sexta-feira, 9 de setembro de 2016
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
347 - Livro de Miqueias: Obras que ajudam a conhecer o profeta Miqueias.
Escutem bem, chefes de
Jacó, governantes da casa de Israel. Por acaso, não é obrigação de vocês
conhecer o direito e a justiça? Vocês são gente que devora a carne do meu povo
e arranca suas peles" (Mq 3,1-3). "O que Javé exige de você: praticar
o direito, amar a misericórdia, caminhar humildemente com o seu Deus" (Mq
6,8). Pisando no chão sagrado da comunidade do profeta Miqueias e da tradição
que se formou ao seu redor, encontramos um grupo profético que defende a
justiça, o direito e a misericórdia. Que o estudo e a reflexão a partir do
livro de Miqueias nos inspire na construção do Reino da Vida: "Toda a
humanidade, como uma família com a casa comum, deve respirar junto com a terra,
a mãe planeta".
p. 128
Paulus
Luiz
Alexandre Solano Rossi
Miqueias: memórias
libertadoras de um líder camponês é um subsídio para o Mês da Bíblia 2016. É um
livro em forma de convite para que o leitor se insira no mundo do profeta
Miqueias e faça os caminhos dele na defesa dos mais fragilizados e sempre à
procura de ações solidárias com aqueles que experimentam a violência e a
opressão. Durante esse percurso será sempre necessário perguntarmo-nos como a mística
profética se manifesta em nosso modo de ser e de viver como discípulo e
missionário de Jesus Cristo.
A expectativa de Miqueias
é a de uma sociedade fundamentada na prática do direito e da justiça, isto é,
na preservação e na promoção de ordenamentos sociais que são vitalmente
necessários para a construção da comunidade. No entanto, o que ele constata é
uma sociedade construída a partir de privilégios de alguns em detrimento da
pobreza de todos os outros.
Diante do caos social e
de ações predadoras dos mais fortes em relação aos mais fracos, torna-se
essencial recuperar as memórias de libertação de um camponês que nos convida a
caminhar com os fragilizados em direção a Deus.
Livro indicado para as pessoas e grupos que desejam aprofundar o tema do Mês da Bíblia 2016.
Livro indicado para as pessoas e grupos que desejam aprofundar o tema do Mês da Bíblia 2016.
p. 168
Paulinas
Ivo
Storniolo, E. M. Balancin
Miquéias é o porta-voz
dos direitos dos camponeses e o profeta que se posiciona contra o latifúndio e
contra a exploração da cidade sobre o campo. Esta é a chave de leitura que o
presente livrinho oferece, possibilitando ao leitor chegar ao núcleo da
mensagem de Miquéias e descobrir o seu significado para o nosso tempo.
Paulus
p. 44
Mercedes
Lopes
Diante do contexto do
mundo atual, com massacres e guerras que obrigam milhares de pessoas a deixarem
seus territórios de origem e migrarem para outros países em busca de vida, fica
evidente atualidade da profecia de Miqueias, que diz: "Eles forjarão de suas
espadas arados, e de suas lanças podadeiras. Uma nação não levantará a espada
contra outra nação e não se prepararão mais para a guerra (Mq 4,3b.
Com este subsídio,
pode-se fazer a reflexão da vida e da Bíblia com a proposta de 7 círculos
bíblicos sobre o livro de Miqueias.
p. 48
CEBI
“Praticar o direito, amar
a misericórdia, caminhar humildemente com o seu Deus” (Mq, 6,16)
Francisco
Orofino
Carlos
Mesters
O livro sobre o profeta
Miqueias será estudado e meditado no mês da Bíblia em 2016. Apesar das poucas
palavras escritas pelo profeta (apenas sete capítulos), sua personalidade forte
fez e faz com que seus escritos sejam lembrados até hoje. Miqueias foi um
homem do povo, que lutava contra as injustiças e pelos oprimidos. O texto nos
diz que Miqueias recebia suas missões através de visões sobre a palavra de
YHWH. As palavras de Deus para Miqueias não eram sobre seu próprio destino, mas
sim, para os governantes e habitantes de Samaria e Jerusalém.
