sábado, 23 de julho de 2016

337 - Rolf Rendtorff, Leitura Canônica do Antigo Testamento


Rolf Rendtorff (10 de maio de 1925 - 01 de abril de 2014) foi Professor emérito de Antigo Testamento na Universidade de Heidelberg. Escreveu vários textos sobre as escrituras judaicas e foi notável ​​por sua contribuição para o debate sobre as origens do Pentateuco.
Rendtorff nasceu em Preetz Holstein, Alemanha. Estudou teologia (1945-1950) nas universidades de Kiel, Göttingen e Heidelberg. Empreendeu seus estudos de doutorado sob orientação de Gerhard von Rad (1950-1953).
Rendtorff publicou muitos trabalhos sobre temas do Antigo Testamento, mas ficou conhecido pelo notável livro de 1977, O problema da transmissão do Pentateuco. O livro foi um estudo sobre a questão da origem do Pentateuco (a questão de como os cinco primeiros livros da bíblia: Gênesis, Êxodo, Levítico, livro de Números e Deuteronômio - veio a ser escrito), e apareceu ao mesmo tempo que outros dois livros importantes, John Van Seters “Abraão história e Tradição” (1975), e Hans Heinrich Schmid “O chamado Yahwist (1976). Os três estudos, apareceram quase juntos, inaugurou uma discussão acalorada nos círculos acadêmicos sobre a validade do consenso então dominante sobre as origens do Pentateuco e a Hipótese documental.

A obra Antigo Testamento - uma introdução, de Rendtorff, vai ajudar a preencher uma lacuna na seleção de obras teológicas estrangeiras para o português. Isso porque esta obra está estruturada sobre uma nova concepção de pesquisa do antigo testamento, que começou a ganhar terreno no contexto da Europa e dos Estados Unidos e partir de meados da década de 1970. Trata-se do canonical aproach, isto é, do 'acesso canônico' aos textos antigo testamento. Diferente do que na pesquisa histórica - crítica tradicional europeia, esse acesso metodológico busca empunhar os textos a partir da versão final. No tratamento dos textos, isso significa que, em primeira linha, busca-se observar as estruturas composicionais de toda a obra do antigo Testamento, ou pelo menos de complexos composicionais mais abrangentes.

P. 505.


quinta-feira, 14 de julho de 2016

336 - Morre Elisabeth Moltmann-Wendel, teóloga feminista esposa de Jürgen Moltmann


Elisabeth Moltmann-Wendel, morreu no dia 07-06-2016, aos 89 anos de idade, em Tübingen, na Alemanha.
Moltmann-Wendel foi uma importante personalidade da teologia feminista. Ela trabalhou intensa e profundamente a presença das mulheres no movimento de Jesus. Libertação das mulheres- Argumentos bíblicos e teológicos e Mulheres que acompanhavam Jesus, são alguns dos muitos títulos de livros publicados pela teóloga.
A teóloga alemã, é co-autora do livro, publicado em 1991, Palavras-chave da teologia feminista.
A teóloga era casada com Jürgen Moltmann, um dos maiores teólogos do século XX. Com ele, ela publicou o livro, em 1991, Como mulher e homem falar de Deus e em 1997, Moltmann-Wendel publicou a sua autobiografia Quem não cuida da Terra não pode alcançar o Céu.
A teóloga feminista, desde 1960, se ocupou com as imagens tradicionais de Deus e as práticas religiosas na Igreja e sempre questionando o papel da mulher. Ela igualmente questionou as concepções tradicionais da Ceia do Senhor que suscitou um grande debate no interior da Igreja Evangélica.
O presidente da Igreja Evangélica da Alemanha, Bispo Heinrich Bedford-Strohm, afirmou que “Moltmann-Wendel foi uma importante teóloga e lutadora por uma imagem de Deus onde tanto as mulheres como os homens pudessem novamente se encontrar como iguais”.

Fonte: 556569



quarta-feira, 13 de julho de 2016

335 - Johan Konings


Johan Konings é padre jesuíta nascido na Bélgica, professor titular da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia - FAJE, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Participou como perito na XII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, em Roma, em 2008, com o tema A Palavra de Deus na Vida e na Missão da Igreja. Filósofo e filólogo, concluiu o doutorado em Teologia na Universidade Católica de Louvaina, na Bélgica.

