Deutschland (O Instituto Governamental para a História da Nova Alemanha), a instituição que supostamente dava uma justificação científica para as políticas anti-semitas do regime nazista. Foi um colaborador activo com a divisão responsável pela questão judaica, o Institut zur Erforschung der Judenfrage (Instituto de Pesquisa sobre a Questão Judaica). Desde o Outono de 1939 até Abril de 1943, foi encarregado do departamento de teologia na Universidade de Viena.
Hermann Sasse, professor de Teologia em Erlangen, caracterizou Kittel e o seu trabalho numa nota dirigida ao Bispo de Bravaria, Hans Meiser, em 1944, com as seguintes palavras: "Como colaborador no seu dicionário durante mais de um ano, cheguei à conclusão de que Kittel é um dos homens mais sábios acerca das questões teológicas do nosso tempo. Os seus pactos com os Deutsche Christen (Cristãos Alemães), em todos os aspectos tem sido um desafio difícil para nós. Este discurso documenta a sua atividade no Reichsinstitut für Geschichte des Neuen Deutschlands e serve como base científica para a atual política em relação aos judeus. Por tanto, Kittel tem promovido estas políticas e, ao fazê-lo comprometeu a teologia evangélica, tornando-a parcialmente responsáveis por elas."
Kittel foi preso pelo exército francês de ocupação em 3 de Maio de 1945 e preso durante dezessete meses, em primeiro lugar no castelo de Tübingen e depois no campo de detenção em Balingen.
Estudiosos franceses e norte-americanos, preocupados com a redação incompleta do Dicionário Teológico Novo Testamento, solicitaram ao governo militar francês da região que o libertassem para ele poder continuar a trabalhar nele e terminá-lo.

Em 1946, ele foi liberado com restrições de movimento. Ele conseguiu trabalho numa biblioteca do mosteiro Beuron e deu assistência a uma pequena congregação de luteranos da mesma cidade como pastor. Em seguida, os franceses levantaram-lhe as restrições de circulação, facilitando o seu regresso a Tübingen para onde foi viver com a sua esposa.
Kittel faleceu em 11 Julho, 1948.


David Rubens


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RUBENS, David. Gerhard Kittel: Especialista em Novo Testamento. http://biblicoteologico.blogspot.com.br/. Acesso em: _____________.


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

14 - Teologia Liberal: Uma aproximação





Teologia Liberal: Uma aproximação

por

David Rubens




     O termo Teologia Liberal, tencionava indicar um livre método de investigação histórico-crítico das fontes da fé e da teologia, que não se sentisse vinculado aos dados posteriores da tradição dogmática. A Teologia Liberal nasceu da burguesia européia do século XIX com a Teologia Protestante. Tem seus antecedentes históricos na Filosofia da Religião de Hegel e na Teologia de Schleiermacher. Não é uma escola bem definida, se podem distinguir diferentes linhas de pensamentos. É chamada de Teologia Liberal a interpretação racionalista do Novo Testamento (Baur, Strauss) da primeira metade do século XIX. É designada como liberal a reflexão do teólogo de Göttinger, Albrecht Ritschl, e de sua escola, que incluía teólogos sistemáticos como Hermann, estudiosos do Antigo Testamento como Welhausen, do Novo Testamento como Jülicher, historiadores como Harnack e filósofos da religião como Troeltsch.

Suas características eram:


A) Leitura predominantemente ética do cristianismo;
B) Assunção rigorosa do método histórico-crítico e de seus resultados;
C) Relativização da tradição dogmática da Igreja, e particularmente da cristologia.
Os documentos mais significativos da Teologia Liberal são: A Essência do Cristianismo de Harnack e a Absolutidade do Cristianismo de Troeltsch.

Conclusão:
Por Teologia Liberal entende-se toda tentativa teológica que, em nome do método histórico-crítico e de seus resultados, exige uma revisão dogmática ou uma relativização da cristologia.