Escrito por Carlos
Mesters e Francisco Orofino, o livro nos permite um aprofundamento na leitura
dos capítulos de Miqueias em relação ao momento atual vivido no país. As
reflexões do profeta fazem prosperar o sentido de justiça e defesa dos direitos
humanos, mesmo frente à situação de injustiça e desigualdade que enfrentamos no
país.
p. 40
CEBI
Milton
Schwantes
Partindo da temática
“povo” e “povo de Deus”, muito em voga no atual contexto latino-americano, o
autor estuda detalhadamente a expressão “meu povo” no livro de Miquéias, além
de oferecer uma orientação geral sobre a pessoa e a mensagem deste profeta.
Conclui que, em Miquéias, “meu povo” é vítima dos responsáveis pela maldade
reinante. Com este povo o profeta se sabe solidário. Este é o povo do profeta e
o povo de Deus, que sofre de modo bem concreto. Por isso, “meu povo” não são
apenas os fiéis seguidores do Senhor, mas os/as pobres e explorados/as, os/as
lavradores em fase de empobrecimento. Além disso, “meu povo” são também os
moradores de Jerusalém acossados pelo exército inimigo. Assim se evidencia que
o cerne de “meu povo”, do povo de Deus, são as pessoas fracas. E esta é uma
tendência de todo o Antigo Testamento, que testemunha o Deus que liberta
escravos e oprimidos - homens e mulheres.
p. 24
CEBI
Setembro/Outubro-2016
David Rubens
346 - Gênesis 1: Projetos de Esperança. David Rubens
Milton afirma que o
capítulo 1 de Gênesis é um texto de cunho teológico que tem por objetivo
revelar Deus em uma linguagem poética, sem interesse histórico ou científico,
uma espécie de confissão de fé. O texto é produto da elite de Judá e Jerusalém
deportada para Babilônia em 597 e 586 a.C. Milton comenta que “gente deportada
e desenraizada se expressa através de Gênesis 1”. A narrativa deixa
transparecer o conflito religioso no contexto do exílio, revela o trabalho dos
ex-sacerdotes no sentido de conservar a identidade dos judeus que corriam o
risco de perder suas tradições e se converter ao sistema cultural babilônico.
O exílio babilônico
marcou a história de Israel em dois sentidos. Primeiro, foi uma catástrofe
sócio-econômica, a elite, ou classe dirigente, foram os mais atingidos pela
invasão babilônica. Segundo, reacendeu a vida religiosa do povo. Os deportados,
sujeitos a trabalho forçado, reativaram as lembranças e encontraram nas
tradições de fé de Israel força para manter acesa a esperança de vida.
Mais do que expor o
assunto, Milton reler Gênesis 1 a partir de pessoas oprimidas que através da
poesia tentavam reacender a chama da esperança, pessoas sofridas que
encontravam forças nas lembranças e se achavam capazes até mesmo de desafiar os
deuses babilônicos, pessoas roubadas que ainda a sim eram capazes de sonhar com
a libertação.
Schwantes afirma que
Gênesis 1 apesar de ter característica de narração, é seguramente poesia. As
frases seguem um ritmo, trata-se de um poema solene com reflexões: “houve tarde
e manhã”, (v. 5, 8, 13). O texto era usado em liturgia nas reuniões do povo. A
poesia tinha por finalidade “esquentar o coração e facilitar o movimento dos
pés”.
Bibliografia
GASS, Ildon Bohn (org.). Exílio babilônico e dominação persa. 2ª ed. São Leopoldo: CEBI; São Paulo: Paulus, 2005.
GASS, Ildon Bohn (org.). Exílio babilônico e dominação persa. 2ª ed. São Leopoldo: CEBI; São Paulo: Paulus, 2005.
RAD, von Gerhard. Teologia do Antigo
Testamento. São Paulo: Aste; Targumim, 2006.
REIMER, Haroldo. Toda a Criação. São Paulo: Oikos, 2016.
REIMER, Haroldo. Toda a Criação. São Paulo: Oikos, 2016.