Alguns livros de Konings 


A Bíblia, sua origem e sua leitura

O livro traz informação básica e orientações fundamentais para a leitura da Bíblia. Objetivando a visão de conjunto, fornece ao leitor um referencial para o estudo aprofundado. O roteiro se desenvolve como uma viagem ao âmbito original da Bíblia, para, com esse conhecimento, voltar ao momento presente.
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Pg. 280
Vozes



Ser cristão: Fé e prática

O livro apresenta uma visão sintética e atualizada daquilo que se espera que um cristão creia e viva. Cristãos e não cristãos encontram nesta obra uma descrição objetiva da religião. A perspectiva adotada é a católica, mas não se opõe à intenção ecumênica, pois mostra o que as grandes tradições cristãs têm em comum e contribui para o diálogo explicando a compreensão própria.
13x21
Pg. 136



Evangelho Segundo João - Amor e Fidelidade

Obra pertencente ao Comentário Bíblico Latino-americano – leitura bíblica na óptica das comunidades dos pobres na América Latina. Articulando a objetividade do estudo histórico literário com a “leitura na vida”, o autor mostra que o Evangelho de João é o livro da vida de uma comunidade perseguida por causa de sua fé em Jesus de Nazaré: a história do amor fiel até a morte vivido por Jesus é o espelho no qual a comunidade vê refletida sua própria experiência; o evangelista fala com a liberdade que lhe dá o Paráclito, que é o intérprete de Jesus, Palavra de deus em existência histórica.
p. 403
Loyola


Sinopse dos Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas e da "Fonte Q"

O livro contém uma introdução à 'questão sinóptica' e às peculiaridades de cada evangelista. Além disso, apresenta esquemas comparativos de tópicos especiais e uma sinopse da 'Fonte dos ditos de Jesus', a chamada 'Quelle'(Q), integrada nos evangelhos de Mateus e Lucas e considerada o testemunho mais antigo da pregação de Jesus.
p. 340
Loyola




terça-feira, 12 de julho de 2016

334 - Coleção: Palimpsesto. João Leonel; José Luiz Izidoro; Júlio Zabatiero; Valtair Afonso Miranda.


Mateus, o evangelho
João Leonel

Entre as várias riquezas que leitora e leitor encontrarão neste trabalho, salientamos três. A primeira delas é a abrangência bibliográfica. Leonel é um ávido leitor, obstinado mesmo por Mateus. Termina-se a leitura com a sensação de um amplo voo, com questões e soluções que antes apenas suspeitávamos, com o olhar e sensibilidade mais aguçados. O segundo ponto a ser destacado é o cuidado e atenção com que Leonel aborda a literatura sobre Mateus produzida mais perto dele, e de nós, seus primeiros leitores. Nosso autor se sabe brasileiro e latino-americano. E sabe o quanto o chão que se pisa permite e condiciona o olhar e a leitura. Os últimos capítulos da obra apresentam aquilo que caracteriza as opções teóricas de Leonel, na forma de cuidadosos exercícios e indicações. Aqui falam alto tanto o pesquisador como o professor, na busca de esclarecer quem terá sido, do ponto de vista técnico, o contador de histórias que a tradição convencionou nomear como Mateus. Chega-se ao final da leitura com a sensação de que o Evangelho segundo Mateus se nos aparece mais luminoso, agudo e instigante. Ficamos agradecidos a Leonel por nos ajudar competentemente numa aproximação mais atenta e cuidadosa a este evangelho forjador de tanta história nos últimos dezenove séculos. Síntese ampla do que tem sido dito, abertura a novas possibilidades de leitura, eis o que nos agradaremos em encontrar nas páginas que se seguem.
Paulus
Pg. 160
13x21



Identidades e fronteiras étnicas no cristianismo da Galácia
José Luiz Izidoro

O autor se propõe a examinar a Carta aos Gálatas, como um esboço sobre o início do movimento cristão na perspectiva das culturas, das religiões, das etnias e das sociedades, em sua dinâmica de fluidez, diferenciação e interação, no que concerne à formação de identidades cristãs no interior do cristianismo paulino. Ao analisar trechos de Gálatas, identifica componentes teológicos e socioantropológicos que subjazem aos conflitos e tensões presentes nas Igrejas da Galácia. Nesses trechos, Paulo indicaria um novo ethos que se sustenta nas orientações éticas e teológicas cristãs, segundo as quais a unidade em Cristo Jesus se dá apesar das diferenças religiosas, étnicas e socioculturais. Isso gerou alternativas de relevância para que judeus, gentios, mulheres, homens, escravos e livres fossem inseridos no processo de formação das identidades.
Paulus
Pg. 176