Georg Wilhelm Friedrich Hegel

(Estugarda, 27 de agosto de 1770Berlim, 14 de novembro de 1831) foi um filósofo alemão. Recebeu sua formação no Tübinger Stift (seminário da Igreja Protestante em Württemberg). Era fascinado pelas obras de Spinoza, Kant e Rousseau, assim como pela Revolução Francesa. Muitos consideram que Hegel representa o ápice do idealismo alemão do século XIX, que teve impacto profundo no materialismo histórico de Karl Marx.




Friedrich Daniel Ernst Schleiermacher (Breslau21 de novembro de 1768 — Berlim12 de fevereiro de 1834) foi pregador em Berlim na Igreja da Trindade, deu aula de Filosofia e Teologia em Halle an der Saale. Traduziu as obras de Platão para o alemão. Foi influenciado por Kant e Fichte, mas não se tornou um idealista subjetivo. Foi corresponsável pela aparição da teologia liberal, negando a historicidade dos milagres e a autoridade literal das Escrituras. Schleiermacher tentou tornar a fé cristã palatável aos que foram educados e influenciados pelo pensadores iluministas.




Ferdinand Christian Baur
(21 de junho de 1792 - 2 de dezembro de 1860) foi um teólogo alemão e líder da escola de teologia de Tübingen. Seguindo Hegel na teoria da dialética, Baur argumentou que no segundo século o cristianismo representou a síntese de duas teses opostas: o cristianismo
judaico e cristianismo paulino.








David Friedrich Strauss

(Ludwigsburg, Alemanha, 27 de Janeiro de 1808 - 8 de Fevereiro de 1874) foi um teólogo e exegeta alemão. Em Setembro de 1825 iniciou os seus estudos de teologia no seminário protestante de Tübingen, sendo depois professor no seminário de Maulbroon. Discípulo de Hegel, tornou-se muito conhecido após a publicação, em 1835, da obra Vida de Jesus, que causou escândalo nos meios religiosos da Alemanha. Para Strauss, o sucesso do cristianismo explicava-se por um "mito de Jesus", que teria sido forjado pela mentalidade judaica dos tempos apostólicos, e que não poderia ser sustentada pela ciência moderna - perspectiva depois adaptada por Ernest Renan na sua Vida de Jesus.




Albrecht Ritschl
(25 de março de 1822 - 20 de março de 1889) foi um teólogo alemão. Segundo Ritschl, a fé era entendido como sendo irredutível a outras experiências, fora do âmbito da razão. A fé, disse ele, não veio de fatos, mas a partir de juízos de valor. "Divindade de Jesus, ele argumentou, foi melhor entendida como a expressão do “valor-revelacional” de Cristo para a comunidade que confia nele como Deus.








Johann Wilhelm Herrmann
(1846-1922) era um teólogo reformado alemão. Hermann ensinou em Halle e depois foi professor em Marburg . Influenciado por Kant e Ritschl, via Deus como o poder da bondade. Jesus era visto como um homem exemplar. Mesmo que Jesus nunca existiu, de acordo com Herrmann, seu retrato tradicional ainda era válido. Seu livro A Comunhão do Deus cristão era visto como um dos destaques do século XIX.





Julius Wellhausen
(17 de maio de 1844 - 7 de janeiro de 1918) foi um estudioso da Bíblia e um orientalista alemão. Nasceu em Hameln, Weser (Westphalia). Tornou-se conhecido especialmente por sua atuação na análise do Antigo Testamento e pelo desenvolvimento da Alta crítica e da hipótese documental. É um dos grandes nomes da teologia liberal.









Jülicher Adolf
(1857-1938) foi um estudioso e exegeta alemão. Foi professor de História da Igreja e Exegese do Novo Testamento, na Universidade de Marburg. Teorizava que Jesus não afirmou ser o Messias , mas que a igreja primitiva tinha reivindicado que era. Segundo esta teoria, o autor do evangelho de Marcos tinha inventado a idéia de "segredo messiânico", segundo a qual Jesus tentou esconder sua identidade, e só revelou a alguns de seus discípulos.