SCHWANTES, Milton. Projetos de Esperança:
Meditações sobre Gênesis 1-11.
São Paulo: Paulinas, 2009.
WESTERMANN, Claus. Fundamentos da Teologia
do Antigo Testamento. São Paulo: Academia Cristã, 2005.
WOLFF, Hans Walter. Bíblia Antigo
Testamento: Introdução aos escritos e aos métodos de estudo. São Paulo:
Teológica; Paulus, 2003.
terça-feira, 6 de setembro de 2016
345 - A origem de Javé: o Deus de Israel e seu nome. Thomas Römer
Sinopse
Se o judaísmo e, em
seguida, o cristianismo e o islã proclamam a unidade de um deus reinando
sozinho, desde toda a eternidade, sobre o céu e a terra, a própria Bíblia
Hebraica dá testemunho, para quem a lê com atenção, de suas raízes politeístas.
De fato, o “deus de Abraão” ao qual se referem as três religiões do Livro, cada
uma à sua maneira, não foi único desde sempre. Como é que um deus entre os
outros se tornou Deus? Eis o enigma que este mergulho nas fontes do monoteísmo
se propõe elucidar, percorrendo, ao longo de um milênio, as etapas de seu
desenvolvimento. De onde vem esse deus e por que viés se revelou ele a
“Israel”? Quais eram os seus atributos e qual era o seu nome antes de se tornar
impronunciável? Quando chegou ele à situação de deus tutelar dos reinos de
Israel e Judá? Sob que formas era venerado e representado? Por que decaíram as
outras divindades, ao lado de quais ele reinava? No fim de que processo e em
reação a quais acontecimentos se impôs o culto exclusivo que, progressivamente,
lhe foi dado? À luz da crítica histórica, filológica e exegética, e das mais
recentes descobertas da arqueologia e da epigrafia, Thomas Römer responde a
essas questões com uma pesquisa rigorosa e apaixonante sobre os traços de uma
divindade da tempestade e da guerra erigida, depois da “vitória” sobre as suas
rivais, em deus único, universal e transcendente.
Introdução
Na paisagem religiosa da
humanidade, o judaísmo é considerado a mais antiga religião monoteísta,
professando que só existe um deus que é, ao mesmo tempo, o deus específico do
povo de Israel e o deus de todo o universo. Essa ideia de um deus único
difundiu-se, depois, no cristianismo e no islã, que a expressam cada um à sua
maneira. Ao lermos as Bíblias judaica e cristãs,1 bem como o Corão, tem-se a
impressão de que esse deus esteve sempre lá, pois é ele o criador do céu e da
Terra. Mas, olhando mais de perto, encontramos textos que admitem a existência
de outros deuses, como naquela história do conflito entre um tal de Jefté,
chefe militar de uma tribo israelita, e Seon, rei dos vizinhos de Israel a
leste, que foi relatada no livro dos Juízes. Para resolver o conflito
territorial, Jefté utiliza um argumento teológico: “Não possuis o que Camos,
teu deus, te fez possuir? E tudo o que o Senhor, nosso Deus, nos entregou em
posse, não o possuiríamos nós?” (Jz 11,24). Aqui, o deus de Jefté é considerado
como o deus tutelar de uma tribo ou de um povo, à semelhança de Quemós, o deus
tutelar de Seon. Continuando a leitura da Bíblia hebraica,2 descobrimos outros
textos curiosos. Os destinatários do Deuteronômio são, por exemplo, muitas
vezes exortados a não seguir outros deuses, sem que a existência, ou seja, a
realidade deles, seja negada. Assim, a Bíblia guarda traços da existência no
Levante, até mesmo em Israel, de uma pluralidade de divindades e de que o Deus
de Israel, cujo nome se pronunciava talvez Javé ou Yahou (questão que será
abordada no primeiro capítulo), não era, de modo algum, o único deus a ser
venerado pelos israelitas.