Bíblia, literatura e linguagem
Júlio Paulo Tavares Zabatiero / João Leonel

Este é um livro que atrai: bem escrito, com o tema atual das aproximações teóricas entre os estudos bíblicos e os da linguagem, e pleno de análises bem-sucedidas. Nele estão reunidas as qualidades do trabalho acadêmico sério e erudito, ao mesmo tempo criativo, inovador e de leitura agradável. Dirige-se tanto aos estudiosos de teologia e ciências da religião quanto àqueles que se dedicam aos estudos literários, linguísticos e discursivos. E o faz com a segurança do conhecimento amadurecido nesses dois grandes campos do saber. A interdisciplinaridade alia pontos importantes das áreas relacionadas e confere criatividade ao tratamento do discurso religioso, com escrita e análises claras e atraentes. O estudo tematiza a leitura da Bíblia em diálogo com a teoria semiótica de Algirdas Julien Greimas, linguista lituano de origem russa, representando um esforço para ir além dos modos de ler o Livro Sagrado predominantes na modernidade e estabelecendo diálogo com a teoria literária e a teologia.
Pg. 240



Uma história cultural de Israel
Júlio Paulo Tavares Zabatiero

Uma história cultural de Israel oferece uma abordagem inovadora nos estudos historiográficos do antigo Israel. Utilizando-se de elementos teóricos da história cultural francesa e da pesquisa sobre as identidades, o livro relata os processos, mecanismos e conflitos na construção e transformação da identidade do antigo Israel, desde suas origens até o final do século I d.C. Além dos processos identitários, seu foco recai sobre os modos de organização sociopolítica e suas justificações teológicas no testemunho das Escrituras judaico-israelitas. Incorpora, ainda, em suas discussões, os debates mais recentes na pesquisa histórica sobre o antigo Israel, posicionando-se a respeito dos principais temas em debate na atualidade.
Pg. 296



O caminho do cordeiro Representação e construção de identidade no Apocalipse de João
Valtair Afonso Miranda

No primeiro capítulo deste livro, o autor se deterá em questões de suporte para o restante da obra. O texto do Apocalipse será relacionado à situação histórico-social das comunidades destinatárias, e questões como o papel da literatura na construção do mundo e na formação da identidade sectária também serão discutidas no capítulo inicial. O seguinte girará em torno da análise específica do episódio do Cordeiro e os 144 mil homens sobre o Monte Sião, concentrando esforços na compreensão de Apocalipse 14,1-5, com o auxílio de instrumentos de análise sincrônica, para entender a rede de tradições e intertextos presentes na passagem. Os dois momentos finais discutirão os elementos de identidade apontados no episódio de Apocalipse 14,1-5 e aplicados no Apocalipse como um todo, tanto a identidade relacionada com o contexto litúrgico quanto a identidade sectária que se manifestaria no cotidiano das relações com a sociedade e com outros grupos religiosos. Título inaugural da coleção “Palimpsesto”.
Pg. 200

Sinopse da Editora Paulus

David Rubens


333 - O memorial de Deus: História, memória e a experiência do divino no Antigo Israel Mark S. Smith


O livro de Mark Smith não é simplesmente um estudo sobre a história e a religião do Antigo Israel nem sobre a literatura da Bíblia Hebraica, mas uma complexa associação entre eles - sobre como a Bíblia escolheu recordar a história e como a religião de Israel possibilitou seu nascimento. Como Smith atrativamente argumenta, a formação do memorial é de fato a característica central do texto bíblico; e, num círculo amplo de discussões provocativas, ele nos permite ver os múltiplos caminhos nos quais os autores bíblicos esforçam-se para dar sentido ao passado e definir seu significado progresso.
Peter Machinist Universidade de Harvard

Sofisticado em sua análise, e com uma apresentação acessível, este livro é um brilhante contributo à história intelectual e cultura. Formada com o amplo conhecimento do autor sobre a literatura do Oriente Médio, a obra trata da complexa e fascinante história evolutiva da tradição e das crenças do Antigo Israel. Memorial deve ser uma leitura obrigatória para todos, leitores gerais e especialistas, que desejam entender como a memória coletiva e a amnésia trabalharam juntas para produzir o monoteísmo que se tornou o sinal de qualidade da escritura hebraica.
Carol Meyers Universidade de Duke.

Paulus
13x21
Pg. 264



Mark Stratton John Matthew Smith (nascido em 06 de dezembro de 1956), professor americano do Departamento de hebraico e Estudos Judaicos na Universidade de Nova York.








sábado, 11 de junho de 2016

331 - Lançamento Teologia 2016. Introdução ao Novo Testamento, História, Literatura e Teologia.