Adolf von Harnack
(Dorpat, Estónia, 7 de maio de 1851Heidelberg, 10 de junho de 1930) foi um teólogo alemão, além de historiador do cristianismo. Suas duas obras mais conhecidas são o Lehrbuch der Dogmengeschichte ("Manual de história do dogma", em três volumes) e a série de palestras Das Wesen des Christentums ("A essência do cristianismo"), texto clássico da teologia liberal.








Ernst Troeltsch
(Haunstetten, hoje bairro de Augsburgo, 17 de Fevereiro de 1865Berlim, 1 de Fevereiro de 1923) foi um teológo alemão que ao lado de Max Weber elaborou alguns conceitos relacionados à religião. Na obra The Social Teaching of the Cristinan Churches, Troeltsch, visando analisar a organização religiosa dentro dos parâmetros burocráticos, fez a distinção de igreja e seita. A primeira significa um organismo religioso grande e bem-estabelecida, exemplo típico é a Igreja Católica. A segunda refere-se a um agrupamento menor de fiéis, geralmente iniciado em protesto aos rumos tomados por uma determinada igreja, os calvinistas podem ser apontados como representantes de uma seita.


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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

13 - Ressurreição de Jesus: RUDOLF BULTMANN, KARL BARTH, WOLFHART PANNENBERG

Resumo:

A ressurreição é uma das áreas mais amplamente discutidas da teologia cristã moderna. Isso reflete o fato de que a questão importante da relação entre fé e a História se concentrar, com freqüência, no tema da ressurreição de cristo. A seguir, apresentaremos um esboço das principais posições que se desenvolveram durante o período moderno numa tentativa de avaliar sua relevância.






RUDOLF BULTMANN: A RESSURREIÇÃO COMO UM ACONTECIMENTO NA EXPERIÊNCIA DOS DISCÍPULOS

Bultmann conserva a convicção de que nesta era científica é impossível crer em milagres. Em decorrência disso, a crença na ressurreição objetiva de Jesus não é mais possível; contudo, pode se mostrar possível entendê-la de outra maneira. De acordo com Bultmann, a história é “um continuo fechado de efeitos no qual acontecimentos individuais são ligados pela sucessão de causa e efeito”. A ressurreição, como outros milagres, interromperia, portanto, o sistema fechado da natureza.
A crença ma ressurreição de Jesus, ainda que perfeitamente legítima e compreensível no primeiro século, não pode ser levada a sério nos dias de hoje. “É impossível usar luz elétrica e equipamentos de rádio e, num caso de enfermidade, buscar ajuda da medicina moderna e das descobertas clínicas e, ao mesmo tempo, crer no mundo de espíritos e milagres do Novo Testamento.” A compreensão humana do mundo e da existência humana mudou radicalmente desde o primeiro século; em decorrência disso, para a humanidade moderna, a cosmovisão mitológica do Novo Testamento é incompreensível e inaceitável. A cosmovisão de uma pessoa é formada de acordo com a era em que vive e não pode ser alterada.
A ressurreição é algo que aconteceu na experiência subjetiva dos discípulos, e não algo que ocorreu no âmbito público da História. Para Bultmann, Jesus foi, de fato, ressurreto - foi ressurreto na forma de Kerigma. A pregação de Jesus foi transformada numa proclamação cristã de Cristo. Jesus se tornou um elemento da pregação cristã; foi ressurreto e assimilado na proclamação do evangelho.





KARL BARTH: A RESSURREIÇÃO COMO ACONTECIMENTO HISTÓRICO ALÉM DA INVESTIGAÇÃO CRÍTICA.