16X23
p. 256
Paulus
344 - VII Congresso Brasileiro de Pesquisa Bíblica (ABIB)
Evento promovido pelo
Programa de Pós-graduação em Ciências da Religião da Metodista e a Associação
Brasileira de Pesquisa Bíblica (ABIB). (29 ago - 01 set, 2016)
O teólogo belga Jean-Louis Ska falou sobre as
tendências do estudo do Pentateuco nos últimos dez anos. Ska é uma
autoridade no assunto, além de ser professor de Exegese do Antigo Testamento no
Pontifício Instituto Bíblico de Roma, já escreveu diversos livros, incluindo
“Introdução à Leitura do Pentateuco”, publicado no Brasil pela editora Loyola.
Ska ressaltou que
com o livro Deuteronômio, reencontramos a lei e o mundo jurídico da Torá, tema
pelo qual Eckart Otto trabalhou para devolver importância, pois acredita que a
solução dos problemas do Pentateuco não vem das narrativas, mas sim das leis.
Por outro lado, John Van Seters sustenta que o Código da Aliança seja mais
recente do que o Código Deuteronômico e que a Lei de Santidade.
Ska explica que duas
tendências importantes da pesquisa são a reforma de Josias e a natureza de
Deuteronômio. No passado, a reforma de Josias foi considerada historicamente
importante, porque teria acontecido a purificação de elementos estranhos e
centralização do culto em Jerusalém, por meio da destruição dos cultos rivais.
A mesa “Pentateuco:
História, Tradução e Exegese”, contou com a participação de Vicente Artuso, da
PUC do Paraná, que coordenou a mesa e Telmo Figueiredo, membro da ABIB, que
realizou a tradução do italiano para o português.
O exegeta suíço Thomas Römer foi o convidado
da conferência de quarta-feira (31) do VII Congresso Brasileiro de Pesquisa
Bíblica.
Thomas Römer, da
Université de Lausanee, falou a respeito dos papéis de Moisés no Pentateuco.
Nos livros, ele aparece como legislador, rei, chefe e juiz de Israel, mas de
acordo com Römer, o papel mais importante de Moisés é o de legislador.
Moisés: legislador, rei e
juiz
“No Antigo Oriente, o rei
é o mediador tradicional entre os deuses e o povo. Na Mesopotâmia, o governante
político é frequentemente também o primeiro de todos os sacerdotes, devido à
sua relação especial com uma divindade particular”, diz. O rei era também
considerado o pastor de seu povo, legislador e juiz, como responsável pela
ordem do país.
domingo, 4 de setembro de 2016
quarta-feira, 24 de agosto de 2016
342 - Em busca de Jesus de Nazaré: Uma análise literária. Eduardo Hoornaert
A leitura da Bíblia
praticada nas Igrejas continua seguindo o modelo dos Padres da Igreja, que
foram os intelectuais cristãos do primeiro milênio. É um modelo que dispensa
investigação histórica e literária dos textos. Na Idade Média, não encontrou
contestação e só começou a ser questionado a partir da Renascença (século XVI),
com estudiosos como Erasmo, por exemplo, que passou a estudar as línguas
originais da Bíblia e sua contextualização. Essa nova leitura causou pânico
entre os comentaristas tradicionais e, com o tempo, instalou-se um clima de
suspeita e discriminação mútua entre eclesiásticos (“tradicionalistas”) e
modernos (“descrentes”). Efetivamente, se não há como desconsiderar o valor
pedagógico da leitura ortodoxa (e descontextualizada) da Bíblia, demonstrado ao
longo dos séculos, fica claro que uma leitura contextualizada dos textos pode
abrir caminho para uma fé mais consistente. Alguém que se declara “sem
religião”, toma distância de Jesus Cristo, sem abandonar o seguimento de Jesus
de Nazaré, é cristão ou não? É com essa pergunta em mente que escrevi este
livro.
Eduardo
Hoornaert. Padre casado, belga, com mais de 5O anos de Brasil,
historiador e teólogo, mais de 20 livros publicados. Mora em Salvador.
Dedica-se agora ao estudo das origens do cristianismo.
p. 216
13,5X21
Paulus
2016
terça-feira, 16 de agosto de 2016
Assinar:
Postagens (Atom)
Tradução: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. parte do artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
