Introdução ao Novo Testamento, História, Literatura e Teologia - volume 1
Questões introdutórias do Novo Testamento e Escritos Paulinos










Introdução ao Novo Testamento, História, Literatura e Teologia - volume 2
Cartas católicas, Sinóticos e Escritos Joaninos

Sinopse
Defendendo que todo o Novo Testamento é um conjunto formado pelos gêneros Carta e Evangelho, inclusive o Apocalipse, que é colocado como uma carta, M. Eugene Boring, professor do Novo Testamento, elabora esta belíssima Introdução ao Novo Testamento que, sem sombra de dúvidas, constitui uma obra monumental e referencial no que tange aos estudos do NT, que não poderá faltar em nossas bibliotecas, pela seriedade e beleza de seu texto e conteúdo. Além de toda a parte específica de cada livro do Novo Testamento, que o autor defende ser um livro narrativo de história que a Igreja foi escrevendo, selecionando e editando, e que ele aqui trabalha segundo uma possível ordem cronológica e não segundo a ordem que encontramos no Cânon do Novo Testamento, boring também apresenta uma primeira parte, bastante ampla sobre questões introdutórias referentes ao Novo Testamento, traz diversos mapas, fotos e quadros ilustrativos que nos ajudam a melhor entender a temática apresentada. Por estes e por tantos outros motivos, mesmo tendo presente as várias obras Introdutórias ao Novo Testamento que já temos, esta é uma obra que vem marcar a segunda década deste terceiro milênio e que certamento veio para somar e vai colaborar muito no que diz respeito aos estudos sobre o Novo Testamento em geral e sobro cada um de seus livros. o autor está de parabéns, pois ele sabe trabalhar temas antigos e atuais, desafiando-nos e instigando-nos à pesquisa, que, certamento, agora vai seguindo seus passos de forma mais bonita ainda. 
Waldecir Gonzaga 

Vl. 1. P. 750
Vl. 2. P. 700
15X23
Paulus e Academia Cristã

Autor: M. Eudene Boring é professor emérito de Novo Testamento no Brite Divinity School, Texas Christian University.











David Rubens


terça-feira, 24 de maio de 2016

330 - Teologia do Novo Testamento: Bibliografia para Estudo do Novo Testamento


Apresento aos meus leitores algumas obras publicadas no Brasil na área de Teologia Bíblica do Novo Testamento. As apresentações pertencem as editoras, não expressa necessariamente minha opinião, pretendo em outra postagem publicar minha posição em relação a cada obra mencionada. Estou à disposição para conversar sobre obras citadas. Deixe seu comentário.        

Teologia do Novo Testamento
Rudolf Bultmann
Este livro é um monumento na história da interpretação bíblica. O autor conciliou nela rigor acadêmico fundado em conhecimentos de ponta do seu tempo sobre as origens cristãs com uma hermenêutica arrojada, que desejava recriar o sentido do texto bíblico para seu leitor. A Teologia do Novo Testamento sofreu diversas re-edições e numerosas traduções, o que atesta sua relevância fundamental para a teologia bíblica na atualidade. A obra genial de Bultmann colocou referenciais permanentes.
p. 928
Academia Cristã


Teologia do Novo Testamento
Leonhard Goppelt
A Teologia de Goppelt é obra indispensável para todo estudioso sério do Novo Testamento. Inserida no debate do assunto, nela Goppelt estabelece o diálogo entre a hermenêutica histórica de Joachim Jeremias e o existencialismo de Rudolf Bultmann. Em sua abordagem histórico-salvífico valoriza muito a historicidade do Novo Testamento e focaliza seu pensamento no significado teológico da obra de Cristo (Kerygma da morte-ressurreição).
p. 560
Teológica