Em seus primeiros escritos, Barth argumentou que o túmulo vazio era de importância mínima para a ressurreição. No entanto, se espantou cada vez mais com a abordagem existencial de Bultmann que parecia sugerir que a ressurreição não tinha nenhuma base histórica objetiva. Por esse motivo, Barth passou a enfatizar com veemência os relatos dos evangelhos acerca do túmulo vazio. O túmulo vazio é “um sinal indispensável” que “evita todos os possíveis mal-entendidos”. Demonstra que a ressurreição de Cristo não foi um acontecimento puramente íntimo, interno ou subjetivo, mas algo que deixou uma marca na História.
Isso parece sugerir que Barth considera a ressurreição um acontecimento aberto a investigação histórica, a fim de esclarecer sua natureza e confirmar seu lugar na história geral do mundo, e não uma experiência interna particular dos primeiros cristãos. Entretanto, não é o caso. Ele recusa firmemente permitir que as narrativas dos evangelhos sejam submetidas ao escrutínio histórico-crítico.
Barth enfatiza que Paulo e os outros apóstolos não estão pedindo a “aceitação de um relato histórico perfeitamente atestado”, mas sim “uma decisão de fé”.
A investigação histórica não pode legitimar ou prover segurança para essa fé; assim como a fé não pode se tornar dependente dos resultados provisórios da investigação histórica. A fé é uma resposta ao Cristo ressurreto, e não ao túmulo vazio. O túmulo vazio não tem nenhum valor na fundamentação da fé no Cristo ressurreto.






WOLFHART PANNENBERG: A RESSURREIÇÃO COMO UM ACONTECIMENTO HISTÓRICO ABERTO À INVESTIGAÇÃO CRÍTICA


Para Pannenberg a História, em sua totalidade, só pode ser entendida quando é vista de seu ponto final. O fim da História, que ainda não ocorreu, foi revelado de antemão na pessoa e obra de Cristo.
Enquanto Rudolf Bultmann escolheu demitologizar os elementos apocalípticos do Novo Testamento, Pannenberg os considera a grade ou estrutura hermenêutica pela qual a vida, morte e ressurreição de Cristo podem ser interpretadas.
Pannenberg insiste na ressurreição de Jesus como um acontecimento histórico objetivo, testemunhado por todos que tiveram acesso às evidências. Enquanto Bultmann tratou a ressurreição como um acontecimento dentro do mundo experimental dos discípulos, Pannenberg declara que ele pertence ao mundo da história pública universal.
Pannenberg, historiador extremamente competente, diz que se o historiador se propõe a investigar o NT convicto de que “pessoas mortas não ressuscitam”, essa conclusão será apenas projetada no conteúdo neotestamentário. A avaliação “Jesus não ressuscitou dentre os mortos” será a pressuposição, e não a conclusão dessa investigação. Pannenberg pede uma abordagem neutra à ressurreição. As evidencias históricas que apontam para a ressurreição de Jesus devem ser investigadas sem nenhuma pressuposição dogmática de que essa ressurreição não poderia ter acontecido. Pannenberg afirma que a ressurreição de Jesus prenuncia a ressurreição geral do fim dos tempos e traz para a História tanto essa ressurreição quanto a revelação plena e final de Deus. A ressurreição estabelece a identidade de Jesus com Deus, permitindo que essa identidade com Deus seja vista em seu ministério pré-páscoa. Serve, por isso, de base para uma série de declarações cristológicas, incluindo a divindade de Cristo e sua encarnação.




Recensões:

SERAFIN, Béjar. Dios en Jesús: ensayo de cristología. Madrid: San pablo, 2008.

Este livro reflete sobre a cristologia conjunta do binômio Deus e Jesus, comparando as diferentes visões que temos de Deus com o retrato que emerge de olhar para o Filho do Pai. O verdadeiro rosto de Deus pode ser conhecido em Jesus de Nazaré, enquanto a profunda consciência do presente século judeu esgotado apenas se relacionar com Deus, que viveu e que serviu ao longo da existência terrena. Deus em Jesus e Jesus em Deus é o ponto de vista formal que ajuda o leitor ao longo dos vários capítulos, para evangelizar as suas imagens de Deus, conscientes de que a comunidade cristã deve ser definida de forma permanente a uma alternativa: para servir o Deus vivo adivinhado o verdadeiro rosto de Jesus, ou usar um Deus feito à imagem dos nossos desejos e projetos, um Deus humano, demasiado humano.

Serafin Bejar é formado na Pontifícia Universidade Gregoriana. É professor de Cristologia e Antropologia Teológica História Contemporânea na Faculdade de Teologia de Granada. É o autor de um estudo sobre a teologia de Bruno Forte e o Cardedal Gonzalez, bem como inúmeros artigos sobre pós-modernismo.







BULTMANN, Rudolf. Teologia do Novo Testamento. São Paulo: Teológica, 2004.
BARTH, Karl. Esboço de uma Dogmática. São Paulo: Fonte Editorial, 2006.
DUMAS, André; BOSC, Jean; CARREZ, Maurice. Novas Fronteiras da Teologia. São Paulo: Duas Cidades, 1969.
PANNENBERG, Wolfhart. Teologia Sistemática, Vl 1. São Paulo: Academia Cristã; Paulus, 2009.
PANNENBERG, Wolfhart. Pergunta sobre Deus, A. São Paulo: Fonte Editorial, 2002.
POLMAN, A. D. R. Barth: Pensadores Modernos. Recife: Cruzada de Literatura Evangélica do Brasil, 1969.

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RUBENS, David. Ressurreição de Jesus: RUDOLF BULTMANN, KARL BARTH, WOLFHART PANNENBERG. http://biblicoteologico.blogspot.com.br/. Acesso em: _____________.


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

12 - Pais da Igreja: Santo Ireneu

                                            SANTO IRENEU



Por
David Rubens

O que sabemos de Santo Ireneu foi transmitido por Eusébio no quinto livro da História Eclesiástica. Ireneu nasceu em Esmirna (135-140), quando jovem foi discípulo do Bispo Policarpo, por sua vez discípulo do apóstolo João. Ireneu foi da Ásia Menor para a Gália, no ano 117, encontramos Ireneu incluído no colégio dos presbíteros. Somos informados de uma breve ida de Santo Ireneu a Roma e um retorno a Lião assumindo a função de Bispo após a morte, por maus tratos, do antigo Bispo Potino. O ministério de Ireneu se conclui por volta de 202-203.
Ireneu é apresentado como sendo um grande homem de fé. Zeloso pela doutrina e fervor missionário. Um defensor da verdadeira doutrina “e um campeão da luta contra as heresias”, além de proclamador da verdadeira fé.
No século II os gnósticos ameaçavam a verdadeira fé da Igreja. “Ireneu contesta o dualismo e o pessimismo gnóstico que diminuíam as realidades corpóreas. Ele reivindicava decididamente a santidade originária da matéria, do corpo, da carne, não menos que a do espírito.” Ireneu é conhecido como o primeiro grande teólogo da Igreja, que criou a teologia sistemática.
Ireneu permaneceu fiel durante toda vida a mensagem recebida de Policarpo, este que era discípulo de João.
Ireneu afirma a importância da mensagem apostólica para a Igreja e, enfatiza que os cristãos devem observar o que os Bispos dizem, pois estes remontam aos apóstolos. “O verdadeiro Evangelho é o que foi transmitido pelos Bispos que o receberam numa sucessão ininterrupta dos Apóstolos.”
Podemos observar alguns princípios defendidos por Santo Ireneu:
1) A Tradição apostólica deve ser proclamada, não pode ser ocultada a ninguém.
2) O conteúdo da fé da igreja remonta aos Apóstolos e estes a Jesus.
3) O ensinamento dos Apóstolos é único e verdadeiro.
4) Os bispos são portadores da tradição que vem dos Apóstolos.
5) A Igreja é única, e gera unidade apesar da diversidade das línguas e das culturas. “A Igreja, apesar de estar espalhada por todo o mundo, conserva com solicitude [a fé dos Apóstolos], como se habitasse numa só casa; ao mesmo tempo crê nestas verdades, como se tivesse uma só alma e um só coração; em plena sintonia com estas verdades proclama, ensina e transmite, como se tivesse uma só boca. As línguas do mundo são diversas, mas o poder da tradição é único e é o mesmo: as Igrejas fundadas nas Alemanhas não receberam nem transmitiram uma fé diversa, nem as que foram fundadas nas Espanhas ou entre os Celtas ou nas regiões orientais ou no Egito ou na Líbia ou no centro do mundo” (1, 10, 1-2).
6) A Tradição apostólica é guiada pelo Espírito Santo.
7) O Espírito Santo garante a fidelidade da transmissão da fé.
8) Recebemos a fé pela Igreja e conservámo-la por obra do Espírito.
9) Onde estiver a Igreja, ali está o Espírito de Deus; e onde estiver o Espírito de Deus, ali está a Igreja com todas as graças (3, 24, 1).
Santo Ireneu defende a importância da tradição apostólica, afirmou a veracidade da mensagem transmitida pela Igreja que gera fé nas pessoas que as recebem por intermédio do Espírito Santo.