Teologia do Novo Testamento
Joachim Jeremias
A tradução para o português da Teologia do Novo Testamento de J. Jeremias é apresentada aqui em reedição cuidadosamente revisada a partir da última edição alemã, agora com a inserção do texto em grego e aramaico em caracteres próprios. Aliás, a inserção do texto em aramaico constitui uma novidade até mesmo em relação à edição alemã (que o traz transliterado) e quer ser uma homenagem especial desta edição a esse renomado pesquisador do Novo Testamento, que se dedicou especialmente ao estudo dos evangelhos e do mundo contemporâneo de Jesus.
Dr. Nélio Schneider Doutor em Novo Testamento pela Universidade de Wuppertal (Alemanha).
“Joachim Jeremias ocupa dentro das vertentes pós-bultmanianas da interpretação neotestamentária um lugar à parte, pela sua insistente procura pelo substrato aramaico que denunciaria a presença da 'ipsissima vox Christi' por trás da redação dos evangelhos em língua grega. A reedição revista e atualizada de seu livro Teologia do Novo testamento é muito bem-vinda, pois garantirá a continuidade da presença indispensável deste clássico da teologia bíblica nos círculos de estudos bíblicos, nas escolas especializadas e na biblioteca de todos quantos desejam aprofundar-se nos conhecimentos da Bíblia".
Lysias Oliveira dos Santos Professor de Novo Testamento do Seminário Teológico de São Paulo (IPI do Brasil).
p. 504
Hagnos


Introdução ao Novo Testamento
Raymond E. Brown
A obra de Brown é um clássico, cuja principal característica é de ser escrita para leitores e estudiosos não especialistas e, até mesmo, não cristãos. Trata-se de um estudo crítico do texto, situado, por certo, dentro de seu contexto global, histórico, cultural e religioso, que nos permite avaliar o que seus autores tencionaram transmitir, mostrando também o alcance de sua mensagem e sua repercussão na história do pensamento e do comportamento religioso da humanidade como um todo.
Na primeira parte, o autor, estuda o que chama de pressupostos para a compreensão do texto: sua natureza e origem e os contextos político e cultural em que se situa. Trata-se de um estudo sintético magistral dos conhecimentos básicos com que trabalham todos os intérpretes sérios e competentes da Bíblia, sem os quais não se pode hoje pretender interpretar validamente nenhum texto sagrado.
Na segunda parte, estuda os testemunhos escritos pré-evangélicos, que a leitura crítica dos próprios quatro evangelhos canônicos permitem identificar, e fornece os elementos de base para a leitura de Marcos, Mateus, Lucas e João, incluindo a introdução aos Atos na sequência do evangelho de Lucas, e as cartas joaninas, na sequência de João. Note-se a estrutura paralela dos capítulos, abrindo-se, no fim, para uma consideração mais genérica dos temas religiosos que estão no horizonte de cada um dos escritos.
A terceira parte é dedicada aos escritos paulinos. Introduzem-na três capítulos de grande importância sobre a classificação e o formato do corpus paulino, seguida de um capítulo sobre o próprio Paulo, sua vida e seu pensamento, um outro, em que o autor faz uma apreciação da figura e da doutrina do Apóstolo. Seguem-se, então os capítulos dedicados às cartas paulinas propriamente ditas, vindo depois, uma consideração geral sobre a pseudonímia dos escritos deutero paulinos e a introdução a cada um deles.
Na quarta e última parte, dos demais escritos do Novo Testamento: a Carta aos Hebreus, a Primeira Carta de Pedro, a Epístola de Tiago, a de Judas, a segunda de Pedro e o Livro da Revelação ou Apocalipse. Dois grandes apêndices sobre o Jesus histórico e os escritos judaicos e cristãos gnósticos da época abordam temas indispensáveis à compreensão do Novo Testamento. Vários índices o oito quadros ilustrativos figuram na forma de anexos, sendo preciosos instrumentos para consulta da obra. Apesar de não ser recente, a Introdução de Brown é um livro ao mesmo tempo indispensável e acessível a todo estudioso do Novo Testamento.
p. 1138
Paulinas


Novo Testamento - História, escritura e teologia
Daniel Marguerat
Esta obra oferece uma visão global dos problemas históricos e literários levantados pela redação de cada livro do Novo Testamento: apresenta e sintetiza as aquisições da pesquisa sobre sua escritura e representa o esforço de reconstruir as condições históricas de produção do texto de cada um dos livros.
Dificilmente um estudioso poderia lançar-se à tarefa de, sozinho, apresentar o estado atual dos estudos sobre o N. Por isso temos de nos contentar com obras em diversos especialistas cuidam dos diferentes tópicos, mesmo com estilos e profundidades desiguais. Evidentemente, perdem-se também fios condutores, a impressão geral é de estarmos diante de um mosaico e não de uma pintura mais nítida. Contudo, uma obra deste tipo, considerando que os AA foram convidados pela mesma pessoa, nos ajuda mais do que uma pequena multidão de artigos dispersos. Certamente este lançamento merece uma grata recepção pelos professores e alunos de teologia e de ciências religiosas. Notemos ainda que os AA ensinam em diferentes escolas superiores de vários países europeus, sendo alguns católicos e outros não. Daniel Marguerat, por exemplo, o organizador e o criterioso apresentador de perpétuo problema sinótico (aliás, mais um a desconsiderar o testemunho de Papias sobre a Mateus aramaico), ensina na faculdade de teologia de Lausanne, protestante.
p. 656
Loyola