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RUBENS, David. Pais da Igreja: Santo Ireneu. http://biblicoteologico.blogspot.com.br/. Acesso em: _____________.

11 - Contato com David Rubens

David Rubens de Souza

Nasci em 12 de janeiro de 1983, em Lajinha, Minas Gerais. Cresci no distrito de Professor Sperbert, município de Chalé-MG, onde vivi parte significativa da infância e juventude. Nesse período, tive meus primeiros contatos com a tradição católica e com o estudo das Escrituras, da Teologia e da experiência cristã.

Em 2000, iniciei minha formação teológica no Centro de Cultura Bíblica Bereshit (CCBB), sob orientação do professor Hilmar Sather, aprofundando estudos em Teologia Bíblica, Exegese e Pentateuco. Posteriormente, fui ordenado ministro religioso pelo Ministério Tabernáculo, atuando em Conceição de Ipanema-MG. Também iniciei minha experiência docente, lecionando Teologia Bíblica, Exegese e Pentateuco, atividade que posteriormente se estendeu por diferentes regiões e estados brasileiros.

Em 2005, transferi-me para Pindamonhangaba-SP, onde ampliei minha formação e aproximei meus estudos de áreas como Filosofia, História, Educação e Ciências Humanas. Nesse período, frequentei o Instituto Bíblico das Assembleias de Deus (IBAD), tendo entre meus professores João Kolenda Lemos. Gradualmente, afastei-me das atividades ministeriais para dedicar-me aos estudos.

Em 2010, fundei uma comunidade autônoma de estudos e reflexão, formada por familiares e amigos, sem fins lucrativos. Em 2011, publiquei meu primeiro livro, Jesus: modelo de práxis social cristã, inspirado na perspectiva da Teologia da Libertação. Em 2012, publiquei No caminho com Deus e, posteriormente, Jesus Histórico: o caminho do amor e do cuidado.

Minha formação acadêmica também se expandiu para a Filosofia. Na Universidade de Taubaté (UNITAU), desenvolvi especial interesse por Platão e Martin Heidegger, dedicando meu trabalho de conclusão à relação entre Heidegger e Rudolf Bultmann. Posteriormente, na Faculdade Dehoniana, aprofundei os estudos de Exegese, Jesus Histórico, Teologia da Esperança e movimento ecumênico, em diálogo com a Filosofia, a História e as Ciências Humanas.

Ao longo dessa trajetória, tive contato com importantes pesquisadores e teólogos, entre eles José Comblin, João Batista Libanio, Leonardo Boff, Carlos Mesters, Milton Schwantes e Jürgen Moltmann. Essas experiências contribuíram para minha compreensão das relações entre Bíblia, Teologia, História, Filosofia, sociedade e realidade social. Também realizei pós-graduação em Filosofia na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com trabalho sobre Platão e a Educação.

Em 2014, tornei-me professor titular de Filosofia da Rede Estadual de Ensino de São Paulo. Em 2017, ingressei no ensino superior como professor de graduação em Teologia na FABAD, onde também atuei com orientação acadêmica, bancas examinadoras, pesquisa e produção editorial, incluindo a edição da Revista de Iniciação Científica.

Minha produção bibliográfica inclui, entre outras obras, Capelania Cristã (2020), História da Igreja (2020) e Pentateuco: história e composição (2021). Também participei de congressos, encontros científicos e eventos acadêmicos ligados à Teologia, Ciências da Religião e estudos bíblicos, incluindo atividades da ANPTECRE e da ABIB.

A partir de 2025, ampliei meus estudos para uma perspectiva holística do ser humano e do mundo, ingressando na Universidade Holística do Brasil (UHB) para formação na área de terapias holísticas.

Minha trajetória reúne experiências no ministério religioso, na educação básica e superior, na formação teológica, na pesquisa, na produção bibliográfica e na organização de atividades acadêmicas. É uma caminhada marcada pela busca permanente do conhecimento e pelo diálogo entre diferentes áreas das Ciências Humanas.

Ao longo desse percurso, mantenho como princípio a convicção de que o conhecimento deve estar a serviço da formação humana, da reflexão crítica e da transformação da realidade.

 




Mande sua mensagem, será um prazer respondê-lo!


rubensufscar@gmail.com

profdavidfilosofia@hotmail.com



10 - A "Novidade" da Teologia da Libertação





Por
David Rubens

É interessante observar a teologia como reflexão presente em todo aquele que abraça o dom da fé pelo efeito da palavra de Deus. A teologia nasce, está presente e se atualiza na correlação palavra espírito e mundo concreto.
A fé busca compreensão e pela reflexão formula idéias, diretrizes e princípios norteadores que a fundamentam. Todo aquele que abraça a fé torna-se necessariamente teólogo, busca a compreensão e pensa o mundo com os olhos da fé.
A função inicial da teologia como sabedoria caracteriza-se pela busca de compreensão do texto bíblico, foco principal: vida espiritual. No século XII a teologia passa de uma função unicamente espiritual para uma ciência que perscruta com o intuito de fundamentar a fé dentro dos princípios estabelecidos pela razão em diálogo com o mundo, é o tempo da sistematização, tempo da exposição clara: ... a teologia é necessariamente espiritual e saber racional. p, 60.
Teologia e práxis: nova reflexão, caridade como centro da vida cristã, fé e libertação: compromisso com Deus, compromisso com o próximo. Práxis: Uma postura diante da vida, o valor prático da teologia. Reflexão teológica para viver e compreender o mundo onde o próprio Deus se fez homem. p, 63
“A palavra de Deus convoca e se encarna na comunidade de fé que se entrega ao serviço de todos os homens”. p, 64.
A reflexão focada na compreensão do dom da fé desafia ao compromisso de libertação, que se fortalece pela união na comunidade que ouve a revelação.
“A comunidade cristã prefere uma fé que age pela caridade”. p, 68.
A teologia para ser relevante deve ser sabedoria precisa buscar a razão e viver os resultados na vida concreta, no estender as mãos. O desafio da teologia que nasce na comunidade de fé é antes de tudo promover a libertação pela práxis originária na experiência de fé.
“A reflexão a luz da fé deve acompanhar constantemente o agir pastoral da Igreja”.p, 69. Uma teologia formulada para libertação conhece a realidade do povo sente a dor do pobre e excluído, caminha com a comunidade de fé e participa de sua realidade, cumpre “uma função libertadora do homem e da comunidade cristã, evitando-lhes todo fetichismo e idolatria”. P, 70.
Teologia e libertação: fazer com que o mundo seja melhor, esse fazer só será possível pelo dom da fé que fortalece o amor na comunidade cristã que aceita a revelação de Deus.