História da Literatura Cristã Primitiva: Introdução ao Novo Testamento
Philipp Vielhauer
Neste livro, Vielhauer apresenta toda a literatura cristã-primitiva em seu processo de formação. Nisso elabora o conteúdo teológico dos escritos. Para ele, forma e conteúdo são inseparáveis.
p. 854
Academia Cristã




Unidade e Diversidade no Novo Testamento
James D.G. Dunn
O livro Unidade e Diversidade no NT de James Dunn apresenta-se como um repositório dos melhores resultados da ciência bíblica do Novo Testamento
e suas aplicações às reflexões mais urgentes da Teologia e da pastoral. Concebido para ser um intermediário entre as disciplinas: Introdução ao Novo Testamento e Teologia do NT, a pesquisa de James Dunn dá continuidade e, ao mesmo tempo, explora mais profundamente temas que foram apenas observados na obra de seu mestre DoctorFather C.F.D. Moule: As Origens do Novo Testamento, publicado em Português pela editora Paulinas em 1979.
Páginas: 694
Academia Cristã


Teologia do Novo Testamento
George Eldon Ladd
George Eldon Ladd consegue reunir neste volume o que há de melhor na pesquisa da teologia do Novo Testamento. Sua abordagem, bem documentada quanto às fontes utilizadas, sem prejuízo da parte didática, demonstra de modo vivo e claro os principais problemas e perspectivas de solução no domínio dos documentos básicos da fé cristã que, posteriormente foram identificados como um cânon especial sob o título de Novo Testamento.
As influências do contexto histórico e cultural vivido pelas testemunhas, da herança vetero-testamentária de ideias básicas da fé cristã, o colorido particular de cada autor com sua interpretação dos fatos pertinentes à pessoa de Jesus Cristo, são relacionados num todo coerente e agradável. Mais e melhor: as discussões teológicas não conseguem apagar o profundo comprometimento do autor com a obra iniciada por aquele que dividiu a história humana: Jesus Cristo.
O arranjo da obra segue uma sequência tópico fundamental abrangendo: Os Evangelhos Sinópticos; O Evangelho de João; A Igreja Primitiva; O Apóstolo Paulo; As Epístolas Gerais; O Apocalipse. Farta e seleta orientação bibliográfica é fornecida ao longo dos capítulos. De sua leitura, pastores, professores de classe e líderes de igrejas muito lucrarão na preparação de sermões, palestras e estudos bíblicos. Revisão: O trabalho magistral de Ladd neste livro tem servido a milhares de estudantes de teologia desde sua publicação em 1974.
A edição atualizada e ampliada (em 2003), por um discípulo competente do autor, traz agora uma bibliografia mais extensiva e dois capítulos completamente novos sobre assuntos que o próprio Ladd gostaria de ter tratado. Além disso, a edição revisada ganhou nova capa e apresentação gráfica do conteúdo, inclusive um índice remissivo que facilita a consulta e pesquisa por assunto.
George Eldon Ladd (1911-1982) foi professor de exegese e teologia do Novo Testamento no Fuller Theological Seminary em Pasadena, Califórnia.
p. 904
Hagnos



Teologia do Novo Testamento
Udo Schnelle
Udo Schnelle oferece ao leitor uma significativa contribuição a uma disciplina que carecia da ampliação do seu escopo mediante a apropriação das questões atuais, especialmente a respeito do Jesus histórico e das novas contribuições da pesquisa sobre Paulo e sobre a formação da literatura cristã primitiva. 
p. 1114
Paulus e Academia Cristã




Teologia do Novo Testamento - Esperança
Gerhard Hörster
Este é um livro de estudos essencial para estudantes de teologia, pastores, lideranças de igreja e aqueles que estudam o Novo Testamento em profundidade. Falar de Deus em termos de fé cristã só é possível porque Deus se revelou. As escrituras sagradas do Antigo e do Novo Testamento são testemunhas dessa revelação, tendo sido escritas por homens dirigidos pelo Espírito Santo. Com isso, elas mesmas têm a qualidade de revelações de Deus que, evidentemente, repousa sobre a revelação ocorrida. A função da teologia é, então, reconhecer essa revelação de Deus crendo, processá-la pensando e expô-la de forma responsável. Esta sequência é irreversível. O que vale para a revelação de Deus e para suas revelações nas escrituras sagradas também se aplica ao processo de aquisição de conhecimento. A iniciativa parte de Deus: ele confronta pessoas na história, dirige-as quando escrevem e abre-lhes o caminho para a fé. Por isso, o reconhecimento crente representa o início de toda teologia cristã.
p. 336
Editora Esperança