GUTIÉRREZ, Gustavo. Teologia da Libertação: Perspectivas. 9ª ed. São Paulo: Loyola, 2000


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09 - Filme: MAR ADENTRO. Avaliação ética do tema abordado no filme.

Avaliação ética do tema abordado no filme.
Tema: Eutanásia


Filme: MAR ADENTRO
Um filme de Alejandro Amenábar

Por
David Rubens


SÍNTESE E AVALIAÇÃO:

Reflexão, viajar pela imaginação, se deslumbrar com o além. Com auxilio de uma voluntaria “Ramón”, tetraplégico, sonha com a liberdade. As imagens que lhe correm na mente através da leitura lhe afasta do mundo e o desafia a liberta-se de um corpo que não responde aos anseios da mente. Aprisionado, uma vida força, “uma vida assim não é digna”.
Depender do outro para viver e também para morrer, é a triste sena que introduz a realidade de um tetraplégico revoltado com o sofrimento. A busca por alguém que tenha coragem de ajudá-lo a morrer, para Ramón, é nisto que será conhecido o verdadeiro amor, um amor que sofre para atender o desejo de “libertar-se” do “amado”. Os argumentos são fortes: “a morte sempre esta conosco, este é o fim de todos nós, ela faz parte da vida”.
Para “Ramón”, aceitar a cadeira de rodas seria como aceitar migalhas da liberdade que já teve.
Aparentemente, a família não aceita o desejo de morte, mesmo a cunhada que se dedicava com tanto esmero, deseja que “Ramón”, continue vivo, no entanto, é possível perceber que na realidade a morte de “Ramón” seria um grande alívio para todos.
Apesar do desejo de morte, não faltam palavras de incentivo, e afirmações de que a vida vale apena mesmo em tal situação, palavras que só lhe aumentam o desejo de morte.
Advogados trabalham para que o desejo de Ramón seja atendido. São várias as pessoas que trabalham para ajudá-lo a viver e outros tantos que trabalham para ajudá-lo a morrer.
Ramón apresenta argumentos racionais de seu desejo. Ele demonstra ser um grande poeta, escrever com imensa perfeição.
O processo para que o desejo de Ramón seja atendido, foi preparado com todo cuidado pelos advogados, mesmo assim foi recusado pelos juízes, “baseado em argumentos metafísicos”, ainda que o Estado seja considerado laico.
Um padre, também tetraplégico, argumenta que o desejo de morte surge por falta de apóio e carinho por parte da família e da sociedade.
Ramón, afirma que, “uma pessoa de plena posse de suas faculdades mentais tem direito de escolher o destino de sua vida”.
Os juízes entendem o desejo de Ramón, mas ajudá-lo seria um crime.
A única solução para que o desejo de Ramón se cumpra, será preparar para que tudo aconteça as escondidas com pouca dor e em pouco tempo.
Finalmente, depois de 28 anos, 4 meses e alguns dias, Ramón realiza seu desejo dando fim a sua vida.

ANALISE
Penso que o objetivo do filme, consiste em demonstrar que o desejo de morte de uma pessoa que se recusa a permanecer em uma vida de sofrimento deve ser respeitado desde que a pessoa tenha plena posse de suas faculdades mentais.


Estilo de Normalizar Citação De Acordo com as Normas da ABNT para Trabalhos Acadêmicos.
RUBENS, David. Filme: MAR ADENTRO. Avaliação ética do tema abordado no filme. http://biblicoteologico.blogspot.com.br/. Acesso em: _____________.

Tradução: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. parte do artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.