Forma e exigências do Novo Testamento
Gerhard Dautzenberg / Josef Schreiner
Do seu título “Forma e Exigências do Novo Testamento” já se depreende que não se trata de uma introdução no sentido corrente do termo, mas sim de uma iniciação de caráter diferente e novo. Na segunda parte do título encontra-se a palavra “exigências”; de fato, o Novo Testamento, cujos destinatários somos nós, é um apelo dirigido ao homem ao qual se apresenta como a formulação válida da boa nova da salvação. Em se tratando dos livros do Novo Testamento é necessário explicar-lhes a formação e a natureza, as forças modeladoras e os elementos determinantes, as afirmações e as instâncias, a finalidade e as exigências. O livro consta de quatro grandes seções de extensão desigual. A primeira (III-VII), que se ocupa do corpus paulinum, tenta apresentar a teologia paulina em sua ligação com o “querigma” cristão primitivo (III), a sua originalidade (IV) e a obra missionária do Apóstolo, segundo as cartas às comunidades (V). Em seguida vem o tratado das cartas deuteropaulinas (VI) e das cartas pastorais (VII). A segunda seção (VIII-XIII) se ocupa com o exame dos evangelhos. Começando pela fonte constituída pelos “logia” e por Marcos, discute-se a questão sinótica sob o aspecto de “história” de Jesus, a qual, segundo o plano de Marcos, exige uma apresentação nova e diferente. Dentre os grandes evangelhos, o de Lucas tem uma apresentação global. A terceira seção (XVI-XVII) compreende tratados monográficos da restante literatura epistolar neotestamentária. A quarta seção (XVIII-XIX) se ocupa especificamente com a escatologia e a apocalíptica. Os capítulos I, II e XX foram planejados com um contorno abrangendo questões que dizem respeito a todo o Novo Testamento: a relação entre os dois Testamentos inferida no Novo (I), a linguagem e o ambiente (II), o complexo dos problemas da Igreja e Novo Testamento (XX). Os leitores deste livro deveriam ser os mesmos de “Palavra e Mensagem do Antigo Testamento”, isto é, todos aqueles que se acham empenhados na pregação ou que para ela se preparam e todos os que pretendem aprofundar-se no mundo de fé dos livros sagrados do Novo Testamento.
p. 536
Teológica e Paulus


Teologia do Novo Testamento - Cultura Cristã
Donald Guthrie
Um livro que dá atenção às diferentes fontes de material dentro do Novo Testamento e, ao mesmo tempo, apresenta o ensino sob seus temas principais. Ele pode, portanto, servir como um manual de doutrina bíblica. É minha esperança que este livro seja uma ferramenta útil nas mãos de todos os estudantes sérios do Novo Testamento. Espero, também, que ele, de algum modo, demonstre a considerável quantidade de unidade dentro do Novo Testamento e que ajude a fazer um contraponto com a tendência predominante de destacar sua diversidade. Donald Guthrie   Donald Guthrie (PhD) (1915-1992) foi vice-reitor e professor de Novo Testamento do London Bible College. 
p. 1080
Cultura Cristã


Introdução ao Novo Testamento
Werner Georg Kümmel
O autor revela o equilíbrio do cientista ao dizer que os amigos da investigação crítica não ficarão satisfeitos com os resultados nem sempre definitivos da sagrada escritura. Aqueles que se habituaram a encará-la, exclusivamente, com olhos de piedosa devoção, serão ofendidos com a liberdade de investigação.
p. 500
Paulus



Introdução ao Novo Testamento
1. História, cultura e religião do período helenístico
Helmut Koester
Escrita de forma mais literária e menos técnica, a Introdução ao Novo Testamento de Helmut Koester se destaca por abordar os primeiros escritos cristãos, canônicos e não-canônicos, a partir do contexto judaico e greco-romano em que foram gerados. Reconstitui o desenvolvimento histórico do Cristianismo primitivo, discutindo, além das questões políticas e religiosas, a economia, a sociedade, a filosofia, a educação e a literatura do período helenístico. É um clássico no campo do Novo Testamento, imprescindível para estudo e pesquisa.
p. 456
Paulus


Introdução ao Novo Testamento
2. história e literatura do cristianismo primitivo
Helmut Koester
Depois de tratar dos problemas relacionados à interpretação dos primeiros escritos cristãos (volume 1), Helmut Koester, mantendo a forma mais literária e menos técnica, aborda a história das primeiras comunidades cristãs e a literatura de João Batista até os Santos Padres. Analisa 27 textos canônicos e não-canônicos, trazendo informações detalhadas sobre seus autores, datas, contextos e resultados, além de glossário, mapas e uma extensa bibliografia relacionada a cada tema.
p. 436
Paulus


Teologia do Novo Testamento
I. Howard Marshall
A obra I. Howard Marshall traz profundas reflexões, fruto de muitos anos de estudo, pesquisa e ensino na área do Novo Testamento.
Por isso mesmo, não é uma teologia que se sucumbe à tendência de enxergar no Novo Testamento uma diversidade que seja irreconciliável. Pelo contrário, o autor defende a existência de uma teologia neotestamentária formada a partir dos diversos testemunhos que encontramos nos livros do NT. E dessa forma, a partir da análise individual dos documentos que compõem o NT, vai passo a passo construindo uma síntese dessa teologia, provando assim sua tese: diversos testemunhos, um só Evangelho.
p. 686
Vida Nova


Teologia do Novo Testamento: uma abordagem canônica e sintética
Frank Thielman
Este Livro foi escrito para alunos engajados em estudo do Novo Testamento – professores, pastores, estudiosos ou leigos – tanto na orientação teológica de cada livro do Novo Testamento como no panorama do Novo Testamento como um todo.
p. 904
Vida Nova



Teologia do Novo Testamento
Leon Morris 
Uma teologia do Novo Testamento não traduz necessariamente sempre em termos usados pelos autores neotestamentários, mas está implícita no que escreveram, pois o que eles dizem sempre tem por base sua compreensão dos caminhos de Deus.
O autor tem em mente que os autores do Novo Testamento não estavam compondo tratados teológicos completos, mas concentrados nas necessidades dos cristãos aos quais se dirigiam. Seus escritos vieram e tornaram-se uma divisão eminente das Escrituras do primeiro século da igreja.
p. 408
Vida Nova


Teologia do Antigo e Novo Testamento
Gerhard Hasel
Os anos recentes têm testemunhado   uma enorme quantidade de publicações da erudição bíblica, procedentes tanto da Europa como dos Estados Unidos. Em muitos casos, abordagem contraditórias expressas nessas fontes tem causado confusão, mesmo ente os próprios especialistas, quanto à natureza, ao método e à unção da teologia tanto do Antigo quanto no Novo Testamento. GERHARD HASEL, em seu livro, Teologia do Antigo e Novo Testamento: Questões básicas no debate atual, oferece uma ampla análise da literatura disponível nesse vasto campo do conhecimento teológico.
O texto desta edição, revisto, atualizando, é uma investigação criteriosa e lucidamente articulada, considerando as maiores tendências na área da teologia bíblica. HASEL, aqui, provê sua avaliação dos métodos passados e atuais, a partir do que apresenta uma nova abordagem para a teologia bíblica. Vigoroso em sua defesa da validade das escrituras como a palavra de Deus, o autor inclui neste trabalho os mais significativos estudos das ultimas décadas. Sua bibliografia, com centenas de títulos, pode ser considerada uma das mais abrangentes publicadas até o momento.
p. 490
Loyola
Academia Cristã


Uma Introdução aos Escritos do Novo Testamento
Erich Mauerhofer 
Comprovada na prática docente da STH (Escola Superior Independente de Teologia) de Basileia (anteriormente FETA). Uma introdução aos Escritos do Novo Testamento vem à luz em língua portuguesa já em sua versão completamente revista e ampliada. Nela o leitor encontra extenso material de pesquisa que engloba desde os tempos do Novo Testamento até a data mais atual. Com detalhadas referências de fontes e argumentações objetivamente verificáveis, são solucionadas questões acerca do surgimento dos Escritos do Novo Testamento. Além disso, também se transmite uma visão panorâmica de noções bíblicas em relação a cada escrito. Uma obra imprescindível também para o leitor interessado em aprofundar seus conhecimentos sobre o Novo Testamento.
p. 622
Vida

org. 
David Rubens




Tradução: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. parte do artigo 1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.